Sexta-feira, 29 de março de 2019

Bom dia,

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Clima mais ameno em Brasília anima mercado. Ontem, o mercado reagiu positivamente às notícias de que a turbulência no processo de aprovação da reforma vai sendo superada. Começando pelo encontro de Rodrigo Maia com Paulo Guedes, que deve se envolver mais na articulação da reforma, passando pelas declarações de Bolsonaro de que vai se reunir com o presidente da Câmara no retorno de sua próxima viagem e no finalzinho do pregão houve a definição do relator da PEC da previdência na CCJ. O IBOV fechou em alta de 2,7% e o dólar está abaixo dos R$ 3,90. Se tivemos notícias positivas do andamento da reforma, o noticiário econômico não anima, com a PNAD contínua trazendo elevação na desocupação e as sondagens da FGV na indústria e no setor de serviços mostrando uma deterioração na confiança dos segmentos.  Ainda assim, o mercado deve se ater mais ao noticiário político e monitorar às novidades de Brasília no decorrer do dia.

 

"Discussões construtivas" dão fôlego às Bolsas. O encontro entre autoridades norte-americanas e chinesas em Pequim anima os mercados nesta sexta-feira, sob expectativa de novidades sobre as negociações comerciais na próxima semana, onde há uma nova reunião agendada. Assim, as Bolsas asiáticas fecharam com alta significativa nesta manhã e os futuros de NY apontam no mesmo sentido, apesar dos temores quanto a uma desaceleração econômica e da agenda repleta de indicadores hoje. Destaque para a divulgação do deflator do PCE, índice de inflação acompanhado de perto pelos integrantes do FOMC. Na Europa, o dia também é de ganhos, com as vendas no varejo surpreendendo positivamente na Alemanha e com os investidores atentos à votação de uma versão simplificada do acordo para saída do Reino Unido da União Europeia no parlamento britânico.

 

                

 

Distratos voltam a crescer e pressionam números da Even (EVEN3). Além da pressão na margem bruta por conta das devoluções de unidades, especialmente no Rio de Janeiro, a companhia reconheceu R$ 30 milhões de despesas referentes à revisão do valor de dois terrenos na cidade de São Paulo, o famoso impairment. Com a queda na margem bruta e o impairment, o EBITDA da companhia voltou ao campo negativo e o prejuízo foi o maior entre os trimestres de 2018. Ainda assim, em relação ao 4T17, a companhia mostrou evolução em todos os números. Esperamos reação negativa do mercado frente os números piores que os trimestres imediatamente anteriores.

Gafisa (GFSA3) também reconhece perdas. Os números operacionais da companhia seguiram pressionados em meio ao processo de reestruturação que a companhia vem passando e, nesse trimestre, a Gafisa ainda teve o efeito de R$ 63,1 milhões em decorrência de um ajuste no valor recuperável do estoque e do landbank da incorporadora, de R$ 112,8 milhões de perdas na Alphaville e de R$ 127,7 milhões de despesas com demandas judiciais. O bottom line foi negativo em R$ 297,0 milhões com todos esses efeitos negativos. Ainda vemos um nível de risco muito elevado para os papéis da companhia
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JBS (JBSS3) reporta bom desempenho. No 4T18, a JBS registrou crescimento em sua receita líquida consolidada de 10,7% em relação ao 4T17. No trimestre, aproximadamente 75% das vendas globais da JBS foram realizadas nos mercados domésticos em que a companhia atua e 25% por meio de exportações. O EBITDA ajustado apresentou aumento de 6,1%, com margem EBITDA do trimestre de 7,2%. No período acabou apresentando lucro líquido de R$563,2 revertendo o prejuízo reportado no 4T17.

Resultado modesto da Taesa (TAEE11). Os números deste 4T18 ainda refletem a redução de 50% na receita anual de seis empreendimentos, conforme contrato de concessão. Além disso, houve impacto do maior volume de desligamentos automáticos e alta nas provisões para contingências judiciais. Assim, o EBITDA regulatório recuou quase 34% antes o 4T17 e a margem caiu 10 p.p., para 78%. Junto ao balanço a companhia propôs a distribuição complementar de dividendos no valor de R$ 0,17 por unit, o que equivalente a um yield de 0,7%. Entretanto, a data ex e de pagamento ainda serão definidas, em proposta da administração à assembleia agendada para o próximo dia 29 de abril.

Bom desempenho da Sabesp (SBSP3). Tanto no 4T18 quanto no acumulado do ano, o resultado da companhia foi favorecido pelo acordo com o município de Guarulhos, que gerou um acréscimo de R$ 800 milhões no faturamento de 2018. O crescimento no número de ligações de água e esgoto, o reajuste tarifário aplicado em junho e o controle sobre custos e despesas também trouxeram efeito positivo, propiciando alta de 66,7% no EBITDA ajustado do 4T18 frente ao 4T17 e expressivo ganho de margem. Já a reversão da despesa financeira líquida em receita neste trimestre alavancou o lucro líquido. A concessionária irá distribuir JCP no valor líquido de 0,9852 por ação. Os papéis ficarão ex em 30 de abril e o pagamento deve ocorrer em junho, no dia 28. O yield da operação é de 2,4%. Suas ações tendem a responder de forma positiva às divulgações.

Não recorrentes inflam números da Copel (CPLE6). O balanço da elétrica foi influenciado por uma série de efeitos extraordinários, como a reversão de provisões e impairment. Expurgando tais efeitos, ao invés da alta de 45% no EBITDA ante o 4T17 o avanço foi de apenas 0,6% no período, com ganho de 1,3 p.p. na margem. Do lado positivo, destaque para o aumento do fornecimento de energia e para a melhora no desempenho da distribuidora, com reajuste das tarifas e redução no custo com compra de energia. As iniciativas adotadas para redução de despesas com pessoal, material e serviços já deram alguns sinais positivos, amenizados, entretanto, pelo dispêndio relacionado ao programa de demissão voluntária. Já o resultado de equivalência patrimonial pesou, assim como a contínua elevação da dívida líquida. De toda forma, o lucro líquido foi 3x superior ao registrado há um ano. A Copel irá distribuir dividendos de R$ 0,3788 para as ações PNB e R$ 0,3443 para as ON. O yield é de 1,1% em ambos os casos e a data ex também é em 30 de abril.

Fraco resultado da Light (LIGT3). Outro desempenho fraco, com queda de 3,5% no mercado faturado da distribuidora e significativo aumento no volume de perdas não técnicas, que chegou ao patamar de 45% no trimestre, frente a um limite regulatório de 36%. Assim, mesmo com o reajuste das tarifas, a queda nos custos com compra de energia e a melhora no segmento de geração, o EBITDA da companhia recuou 44% em um ano, com queda de quase 8 p.p. na margem. O lucro, entretanto, ficou praticamente estável, com a melhora no resultado financeiro. As ações LIGT3 devem responder de forma negativa à publicação.

Le Lis Blanc (LLIS3) reporta resultado no 4T18. O faturamento líquido no 4T18 apresentou crescimento de apenas 0,4% em relação ao 4T17. O EBITDA do 4T18 teve avanço, com ganho de margem, refletindo o maior controle de custos e despesas. Já o lucro líquido do período foi prejudicado pela base de comparação do 4T17, quando houve um ganho não recorrente de R$ 545,4 milhões de IR diferido.

IMC (MEAL3) reporta resultados melhores. A receita líquida consolidada do 4T18 ficou 2,5% maior se comparada a do 4T17. O avanço nas vendas nas mesmas lojas em todas as regiões (6,3%) somou-se ao bom desempenho das novas lojas inauguradas no período (no Brasil e nos EUA). O EBITDA ajustado ficou 68% superior ao do 4T17, com margem de 5,3% (+2,1p.p.), decorrente de um maior controle das despesas. Mesmo com uma melhora no operacional  o seu resultado final continuou negativo, ainda assim, melhor que o reportado no 4T17.

Kroton (KROT3) reporta desempenho do 4T18. A receita líquida apresentou elevação de 4,5% em relação ao 4T17, refletindo o processo de captação e a melhora no mix de cursos, compensando a redução no número de alunos e a venda de ativos. Contribuiu também para esse resultado a boa performance observada no segmento de pós graduação e a educação básica. O EBITDA e seu resultado final vieram pressionados, refletindo o aumento de custos e despesas referentes às novas unidades, além das pressões oriundas da mudanças no perfil dos alunos na base. Para 2019, a companhia tem expectativa de abrir 12 universidades presenciais e  forte abertura de polos EAD.

Arezzo (ARZZ3) distribuirá proventos. A companhia fará assembleia no dia 30 de abril para aprovar a distribuição de dividendos, caso aprovado, serão pagos R$ 0,1964 por ação. As ações da serão negociadas ex-dividendos a partir do dia 2 de maio de 2019. O pagamento será anunciado em assembleia. O yield dessa operação é de 0,4%.

Pedro Parente sai da presidência da BRF (BRFS3). O conselho de administração elegeu, por unanimidade, Lorival Nogueira, para o cargo de diretor presidente global da companhia, substituindo Pedro Parente que seguirá como presidente do conselho da companhia.

 

 

Bons negócios.