Quarta-feira, 24 de abril de 2019

Bom dia,

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Previdência passa na CCJ. Como esperado, a PEC passou pela primeira comissão na Câmara e segue para a comissão especial que será instalada para discutir o texto. Hoje, sai uma pesquisa do Ibope com a avaliação do governo. Apesar de não ser tão relevante, se a popularidade de Bolsonaro seguir em queda, o mercado pode colocar na conta mais dificuldade na aprovação do texto da reforma. Ainda assim, como comentamos, o impacto no mercado deve ser relativamente pequeno. Já o IPC da Fipe desacelerou na terceira semana de abril, confirmando o cenário benigno para a inflação. Dessa forma, nossa visão de médio/longo prazo segue otimista, com o andamento da reforma e inflação sob controle abrindo espaço para um Banco Central manter os juros em um patamar baixo por um período mais prolongado. 

 

Temporada de balanços segue em destaque lá fora. Ontem, com muitos resultados corporativos, as Bolsas americanas fecharam em alta, com destaque para o salto de 1,32% na Nasdaq, com a maior parte das empresas batendo as expectativas do mercado. Hoje, as divulgações continuam. Na Ásia, os números aquém do esperado da japonesa Nissan pressionaram as ações da companhia e o Nikkei fechou em queda de 0,27%. Nos outros mercados por lá, o dia também foi mais pressionado, sem grandes novidades no tocante a outros assuntos importantes como as negociações China-EUA, com Hong Kong também no vermelho e Shanhgai subindo apenas 0,09%. Na Europa, as ações das montadoras operam em queda com os investidores mais cautelosos após os números da Nissan, pressionando os índices locais, mas o Dax de Frankfurt sobe 0,66% nesse instante, na contramão das outras Bolsas, com notícias de que o banco japonês SoftBank vai comprar uma fatia da empresa alemã de meios de pagamentos Wirecard, levando a uma alta de 10% nos papéis. Nos EUA, os principais resultados saem depois do fechamento do pregão, que terá Facebook, Microsoft, PayPal, Tesla e Visa. Os fututos apontam para uma alta tímida na abertura.

 

                      

 

Base de clientes cresce, mas lucro despenca na Cielo (CIEL3). A companhia adotou uma estratégia comercial agressiva, para fazer frente ao crescimento de players como PagSeguro, Stone e GetNet, além da repaginada Rede, o que levou a uma expansão na base de equipamentos em 20% na comparação anual e de 8% em apenas três meses, mostrando que o crescimento realmente acelerou. O crescimento no volume financeiro das transações nas maquininhas da companhia, no entanto, foi de apenas 3% em relação ao 1T18. Em relação ao 4T18 o volume foi menor, mas aí por efeitos sazonais. Além disso, a companhia investiu pesado em marketing e em contratação de pessoal nesses meses. Os custos e despesas da Cielo cresceram 22% na comparação anual, puxado pela linha de pessoal, com alta de 48% e pela contabilização de créditos incobráveis, em “outras despesas operacionais”, linha que cresceu 97% nesse período. O yield de receita, que é quanto de cada transação capturada fica para a Cielo, seguiu caindo para 0,91%, contra 1,06% há um ano, fruto do ambiente concorrencial acirrado. Com tudo isso, o EBITDA da companhia caiu 34% e o lucro líquido ajustado caiu 40% contra o 1T18. A tendência no setor, reforçada pelos últimos recentes anúncios de Rede e PagSeguro no sentido de reduzir o prazo de pagamento aos lojistas, é de margens cada vez mais pressionadas. Dessa forma, seguimos não recomendando os papéis da Cielo.

Via Varejo (VVAR3) continua sofrendo para integrar suas operações. Os números continuam mostrando que o processo de integração das operações de lojas físicas com a virtual continua sendo bastante complexo e mais difícil de concluir, tanto que sua receita líquida apresentou redução de 4,4% se comparado ao mesmo período de 2018. O total das vendas em lojas físicas apresentou pequena alta de 0,3%, com as vendas mesmas lojas caindo 1,9%. No online, o total das vendas apresentou queda de 7%. Eventos pontuais, ligados ao processo de estabilização das ferramentas no canal online (sites e aplicativos), impactaram o desempenho do canal no período. O EBITDA e a margem também vieram piores, em função do ambiente mais competitivo, fim da Lei do Bem e a menor penetração de produtos rentáveis, como o CDC e serviços no trimestre. Desta forma, a companhia apresentou prejuízo de R$ 49 milhões no 1T19 vs. lucro de R$ 64 milhões no 1T18. Dado a continuidade do fraco resultado, acreditamos que os papéis da companhia sofrerão em bolsa hoje.

Atacadão melhora resultado do Carrefour (CRFB3).
A companhia divulgou crescimento de 8,8% em suas vendas brutas,
em comparação com o mesmo período de 2018, atingindo R$ 14,1 bilhões no primeiro trimestre de 2019. O Atacadão continua sendo o grande propulsor dessa melhora, apresentando alta de 13,6%, enquanto no segmento Carrefour Varejo as vendas ficaram praticamente estáveis, com avanço de apenas 0,2%, considerando gasolina. As vendas mesmas lojas – unidades abertas há pelo menos um ano – cresceram 6,6% de janeiro a março de 2019, sendo parte afetada pelo efeito calendário desfavorável da Páscoa, que nesse ano aconteceu em abril. Na parte financeira, a empresa, reportou alta de 23,4% no faturamento contra o primeiro trimestre de 2018. A carteira de crédito expandiu 33,2%, com 8,2 milhões de cartões emitidos, sendo aproximadamente 1,7 milhão de cartões Atacadão.

Não recorrente infla resultado da Romi (ROMI3), mas operacional vem mais fraco.
Expurgando o efeito positivo de R$ 135 milhões referentes ao êxito em um processo judicial, o resultado final neste 1T19 seria um prejuízo de R$ 18 milhões, e não o lucro de R$ 87 milhões reportado. Há três meses, o lucro foi de R$ 21 milhões. O EBITDA recorrente também veio negativo, em razão da queda no volume de vendas em todas as unidades de negócios, trazendo menor diluição dos custos fixos, da alta no preço de matérias-primas e gastos com reestruturação. O segmento de fundidos e usinados continua como o mais negativo, enquanto que o desempenho de sua subsidiária alemã, Burkhardt+Weber, sofreu em virtude da concentração de entregas no segundo semestre do ano. Em máquinas Romi, o faturamento recuou no trimestre, mas houve expressiva melhora na entrada de pedidos, com o lançamento de novos produtos e a retomada gradual da economia doméstica. De toda forma, os papéis ROMI3 devem reagir de forma negativa à divulgação.
   
Resultado resiliente da Weg (WEGE3).
Outro desempenho resiliente da companhia, que apresentou crescimento de 21% no EBITDA  e ganho de margem frente ao 1T18. O efeito da variação cambial sobre as receitas no exterior, que representam quase 58% do total, trouxe impacto positivo neste trimestre, assim como a gradual melhora na demanda doméstica por equipamentos eletroeletrônicos e a consolidação da sua controlada TGM na área de geração, transmissão e distribuição de energia. Os custos e despesas seguiram controlados, enquanto a maior despesa financeira minimizou o crescimento do lucro líquido do trimestre. Contudo, a divulgação não trouxe surpresas e não deve exercer influência relevante sobre os papéis da companhia hoje.

Proventos da Ferbasa (FESA4).
A companhia irá distribuir dividendos de R$ 0,2426 no caso das ações preferenciais, com data ex em 03 de maio e pagamento no mesmo mês, no dia 20. O yield da operação é de 1,2% sobre a cotação de ontem.

QGEP (QGEP3) agora é Enauta (ENAT3).
O nome de pregão e o ticker de negociação da companhia serão alterados a partir de amanhã. Agora, ao invés de QGEP Participações, a empresa de exploração e produção de petróleo será denominada Enauta e será negociada sobre o código ENAT3
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Bons negócios