Segunda-feira, 25 de março de 2019

Bom dia,

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Crise entre Maia e Bolsonaro segue no radar. O mercado deve acompanhar de perto o desenrolar da crise envolvendo o governo e o presidente da Câmara que ameaça o andamento da reforma da previdência. O viés segue mais negativo sem uma sinalização de trégua. A inflação medida pelo IPC-S, da FGV, seguiu avançando na terceira semana de março, com alta impulsionada pelo preço dos combustíveis. Já o boletim Focus tem como destaque a revisão da projeção para o PIB de 2020 para baixo, invertendo a tendência das últimas semanas (projeção do PIB desse ano também veio menor, pela quarta semana seguida), e a estimativa da Selic para o final do ano que vem sendo cortada, essa pela segunda semana seguida. Em linhas gerais, o boletim reforça o cenário esperado de inflação sob controle, mas atividade em recuperação lenta, levando a juros mais baixos por um período maior de tempo. Mas nem a perspectiva de juros comportados deve animar o mercado se não tivermos notícias positivas vindas de Brasília.

 

Aversão ao risco segue lá fora. As Bolsas asiáticas fecharam em forte queda, seguindo o que ocorreu nos pregões ocidentais na última sexta, após os dados da Markit sinalizarem uma desaceleração além do esperado na atividade nas principais economias. Na Europa, a abertura também é no vermelho, mesmo com o índice ifo, de clima de negócios na Alemanha, ter vindo melhor que o esperado, mostrando uma elevação no otimismo do empresariado alemão, mesmo com as notícias negativas das últimas semanas. Nos EUA, nem mesmo a conclusão da investigação, inocentando o presidente Trump de um possível conluio com os russos durante a eleição, parece que vai diminuir a aversão ao risco por lá, com os futuros de NY apontando para uma leve queda na abertura. Destaque hoje para dois indicadores de atividade divulgados por regionais do Fed de Chicago e Dallas, que devem mostrar um retrato não muito positivo. Na semana, destaque para a viagem de autoridades americanas para Pequim, a partir de quinta, para seguir com as negociações comerciais. Ou seja, ao menos até o final da semana, não devemos ter novidades nessa frente.

 

         

 

Resultado melhora e Cesp (CESP6) distribuirá proventos. O volume vendido cresceu 5,6% ante o 4T17, com avanço nos mercados regulado e de curto prazo. O custo com compra de energia ficou praticamente estável e houve influência positiva de alguns fatores não recorrentes, como a reversão de contingências judiciais e de impairment no período. Assim, a geradora reverteu o prejuízo de R$ 132 milhões registrado há um ano, com um lucro líquido de R$ 59 milhões agora. Junto ao balanço a companhia propôs a distribuição de dividendos, que no caso das PNBs, que têm maior liquidez, tem o valor de R$ 0,8866. O yield é de 3,6% e as condições como data ex e de pagamento devem ser definidas em assembleia marcada para 29/04.

Eternit (ETER3) continua com números fracos. A substituição das fibras de amianto na produção de telhas de fibrocimento e o redirecionamento da produção de amianto para o mercado externo, aliado aos diversos processos que a companhia vem tendo provocaram a queda de 10,2% na sua receita líquida em relação ao 4T17 e mantiveram o EBITDA e o resultado final negativos nesse trimestre. Vale lembrar, que a companhia continua com foco em sua reestruturação, associada ao processo de recuperação judicial.

BR Distribuidora (BRDT3) propõe pagamento de dividendos. O valor da distribuição é de R$ 2,12 por ação, o que corresponde a um yield de quase 9%. Caso a proposta seja aprovada na assembleia do dia 24/04, os papéis devem amanhecer ex já no dia seguinte, 25/04. O valor será reajustado pela SELIC até a data de pagamento, que será definida na mesma assembleia.

Guararapes (GUAR4) distribuirá proventos. A companhia distribuirá JCP no valor líquido de R$ 0,3779 por ação, ficando ex no dia 28/03. A data de pagamento será divulgada pela companhia após assembleia que será realizada apenas no ano que vem. Além disso, o yield desta operação é de apenas 0,27%.

 

 

Bons negócios.