Terça-feira, 26 de março de 2019

Bom dia,

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Ata do Copom e inflação movimentam a agenda de hoje. O IPCA-15 acelerou para 0,54% em março, puxado pelo aumento nos preços dos alimentos e de combustíveis, ficando bem acima do esperado pelo mercado que apontava para uma alta de 0,39%. Já o IPC-Fipe da terceira semana de março, veio dentro do esperado, em 0,55%. E a primeira ata do Copom sob o comando de Roberto Campos Netos mostrou um tom mais dovish para a política monetária, no entanto, não deixou claro quais serão os próximos passos em relação à taxa base de juros. A ata mostra que os indicadores recentes da atividade econômica interna apontam ritmo aquém do esperado e que a economia segue em processo de recuperação gradual. Quanto ao cenário externo, esse permanece desafiador, com maior risco de uma desaceleração da economia global.

Guedes vai defender a reforma na Câmara. Destaque hoje é a audiência do ministro na CCJ para discutir a proposta do governo para a previdência. O mercado vai acompanhar a reunião que deve ajudar a determinar a direção da Bolsa no pregão de hoje, após cinco quedas seguidas. Clima menos bélico em Brasília e a recuperação das Bolsas lá fora pode ajudar na abertura. A nossa visão segue sendo mais positiva olhando para o médio/longo prazo, ainda que o caminho para a aprovação da previdência esteja se mostrando com mais “lombadas” do que o esperado.

 

Bolsas ensaiam recuperação lá fora. Sem indicadores muito relevantes no radar e sem novidades quanto à negociação entre EUA e China, a principal novidade lá fora é o Parlamento britânico enfraquecendo ainda mais a posição de Theresa May, com uma emenda que permite aos parlamentares definir a agenda de votações na casa. Como a situação por lá já era bem indefinida, a novidade não tem um grande impacto nos mercados que tem um dia mais positiva lá fora, se recuperação, ainda que apenas parcialmente, das quedas dos últimos dias. Quem destoou desse movimento foram os índices chineses, que mantiveram trajetória negativa com os investidores por lá mais cautelosos, à espera da retomada das negociações com os EUA, marcada para quinta, ou de mais anúncios de estímulos. A agenda americana está mais carregada hoje, com destaque para dados do mercado imobiliário, logo pela manhã. Mais cedo, a confiança do consumidor alemão, medida pelo GfK, mostrou deterioração em março, ainda assim, a Bolsa local opera em alta, ainda que tímida.

 

            

 

Produção da Vale (VALE3) no 4T18 e novo bloqueio de recursos. O relatório de produção não trouxe grandes novidades, com a produção de minério de ferro tendo leve recuo frente ao trimestre anterior, dado a sazonalidade do período. A produção de pelotas avançou com o ramp up de novas plantas, mas, ainda assim, houve leve recuo nas vendas, com a postergação de negócios para o 1T19, "para fins de otimização de margens". Destaque positivo para a participação de produtos premium, que atingiu 84% das vendas agora, contra 79% no 3T18, e para o prêmio por qualidade, que chegou a US$ 11,5 por tonelada. Segundo a mineradora, após a tragédia de Brumadinho, sua produção anualizada de minério de ferro foi impactada em 92,8 milhões de toneladas, o equivalente a cerca de 25% da produção total de 2018. Ademais, a justiça determinou o bloqueio de mais R$ 2,95 bilhões, devido à evacuação e aos riscos relacionados à barragem em Barão de Cocais (MG).

Desempenho operacional mais pressionado na CPFL Renováveis (CPRE3).
O resultado da companhia neste 4T18 foi afetado pela menor geração dos complexos eólicos no Rio Grande do Norte e redução na receita das pequenas centrais hidrelétricas. Além disso, houve o impacto de itens não recorrentes como a baixa em contratos e ativos. Logo, mesmo com a expressiva queda no custo com compra de energia, o EBITDA da companhia recuou 15,8% ante o 4T17 e a margem foi 2,1 p.p. menor. O reconhecimento de créditos fiscais, entretanto, alavancou o lucro, que dobrou no período. De toda forma, a divulgação deve exercer influência apenas marginalmente negativa sobre os papéis da geradora.


Vendas da Energisa (ENGI11) em alta. O volume consolidado de venda de energia em fevereiro foi 6,1% maior do que o registrado há um ano, com melhora tanto na demanda residencial, quanto nas classes industrial e comercial. As temperaturas mais elevadas e o maior dinamismo no setor alimentício explicam, em boa medida, tal desempenho. Em termos regionais, destaque para a Energisa Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Tocantins. As ações ENGI11 devem responder de forma positiva à divulgação.

Time for Fun (SHOW3) propõe dividendos.
A administração da T4F propôs proventos no valor de R$ 0,059 por ação para os acionistas posicionados ao final do dia 30 de abril.  O dividendo ainda precisa ser aprovado em assembleia no dia 25 de abril. Papéis ficam ex no dia 2 de maio, na volta do feriado, e o pagamento será em até 30 dias contados da assembleia. Yield da operação é de 0,9%.

Pão de Açúcar (PCAR4) pagará JCP.
A companhia anunciou a distribuição de R$ 0,5773 por ação ON e R$ 0,635 por ação PN, valor já líquido. Com o pagamento agendado para o dia 22 de maio, com as ações ficando ex-juros a partir de 29 deste mês. O yield da operação é de 0,69% para as PNs e de 0,62% para as ações ON.

Hermes Pardini (PARD3) distribuirá JCP.
O valor líquido é de R$ 0,0712 por ação com o pagamento agendado para o dia 15 de abril. As ações ficarão ex-JCP nessa sexta-feira. O yield desta operação é de apenas 0,35%.


 

 

Bons negócios.