Terça-feira, 23 de abril de 2019

Bom dia,

  1

  1

Imbróglio na CCJ segue em evidência. Com o risco de uma nova greve dos caminhoneiros aparentemente saindo do radar, após uma série de negociações em cima da tabela de fretes, as atenções se voltam para a tramitação da reforma da previdência na CCJ, que, ao que tudo indica, deve ser concluída hoje. Todavia, a discussão em torno do sigilo dos dados técnicos da proposta parece longe do fim, e provavelmente vai trazer ruído não só nessa fase, mas também na próxima etapa. Temores quanto a mudanças no texto também seguram o ânimo do mercado, haja vista que a mudança na CCJ, ainda que sem impacto fiscal, deixa claro as inúmeras dificuldades que o governo ainda vai enfrentar. Em termos de indicadores, o IPC-S da terceira semana do mês apresentou leve desaceleração, para 0,69%, com o arrefecimento no preço de transportes e alimentos sendo parcialmente compensado pelo reajuste em medicamentos e vestuário. 

 

Petróleo segue em alta lá fora. A notícia de ontem, de que os EUA vão impor sanções a quem importar petróleo iraniano, segue repercutindo lá fora, com a cotação da commodity ainda em alta nessa terça. Na Ásia, as Bolsas de Shanghai e Shenzhen fecharam pressionadas, hoje, sendo a China um dos países que tem isenção para importar óleo iraniano atualmente. Na Europa, onde boa parte dos países volta apenas hoje do feriado de Páscoa, o pregão também é majoritariamente negativo, apenas com o FTSE 100 de Londres no azul, na esteira de rumores sobre M&A por lá. Nos EUA, a terça deve ser mais positiva para as ações, com destaque para a batelada de resultados corporativos que, na média, tem vindo acima da expectativa do mercado e animando investidores preocupados com a desaceleração econômica. Coca-Cola e Twitter estão entre as empresas que bateram a projeção dos analistas por lá.

 

              

 

Kroton (KROT3) reporta prévia de captação de alunos. A companhia encerrou o 1T19 com uma base de 916 mil alunos de graduação, crescimento de 12,4% na comparação com o 4T18 e redução de 4,4% em relação ao 1T18. Essa queda deve-se ao cenário competitivo mais acirrado, elevado nível de desemprego e redução relevante na oferta do FIES. Como o processo de captação do início do ano é o mais relevante, este resultado deve se refletir negativamente nas ações da companhia no pregão de hoje.

Helbor (HBOR3) lança mais, mas vende menos nesse trimestre. A incorporadora lançou R$ 171,5 milhões nos três primeiros meses do ano, 27,3% acima do que havia feito no trimestre imediatamente anterior. Isso considerando apenas a participação da companhia nos empreendimentos. Já as vendas foram de R$ 219,3 milhões, 7,5% abaixo do observado no 4T18, especialmente pela retração na venda de estoque pronto. A velocidade de vendas, medida pelo indicador VSO (vendas sobre oferta), se retraiu 0,7 p.p. em três meses. Além da velocidade de vendas menor, a companhia tem um perfil de risco elevado, com alto endividamento em relação à média do setor, dessa forma, vemos outras opções ainda com bom potencial de retorno dentro do setor com risco mais controlado.

Volume avança na Energias do Brasil (ENBR3). Começando pela área de distribuição, onde o volume foi 5% maior no 1T19 ante o mesmo período de 2018, puxado pelo desempenho da EDP Espírito Santo. Houve melhora na demanda da classe residencial e alguma recuperação na indústria. Já o volume de geração foi quase 20% maior no período, devido a contratos bilaterais e a estratégia de sazonalização da companhia. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

Hermes Pardini (PARD3) distribuirá proventos. A companhia vai pagar dividendos no valor de R$ 0,1548 por ação, ficando ex na volta do feriado da semana que vem. O pagamento será efetuado no dia 30 de maio. O yield desta operação é de 0,78%.


 

 


Bons negócios