Sexta-feira, 30 de novembro de 2018

 
 

Bom dia,


PIB fica dentro das expectativas. O PIB do terceiro trimestre avançou 0,8% na comparação trimestral e 1,3% comparado ao mesmo período do ano passado. Esse crescimento vem da melhora na agropecuária que registrou crescimento de 0,7%, da indústria que apresentou alta de 0,4% e dos serviços que aumentaram em 0,5%, todos na comparação trimestral. O índice de confiança empresarial veio melhor, atingindo o maior valor desde abril de 2014. A evolução no mês reflete a melhora das expectativas com a evolução da economia no novo governo. Já o Banco Central divulgará o resultado primário do setor público às 10h30 com estimativa de superávit de R$ 7,8 bilhões, ante déficit de R$ 24,6 bilhões em setembro, sendo o primeiro dado mensal positivo desde abril.

a

Dados da Europa não trazem novidades. A taxa de desemprego da zona do euro foi de 8,1% em outubro, ficando em linha com o registrado na leitura anterior e levemente aquém dos 8,8% registrados há um ano. A Alemanha segue como destaque positivo, com taxa de desemprego de 3,3%. Espanha (14,8%), Itália (10,6%) e França (8,9%), entretanto, pesam do lado contrário. Já a inflação deve arrefecer em novembro, com a alta dos preços de energia sendo compensada pela desaceleração em alimentos não processados e bens industriais.

G-20 deixa Bolsas em compasso de espera. A ata mais dovish do FOMC, seguindo a linha adotada pelo chair do Fed no começo dessa semana, deu uma animada nos mercados, mas a proximidade do encontro entre os presidentes do EUA e da China na reunião no G-20, nesse final de semana, em Buenos Aires, deixa os investidores ainda cautelosos nessa sexta-feira, com as Bolsas europeias e os futuros americanos apontando para uma abertura no vermelho. Na agenda de hoje, nos EUA, temos a fala do presidente do Fed de NY em um painel ao meio-dia, horário de Brasília, e dados do setor industrial americano logo em seguida.

 

Acordo de leniência da CCR (CCRO3) e pacote de concessões para o 1T19. A companhia anunciou no final da manhã que havia acertado um acordo de leniência com o MP de SP pelo uso de caixa 2 em doações ilegais para campanhas eleitorais. A multa paga pela companhia será de R$ 81 milhões, muito abaixo do valor especulado pelo mercado. O anúncio diminui bastante o risco atrelado aos papéis, o que impulsionou sua cotação no pregão de ontem. Ainda assim, vale ressaltar que se outras irregularidades forem encontradas, o acordo perderia a validade. Outro fator que ajudou os papéis do setor, ontem, foi o anúncio do presidente Temer do pacote de concessões a ser leiloadas ainda no primeiro trimestre do ano que vem, no começo do governo Bolsonaro. São doze aeorportos, divididos em três blocos, quatro terminais portuários e um trecho da Ferrovia Norte-Sul.

Justiça libera leilão de distribuidora da Eletrobras (ELET6).
O ministro Ricardo Lewandowski revogou a liminar que impedia a privatização da Companhia Energética de Alagoas – CEA. O BNDES irá retomar o processo para leilão da distribuidora e deve divulgar uma data para o certame em breve. Cabe lembrar que no próximo dia 10 de dezembro será realizado o leilão da Amazonas Energia. Suas ações devem responder de forma positiva à novidade.

JCP do BB (BBAS3).
O Banco do Brasil vai pagar R$ 0,1068 (já líquidos de IR) por ação, para os acionistas posicionados ao final do pregão do dia 11 de dezembro, ficando ex no dia seguinte, quarta-feira, dia 12 de dezembro. O pagamento será no dia do último pregão do ano, dia 28 de dezembro. O yield da distribuição, no entanto, é pequenininho, de 0,24% em relação ao fechamento de ontem.

Pão de açúcar (PCAR4) distribuirá JCP.
A companhia anunciou a distribuição de R$ 0,214 por ação ordinária e R$ 0,236 por ação preferencial, já liquido de imposto. O pagamento será efetuado em 13 de dezembro, com base na posição acionária de 4, desta forma, as ações passam a serem negociadas ex-juros a partir do dia 5. O yield desta operação é de apenas 0,28%, considerando as ações PN.

AGENDA DE DIVIDENDOS



Bons negócios