Quarta-feira, 28 de novembro de 2018

 
 

Bom dia,


Política é destaque no noticiário doméstico. Com agenda fraca, o mercado segue de olho na aprovação de pautas importantes como a cessão onerosa, que gera algum atrito entre o atual e o futuro governo, como já ocorreu no caso do polêmico, para dizer o mínimo, reajuste aos ministros do STF, sancionado pelo presidente Temer na segunda-feira.

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Agenda carregada nos EUA. Destaque para o PIB americano do terceiro trimestre, que deve mostrar alguma aceleração em relação ao trimestre anterior, e para os dados do mercado imobiliário, importante termômetro da economia americana, especialmente com o aumento dos temores em relação a um crescimento mais fraco nos países desenvolvidos. Além disso, mercado fica de olho no estoque semanal de petróleo do DoE, que deve movimentar a cotação da commodity, já bastante volátil, e para o discurso do chair do Fed, Jerome Powell, no meio da tarde, que ganhou ainda mais destaque após o presidente americano criticar sua atuação, dizendo que “não está nem um pouquinho feliz”.
   
Bolsas no azul. O começo do dia é de ganhos lá fora, com o mercado aguardando a batelada de indicadores nos EUA, mas de olho na disputa comercial do país com a China. No verdadeiro morde e assopra que é a comunicação do governo Trump sobre as negociações com os asiáticos, hoje foi dia de assoprar, com o assessor econômico de Trump sinalizando avanços nas conversas entre os dois países na semana do G-20, o que animou os investidores mundo afora.

 

Noticiário ambíguo para Petrobras (PETR4) hoje. O CARF emitiu parecer desfavorável à companhia em processo administrativo fiscal relacionado à cobrança de CIDE e PIS/ Cofins sobre as remessas enviadas ao exterior para pagamento de afretamento de embarcações. O valor aproximado desse processo é de R$ 7 bilhões, e não está provisionado no balanço da estatal. Cabe recurso junto à Câmara Superior. Ontem, porém, foi iniciado o julgamento sobre outro processo relacionado ao mesmo tema, com outro ano-base, e o relator do processo deu parecer favorável a Petrobras. Nesse caso, o valor aproximado é de R$ 12 bilhões e a expectativa é que o julgamento seja retomado em janeiro de 2019. Por enquanto, a companhia não irá provisionar tais valores em suas demonstrações financeiras. Outra notícia no radar dessa quarta-feira é a produção de outubro, que registrou alta de 8% frente ao mês anterior, se aproximando da meta de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia, ao atingir 2,66 boed. Mas o que deve movimentar mesmo o papel, como foi no pregão de ontem, são as notícias relativas à cessão onerosa.

Unidas (LCAM3) anuncia oferta de ações.
O follow-on de ações vai ser majoritariamente primário, com 31 milhões, das 38 milhões das ações vendidas, sendo novas ações. Os atuais acionistas terão prioridade na oferta primária. Serão duas datas de corte. Uma para definir os acionistas que terão prioridade (ao final do pregão de hoje) e outra para definir a proporção das ações que esses investidores terão direito (final do dia 10 de dezembro). Preço será formado por bookbuilding. Papéis tendem a ficar mais pressionados no período de realização da oferta.
   
Presidente da BB Seguridade (BBSE3) renuncia. Antônio Maurício Maurano deixa o cargo menos de seis meses após assumi-lo, vindo do BB. O cargo será assumido interinamente por Werner Romera Süffert, funcionário de carreira do BB, que está na BB Seguridade desde 2013. Não esperamos uma forte reação do mercado.

Smiles (SMLS3) anuncia formação do comitê que vai negociar com a Gol (GOLL4). A companhia anunciou o nome dos três membros independentes que irão participar das negociações a respeito da reorganização societária envolvendo as duas empresas. O nível de incerteza envolvendo a operação ainda é elevado.

Minerva (BEEF3) recebe liberação dos EUA. A companhia recebeu a aprovação do departamento de agricultura norte-americano para retomar as exportações de carne bovina in natura da Argentina. A decisão foi tomada após a realização de uma rigorosa auditoria no sistema de inspeção de abate de bovinos da Argentina, o que determinou o país como elegível. A Argentina, que já exportava carne bovina cozida e processada para os Estados Unidos, tem uma cota de 20.000 toneladas/ano para acessar o mercado norte-americano, isento de tarifas. Segundo as estimativas do USDA, o país importará 500 mil toneladas de carne bovina em 2018 e 575 mil toneladas em 2019. Acreditamos que as ações da empresa devem reagir de forma positiva à essa notícia.

Cemig (CMIG4) reapresenta números do 2° e 3° trimestre. Segundo a companhia, a reapresentação decorre de uma divergência identificada na forma de contabilizar a amortização de ativos e passivos financeiros da concessão, inclusive de outros componentes financeiros homologados na 4° revisão tarifária da Cemig distribuição. Com isso os números da elétrica apresentaram significativa melhora, com o EBITDA acumulado nos nove meses chegando a R$ 2,8 bilhões e lucro líquido de R$ 698 milhões, contra R$ 2,5 bilhões e R$ 500 milhões apresentados anteriormente.

Ferbasa (FESA4) distribuirá proventos. Será pago JCP no valor líquido de R$ 0,3345 por ação preferencial, o equivalente a um yield de 1,6% sobre o fechamento de ontem. Os papéis ficarão ex em 10/12 e o pagamento também ocorrerá em dezembro, no dia 20.

IMC (MEAL3) convoca AGE. A assembleia está marcada para o dia 13 de dezembro às 14h, na sua sede, para deliberar sobre alterações em seu estatuto social propostas por um de seus acionistas.

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