Sexta-feira, 16 de novembro de 2018

 
 

Bom dia,


Banco Central em destaque. O único indicador na agenda doméstica é o IBC-Br, divulgado pelo banco, que mostrou, em setembro, sua primeira queda mensal desde a greve dos caminhoneiros que pressionou os números de maio. Ainda assim, o índice fechou o trimestre com alta de 1,74%. No feriado, o governo Bolsonaro anunciou o nome de Roberto Campos Neto para a presidência do banco, o que agradou o mercado, com os papéis brasileiros negociados lá fora em alta.

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Brexit e inflação na Europa. Após o esboço de acordo entre Reino Unido e UE, apresentado na quarta-feira, diversos membros do governo de Theresa May renunciaram ontem, incluindo o ministro que cuidava do processo de saída do país do bloco. Apesar de sua posição mais enfraquecida, a primeira-ministra confirmou que seguirá no cargo e defenderá o acordo. Isso pressionou muito a cotação da libra e as Bolsas europeias no pregão de ontem. Hoje, saiu o CPI da zona do euro, que como esperado, subiu para 2,2% em outubro, 0,1 p.p. do patamar de setembro e acima também da meta do BCE para o índice. O mercado seguirá atento a como o banco vai conduzir sua política econômica com a inflação um pouco acima da meta, mas a atividade econômica dando sinais de desaceleração.

Dia morno para as Bolsas lá fora, após feriado agitado. Ontem, o dia foi negativo na Europa, por conta dos desdobramentos sobre o Brexit, que comentamos acima, mas positivo nos EUA, com destaque para a Apple, que se recuperou de uma série de pregões mais negativos, e para o JPMorgan Chase, com a notícia que Warren Buffet estava aumentando sua posição no banco. Hoje, as Bolsas operam muito próximas da estabilidade, sem grandes novidades no campo político e também sem surpresas nos indicadores econômicos. Nos EUA, a agenda de indicadores está mais movimentada no período da tarde, com destaque para a produção industrial, que sai logo após o meio dia, horário de Brasília.

 

Cemig (CMIG4) volta a ter lucro. Os números da elétrica apresentaram expressiva melhora neste 3T18, mas ainda continuam aquém do potencial. O segmento de distribuição foi beneficiado pelo crescimento de 3,8% no volume vendido a consumidores finais, bem como pelo reajuste tarifário de 23,2% aplicado em maio. Assim, mesmo com o aumento no preço médio de compra de energia nos leilões, o EBITDA voltou ao campo positivo, com margem de 6,4%. Em geração, por outro lado, o resultado foi mais fraco, com a hidrologia adversa e a menor alocação de energia neste trimestre culminando em queda nas vendas no mercado de curto prazo. No consolidado, o programa de demissão voluntária começou a trazer impacto positivo e, apesar da maior despesa financeira, a Cemig reverteu o prejuízo de R$ 83,6 milhões registrados há um ano em lucro de R$ 95,5 milhões agora. Suas ações devem responder de forma marginalmente positiva ao balanço.

Cesp (CESP6) segue com números fracos. Como o esperado, a Cesp ainda reportou desempenho operacional fraco, com a redução de quase 5% na produção levando à maior necessidade de compra de energia para revenda. Soma-se os maiores dispêndios com serviços de terceiros ao alto volume de provisões e o EBITDA seguiu no campo negativo, agora em R$ 66,8 milhões. Expurgando as provisões para litígios judiciais, o EBITDA seria positivo em R$ 25,1 milhões, com margem ainda apertada, de quase 6%. O prejuízo foi de R$ 102 milhões, queda de mais de 40% em relação aos R$ 176 milhões de prejuízo de um ano atrás. Suas ações devem responder de forma marginalmente negativa à divulgação.

Ferbasa (FESA4) reporta bom desempenho. Houve expressivo crescimento nos números da Ferbasa, tanto na comparação anual quanto frente ao 2T18. Parte dessa melhora é explicada pelo câmbio, já que 45% de suas vendas foram realizadas no mercado externo. Os preços mais elevados no mercado internacional e a maior produção de ligas de cromo também trouxeram influência positiva. Assim, apesar da incorporação da BW Guirapá I, empresa voltada a geração de energia eólica adquirida em abril, a Ferbasa viu seu EBITDA avançar 18,6% em três meses, com margem de 38,2%. O lucro líquido foi de R$ 149,2 milhões, quase dobrando em relação aos R$ 76,5 milhões do 2T18 e bem superior aos R$ 64,4 milhões registrados há um ano. Esperamos reação positiva dos papéis FESA4 ao longo do pregão hoje.
   
M. Dias Branco (MDIA3) reporta crescimento de market share. A receita líquida veio 18,7% maior no 3T18 ante o 3T17, refletindo o aumento dos preços em todos os seus produtos além de maiores volumes em biscoitos e massas, que representa 77% do total de seu faturamento. Além disso, a companhia conseguiu reportar crescimento de participação de mercado nesse segmento, mesmo em um cenário econômico bem fraco e tendo elevado seus preços. O EBITDA ficou 2,6% menor, com queda na margem EBITDA 3,5 p.p no 3T18 se comparado ao 3T17, essa redução decorre da menor margem bruta, que refletiu maiores custos de insumos e aos maiores despesas não recorrentes ocasionadas pela aquisição da Piraquê. Desta forma, o lucro líquido ficou 7,6% menor.

Volume da B3 (B3SA3) tem forte avanço em outubro. A Bolsa entregou uma prévia operacional muito forte referente ao mês passado, em meio ao segundo turno das eleições. O destaque foi o segmento Bovespa que viu o volume subir 66,4% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e 77,0% sobre setembro. Na BM&F, alta de 29,7% em um ano e 31,9% em um mês, e na Cetip, o número de transações foi 55,8% e 17,1% maior, respectivamente. O número de investidores ativos chegou a 787,9 mil, alta de 25,9 mil em apenas um mês. O mercado já esperava uma prévia bem forte, ainda assim, os números devem ajudar a manter as ações da companhia no campo positivo, no curto prazo.

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