Quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

Bom dia,

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Dados econômicos mais negativos. Começando pelo IGP-M que subiu 0,88% em fevereiro, em ritmo maior do que o esperado, sobretudo pela alta em alimentos in natura e minério de ferro, que afetaram os preços ao produtor no período. Abaixo das expectativas, a taxa de desocupação atingiu 12% no trimestre móvel encerrado em janeiro. Por fim, a confiança de serviços piorou no mês, com os agentes mantendo certa cautela frente às incertezas políticas. No âmbito político, o destaque desta quarta-feira fica com o encontro entre Paulo Guedes e os presidentes da Câmara e do Senado e para as articulações de Joice Hasselmann, eleita ontem como líder do governo no Congresso.

 

Confiança segue fraca na Europa. Em fevereiro, o índice de confiança na zona do euro teve ligeiro recuo (-0,2 ponto), pelo oitavo mês consecutivo, com a maior cautela na indústria e construção se sobressaindo frente a sutil recuperação no setor de serviços. França e Itália continuaram pesando do lado negativo e na Alemanha o índice ficou estagnado no período.

Bolsas mais pressionadas. O pregão foi de índices próximos do 0x0 na Ásia e no campo negativo na Europa, enquanto os futuros de NY também apontam para uma abertura no vermelho. Entre sinalizações menos dovish que o esperado do presidente do Fed e a escalada de tensões na Caxemira, a aversão ao risco parece em alta, ainda mais em um dia sem novidades sobre as principais questões que ainda afligem investidores, como as negociações sino-americanas e o Brexit. Trump está na Ásia, mas para encontrar Kim Jong-um, evento que deve ter pouca ou nenhuma influência nos mercados. Hoje, Jerome Powell, do Fed, fala na Câmara.

  

 

 

SulAmérica (SULA11) tem avanço no top line, mas margens mais comprimidas. A companhia entregou crescimento de dois dígitos na receita em relação ao 4T17, com destaque para os segmentos saúde e odontológico, os principais da companhia, que, juntos, tiveram uma elevação de 13% nos prêmios ganhos. A sinistralidade do segmento, no entanto, veio pior, pressionando o índice combinado (soma dos custos e despesas em relação à receita) na mesma comparação. Juntando isso à redução no resultado financeiro, o lucro líquido da SulAmérica veio 5% abaixo do reportado há um ano. Os números, todavia, vieram dentro da expectativa e não esperamos uma forte reação do mercado. Seguimos recomendando os papéis da companhia e vemos como o principal driver a retomada do mercado de trabalho, que tem uma correlação grande com o segmento de saúde.

Iguatemi (IGTA3) tem sólido trimestre e entrega guidance para o ano. A companhia teve um bom crescimento de 8% no top line, fechando 2018 com alta de 4,2%, quase no ponto médio das projeções da companhia para o ano cheio. O mesmo aconteceu com a margem EBITDA e o capex, esse último mais próximo do ponto mais baixo das estimativas. As lojas nos shoppings da Iguatemi tiveram recuperação nas vendas no final do ano, com elevação do indicador de vendas mesmas lojas sendo maior que a do 4T17. Com a redução de juros, a companhia teve uma melhora no resultado financeiro, impulsionando o lucro líquido e o FFO, que saltou 17,4% na mesma base de comparação. Os números também vieram em linha com o esperado.

Aliansce (ALSC3) também tem trimestre mais favorável. A companhia também viu as vendas mesmas lojas melhorarem em seus shoppings, o que ajudou no crescimento da receita entre os dois últimos quartos trimestres. O resultado financeiro também veio melhor, impulsionando o FFO. A companhia propôs o pagamento de R$ 54,1 milhões em dividendos, o que equivale a R$ 0,27 por ação, yield de 1,3% em relação ao fechamento de ontem. Assembleia para aprovar a distribuição será em 29 de abril, quando a data ex e a data de pagamento devem ser anunciadas.

Resultados sem surpresas da Wiz (WIZS3). A companhia mostrou bom avanço frente ao 4T17 em um resultado em linha com o 3T18, mas com margens um pouco mais pressionadas. O trabalho de redução do G&A fica claro na comparação anual, com redução de dois dígitos na linha. Com números dentro do esperado, não esperamos uma forte reação do mercado. Vale sempre lembrar que o grande risco relacionado ao papel é o processo competitivo que a Caixa Seguridade vai realizar para definir a corretora no balcão Caixa após o final do contrato com a Wiz em 2021.


Desempenho da AES Tietê (TIET11) melhora. Os números da geradora deram início a uma recuperação neste trimestre, com sua estratégia de sazonalização e compra de energia para revenda contribuindo para redução dos custos e ganho de margens. Assim, mesmo com a receita líquida ficando estagnada frente ao 4T17, o EBITDA subiu 35,6% no período, com importante recuperação de margem, que foi de 42,6% para 57,7% em doze meses. Ademais, a menor despesa financeira contribuiu para o resultado final. A companhia propôs a distribuição de dividendos no valor de R$ 0,1998 por unit, com pagamento em 24 de julho e data ex em 30 de abril. O yield da operação é de 1,8% sobre o fechamento de ontem. Suas ações devem responder de forma positiva ao balanço, que veio melhor do que as projeções do mercado.
   
Enel (ELPL3) segue com prejuízo. Outro fraco resultado da Enel (antiga Eletropaulo), com alta nos custos com pessoal, provisões e encargos setoriais. A receita líquida avançou 2,1% frente ao 4T17, principalmente em função das vendas no mercado de curto prazo e do reajuste tarifário de 15,8%, aplicado a partir de julho de 2018. Também houve melhora na qualidade operacional, com os indicadores de duração e frequência das interrupções caindo e voltando a ficar dentro do limite estabelecido pela agência regulatória. Mas, ainda assim, o EBITDA caiu quase 40% frente ao 4T17, quando o balanço já estava fraco, com a margem recuando de 10,1% para 6,3% no período. O prejuízo foi de R$ 157 milhões no trimestre. A alavancagem da elétrica seguiu em alta, apesar do recente aumento de capital. Suas ações devem responder de forma negativa à divulgação.

Carrefour (CRFB3) reporta bom desempenho. As vendas consolidadas do Grupo Carrefour Brasil no 4T18 apresentaram crescimento de 10,2% em relação ao 4T17, com a maior contribuição partindo das vendas das lojas Atacadão. O Banco CSF, também apresentou forte expansão neste trimestre, com aumentou 25,5% em relação ao 4T17, sendo puxado pelo maior faturamento do cartão de crédito Carrefour e pelo cartão de crédito Atacadão, que vem apresentando um desempenho acima do esperado desde seu lançamento. O EBITDA evoluiu em ambos os negócios, refletindo o reposicionamento de seu portfólio e, principalmente, os ganhos de eficiência operacional. Com esse bom desempenho operacional, a empresa conseguiu elevar em 65% o resultado final entre os períodos analisados. A companhia também anunciou a distribuição de R$ 90 milhões na forma de JCP, valor este que será deliberado em assembleia a ser realizada em 16 de abril de 2019.
 
Além dos resultados, RD (RADL3) anuncia aquisição. O ano de 2018 foi bem desafiador para a companhia, que apresentou menor taxa de crescimento em função de um ambiente mais competitivo. Além disso,o processo de abertura de lojas pressionaram as suas margens. Por categorias, mais uma vez OTC foi o destaque, com forte crescimento e ganho de participação no mix de vendas. O EBITDA ajustado cresceu 7,8%, com margem EBITDA de 7,4% uma pressão de 0,5 p.p. O guidance de 240 aberturas de lojas para 2018 foi atingido e, para 2019, o crescimento via abertura de lojas continua, com previsão de mais 240 lojas. Além da divulgação do resultado, a RD, anunciou que está em processo de adquirir o controle da Onofre, no entanto, não passou mais informações. No período, a RD atingiu uma relação dívida líquida/EBITDA de 0,6x, sendo um nível ainda bem confortável.

Odontoprev (ODPV3) melhora os seus números. A receita líquida cresceu 16,6% no 4T18, em relação ao mesmo período de 2017, refletindo a melhora em todos os seus segmentos e a um maior ticket médio no 4T18, refletindo o reajuste de contratos corporativos, a mudança de mix no período e a consolidação da Odonto System. O EBITDA do 4T18 ficou 20,4% superior se comparado ao 4T17, com expansão de margem 0,80 p.p. no mesmo período do ano anterior. Por fim, o lucro líquido veio 16,4% a mais em comparação com o mesmo período de 2017. Dado o bom desempenho neste 4T18, acreditamos que suas ações irão performar positivamente
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Bons negócios.