Quarta-feira, 27 de março de 2019

Bom dia,

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Mercado deve seguir cauteloso com ambiente político. Apesar da alta de ontem, a situação em Brasília ainda suscita cautela no curto prazo, especialmente com a falta de entendimento do governo com o legislativo. Ainda que o cenário de longo prazo não tenha se alterado de forma substancial, o nível de ruído durante o processo de aprovação da reforma da previdência não está sendo pequeno, o que deve manter o índice bastante volátil nesse meio tempo. Além disso, com a morosidade da recuperação da economia, dois indicadores de confiança divulgados hoje pela FGV, do consumidor e do construtor, mostraram forte deterioração em março. Ainda vemos o IBOV com um viés positivo olhando para o restante do ano, mas as oscilações do índice prometem ser “teste para cardíaco, amigo”.

 

Bolsas pressionadas lá fora. Os temores com a desaceleração das principais economias persiste, com os últimos dados, vindos da China, pintando um retrato nada positivo. O lucro das grandes indústrias chinesas nos dois primeiros meses do ano, compilado pelo bureau nacional de estatísticas do país e divulgado ontem à noite, teve a pior retração em quase uma década. Os yields dos treasuries americanos seguiram pressionados, assim como os principais índices europeus e os futuros de NY sinalizam uma abertura na mesma direção. Quem fugiu dessa tendência, e fechou em alta, foram exatamente as Bolsas chinesas, que já vinham de um pregão de queda no dia anterior. Ainda antes da abertura por aqui saem os dados da balança comercial americana.

 

            

 

Guararapes (GUAR3) reporta forte resultado. A receita líquida consolidada cresceu 8,1% no 4T18, com elevação em todos os seus segmentos. As vendas mesmas lojas apresentaram aumento de 0,9% no 4T18 e 3,7% no consolidado anual. O EBITDA teve forte alta, com ganho de margem motivado em parte pela alta do faturamento, mas principalmente pela forte redução de despesas em relação ao 4T17. Dessa forma, o resultado final da companhia teve um expressivo aumento, mesmo excluindo alguns itens não recorrentes. Esperamos desempenho positivo em seus títulos no dia de hoje.

Prejuízo da Oi (OIBR4) aumenta.
O resultado da companhia seguiu pressionado neste 4T18, principalmente em razão do reajuste de tarifas e pela contínua retração no tráfego de voz. O número de clientes pós-pago, por outro lado, apresentou alta de 15% em um ano. Ponto positivo também para o controle de custos e despesas, com redução tanto nos dispêndio com pessoal e serviços quanto no volume de provisões. Já as operações internacionais pesaram neste trimestre. Ao todo, o EBITDA de rotina caiu 3,2% em um ano, mas a margem avançou 1,1 p.p. para 23,4% agora. O resultado final, entretanto, foi negativo em R$ 3,35 bilhões contra R$ 2 bilhões de prejuízo no 4T17. Cabe destacar, a redução de sua dívida líquida, de R$ 47,6 bilhões para R$ 11,8 bi na mesma base de comparação.


Natura (NATU3) fecha parceria com o Santander (SANB11). A companhia anunciou a parceria com o Santander para oferecer uma carteira digital para suas consultoras. Com isso, será possível ter acesso a serviços bancários, como cartão Natura, além de maquininha para pagamentos com cartões, com condições diferenciadas e a possibilidade de oferta de microcrédito pelo aplicativo, que poderá ser utilizado apenas para as compras de produtos Natura. Hoje, a companhia conta com 1,1 milhão de consultoras. Essa parceria vai de encontro com os planos da empresa de digitalização dos negócios, além de contribuir com a bancarização de suas consultoras e elevar a produtividade. Consideramos essa notícia bem positiva para as ações da Natura e do Santander no pregão de hoje.

Eztec (EZTC3) lança empreendimento econômico. A companhia tem usado a marca Fit Casa para atuar no segmento e lançou o Fit Casa Rio Bonito, na zona sul de SP, elegível para o programa Minha Casa Minha Vida. São 560 unidades com VGV total de R$ 141,6 milhões. Entrega deve ocorrer em maio de 2022. O segmento tem mostrado demanda mais saudável que o médio / alto padrão.

Oferta secundária da Eneva (ENEV3). Serão ofertadas 49,9 milhões de ações da companhia (cerca de 16% do total), detidas por um grupo de acionistas, tais como o Itaú Unibanco, o Banco Pine e o BTG Pactual, no mercado de balcão não organizado. A oferta será restrita e haverá "esforços de colocação das ações no exterior". O volume pode ser acrescido em até 10,7 milhões, chegando a quase 20% do total. O preço será fixado em 04 de abril, por meio do processo de bookbuilding. A novidade deve trazer influência negativa para os papéis da companhia ao longo do pregão hoje.

Cosan (CSAN3) e Romi (ROMI3) propõem proventos. No caso da Cosan, a distribuição é de dividendos, no valor de R$ 0,9997 por ação, aos acionistas posicionados no dia 02 de maio. Os papéis ficarão ex em 03 de maio e a data de pagamento será definida em assembleia. O yield da operação é de 2,3% sobre o fechamento de ontem. Já na Romi, a distribuição é de JCP, no valor líquido de R$ 0,3995 por ação. A data ex é na próxima segunda-feira (01/04) e nesse caso o yield é de 3,7%, mas não há data definida para o pagamento, que ocorrerá em até doze meses.

Camil (CAML3) pagará juros sobre capital próprio. O valor líquido por ação é de R$ 0,0419, ficando ex no dia 1 de abril. O pagamento está agendado para o dia 17 de abril e o yield dessa operação é de 0,61%.

 

 

Bons negócios.