Sexta-feira, 28 de junho de 2019

Bom dia,

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Previdência, G-20 e PNAD são destaques. O mercado fica atento as notícias relacionadas ao G-20, mesmo após o encontro de Bolsonaro com o presidente da França ser cancelado. As negociações em torno da reforma da previdência também seguem no radar, com Rodrigo Maia e Guedes articulando para incluir os estados e municípios na proposta. Agora, a expectativa é que o relatório seja lido na quarta-feira, indo para o plenário na terceira semana de julho. Entrando na agenda de indicadores, a taxa de desocupação ficou dentro das expectativas, em 12,3% no trimestre móvel findo em maio, contra a taxa de 12,5% na leitura anterior. O número de trabalhadores por conta própria foi o principal responsável pela melhora. No setor de serviços, a confiança apresentou ligeira recuperação em junho, após quatro meses consecutivos de deterioração.

 

Todos de olho no Japão. Hoje começa a reunião dos líderes das vinte principais economias do mundo, mas a expectativa maior é para a reunião de amanhã, entre o presidente americano e o seu par chinês. Enquanto o anúncio de um acordo é muito, mas MUITO, pouco provável, o mercado já vai se animar com sinalizações positivas das partes. Dessa forma, pregão dessa sexta não deve ser de grandes variações, com as Bolsas em compasso de espera. O dia, no entanto, promete ser positivo, especialmente nos EUA, com o resultado de um teste de stress do Fed, que levou o Banco Central a autorizar os bancos a elevarem os payouts e reforçarem os programas de recompra de ações. Na Europa, a inflação estável em 1,2%, bem abaixo da meta do BCE, garante uma abertura mais otimista por lá também, com o mercado aumentando as apostas em medidas expansionistas da autoridade monetária. Logo mais, saem os dados do Departamento do Comércio americano, com a inflação de maio, que também será acompanhada de perto pelos investidores, de olho na próxima reunião do FOMC.

 

            

 

Linx (LINX3) anuncia aquisição. A companhia, que acabou de fazer uma oferta de ações aqui e no exterior, anunciou a compra da Millennium, empresa focada em solução de ERP para e-commerce. O faturamento da Millennium em 2019 deve ser de R$ 31 milhões e o valor pago pela aquisição foi R$ 65 milhões, mas o valor total da transação pode chegar a R$ 109,6 milhões, com algumas parcelas adicionais que serão pagas caso algumas metas operacionais e financeiras sejam atingidas. A adquirida tem uma base de mais de mil clientes. Consideramos a aquisição positiva ao reforçar o portfólio de produtos da companhia e aumentar a sua base de clientes, possibilitando cross sell de seus outros produtos.

Brasil Brokers (BBRK3) vai lançar plataforma digital.
Segundo matéria do Valor, a companhia vai anunciar no final de semana o lançamento de uma plataforma digital de locação de imóveis, com investimento de R$ 2 milhões. Consideramos a notícia positiva para o papel, haja vista o sucesso de plataformas como o Quinto Andar, mas ainda de difícil precificação. Continuamos a ver o modelo tradicional das imobiliárias muito pressionado, especialmente pelo crescimento das equipes próprias de vendas das incorporadoras nos últimos anos. Apesar da novidade que pode favorecer os papéis no curto prazo, ainda vemos um patamar de risco muito elevado, considerando também que o investimento foi muito baixo, ou seja, pode ser facilmente replicado.


Decisão favorável à Cemig (CMIG4).
O Tribunal Regional Federal da 1ª Região reconheceu o direito da elétrica de excluir o ICMS da base de cálculo do PIS e COFINS, com efeito retroativo a setembro de 2003. O impacto dessa decisão ainda está em análise, tanto no que se refere ao valor quanto a forma de compensação / recuperação de créditos e questões regulatórias. De toda forma, no segundo trimestre já deve ser contabilizado o efeito positivo da decisão. Para os clientes da área de distribuição, a partir de agora, haverá uma redução de cerca de 1% nas faturas. Os papéis da companhia devem responder de forma positiva à novidade.

Hapvida (HAPV3) e Hypera (HYPE3) distribuirão JCP.
O valor do JCP da Hapvida, já líquido de IR, é de R$ 0,1321 por ação, com pagamento agendado para o dia 30 de abril de 2020, o yield da operação de 0,34%. Já a Hypera irá pagar R$ 0,2173 por ação e o pagamente será até o dia 31 de janeiro de 2020, o yield da operação é 0,74%. A data ex-JCP das duas companhias é no dia 3 de julho
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Bons negócios