Segunda-feira, 29 de abril de 2019

Bom dia,

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Projeção para o PIB praticamente estável no Focus. A expectativa para o PIB 2019 saiu de 1,71% para 1,70%. A inflação esperada também está um pouco pior, com o IPCA para o final de 2019 em 4,04% ante 4,0%. Os outros indicadores não tiveram modificações em suas projeções. Saiu na manhã de hoje o índice de confiança do empresário industrial que apresentou leve aumento, subindo 0,7 ponto em abril, para 97,9. Já o IGP-M acabou encerrando abril com alta de 0,92%. O resultado ficou acima das projeções de mercado. No campo político, em uma semana mais curta por conta do feriado na quarta, as articulações do governo com o Congresso serão determinantes para uma melhor tramitação da PEC da previdência na comissão especial.

 

Inflação nos EUA é destaque lá fora. Após o PIB mais forte que o esperado na semana passada, o mercado aguarda os dados que serão divulgados hoje para ver se mantêm as apostas de um FOMC mais dovish nos próximos meses. Por falar em FOMC, na quarta teremos reunião de política monetária nos EUA. Os mercados da Ásia fecharam sem uma direção definida à espera não só dos dados americanos, mas também mostrando cautela antes dos dados da atividade chinesa referentes a abril que saem hoje a noite, na abertura do pregão de terça por lá. Na Europa, o dia é mais negativo, com sondagens mostrando um sentimento mais negativo na zona do euro, o pior em dois anos e meio. Destaque negativo para a Bolsa de Madrid, que repercute a vitória de um partido de esquerda nas eleições locais. Temporada de balanços segue hoje, com a Alphabet, holding que controla o Google, divulgando seus números logo após o fechamento.

 

               

 

Paranapanema (PMAM3) segue com prejuízo. Os números da companhia apresentaram alguma melhora frente ao 1T18, quando os resultados foram extremamente fracos, em razão da maior disponibilidade de matéria-prima para produção e venda de produtos de cobre, que possuem maior valor agregado. A elevação do preço do ácido sulfúrico no mercado internacional também trouxe impacto positivo. O volume de provisões, entretanto, aumentou, e os dispêndios com ociosidade seguiram altos, em R$ 41,6 milhões. Dessa forma, ainda que o EBITDA tenha voltado ao campo positivo, o resultado final seguiu no vermelho, com prejuízo de R$ 38,9 milhões, contra R$ 49,2 milhões registrado há um ano. Ademais, cabe ressaltar que a situação financeira da companhia segue bastante delicada, com o aumento do endividamento neste trimestre levando a uma relação dívida líquida/ EBITDA de quase 14 vezes (o covenant é de 10,4x para o final desse ano). A parcela de curto prazo também aumentou, chegando a quase 20%. Cerca de 95% da dívida está alocada em dólar. Seguimos não recomendando a exposição aos ativos PMAM3.
   
Hypermarcas (HYPE3) reporta fraco desempenho. A companhia reportou números bem fracos neste 1T19, decorrentes da redução nas vendas de produtos de prescrição e consumer health. Com isso, a receita líquida do período apresentou retração de 58,7% em comparação com o 1T18. Já o EBITDA e o lucro líquido vieram maiores refletindo a exclusão do ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS, no valor de R$ 546,4 milhões. Com o desempenho operacional fraco aliado a uma perspectiva não favorável, por conta de um ambiente macroeconômico mais fraco e uma concorrência mais acirrada, acreditamos que suas ações venham a performar negativamente no pregão de hoje.

Sólido resultado da Smiles (SMLS3).
A companhia continuou reportando bom crescimento no acúmulo e no resgate de milhas na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. Isso levou a uma alta de 14,3% na receita de resgates. A receita de breakage, no entanto, veio muito menor, pois as milhas têm sido mais utilizadas antes de vencer e também porque o preço das milhas acabou caindo um pouco. Ainda assim, as margens da Smiles seguiram saudáveis e o lucro robusto. Impacto nos papéis deve ser pequeno, mas acaba fortalecendo a posição da companhia no processo de fechamento de capital.


Petrobras (PETR4) anuncia novos desinvestimentos.
Foi aprovada pelo conselho de administração da companhia a venda de ativos com destaque oito refinarias (das 13 que possui). Segundo entrevista de Castello Branco, as negociações devem durar cerca de 18 meses e a arrecadação deve ser de cerca de US$ 15 bilhões. Ademais, a rede de postos no Uruguai e a participação na Petrobras Distribuidora (BRDT3) também estão no jogo. No caso da BR, a companhia avalia um follow-on. Atualmente, a Petrobras detém 71% de participação na companhia. A ideia é permanecer como "acionista relevante". As novidades devem exercer influência positiva sobre os papéis da companhia hoje.
    
JBS (JBSS3) compra processadora de suínos.
A companhia anunciou que sua controlada Seara fechou contrato de compra da processadora de suínos da Adelle Alimentos, localizada em Seberi (RS), o valor dos ativos é de R$ 235 milhões. Notícia positiva haja vista o cenário internacional de falta da proteína suína, decorrente da peste que vem exterminando os porcos na China, o maior consumidor.

Estácio (ESTC3) distribuirá proventos.
O valor a ser distribuído é de R$0,5101 por ação, com o pagamento agendado para o dia 13 de junho. Papéis já estão ex hoje, com yield de 1,83%.

Proventos da Cosan (CSAN3).
Será distribuído dividendo de R$ 0,9997 por ação aos acionistas posicionados ao final de quinta-feira. A partir do dia 03 de maio, sexta-feira, os papéis serão negociados como ex. O pagamento deve ocorrer em até 30 dias e o yield da operação é de 2,2%
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Eztec (EZTC3) anuncia dividendo e boni, mas papel já abre o pregão de hoje ex.
O dividendo é de R$ 0,14 por ação, yield de 0,5%. A bonificação de 21,21 novas ações para cada 100 ações detidas pelos investidores. As novas ações serão incluídas na posição dos acionistas no dia 3 de maio. Já o dividendo será pago até o dia 29 de novembro
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Bons negócios