Sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019

Bom dia,

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Agenda macro amena por aqui. Sem grandes novidades no cenário político, o mercado deve focar na agenda de resultados, bastante agitada hoje, que comentamos mais abaixo. Entre os indicadores, a PNAD de dezembro trouxe taxa de desocupação em linha com a apresentada no mês anterior, enquanto a sondagem do consumidor da FGV mostrou recuo depois de quatro meses de alta, ainda assim seguem em um patamar bem elevado.

 

Sexta mais positiva lá fora. Enquanto os indicadores mais pressionados divulgados nos EUA pressionaram as Bolsas no pregão de ontem, a sexta-feira é de ganhos nos mercados internacionais, com destaque para as Bolsas chinesas, que fecharam em forte alta, hoje. Na Europa, mesmo com a nova leitura do PIB alemão confirmando a anterior de um 4T18 sem crescimento por lá e com o CPI da zona do euro também mais pressionado em janeiro, as Bolsas operam no azul. Nos EUA, o dia também deve ser mais positivo, especialmente por conta das negociações entre EUA e China, que nessa sexta, devem envolver o presidente americano, que recebe o vice-primeiro ministro chinês em Washington.

  

 

 

Resultado sólido da Suzano (SUZB3), mesmo com cenário mais adverso na China. O EBITDA consolidado da companhia com a Fibria ficou um pouco acima do esperado nesse trimestre. A companhia optou por recompor seus estoques nesses meses, por conta do preço de celulose mais pressionado na China, então o volume vendido foi bem menor que nos trimestres anteriores, ainda assim, apresentou evolução no EBITDA na comparação anual por conta da valorização da commodity entre os dois períodos. Os custos vieram um pouco pressionados, mas dentro do esperado. Com um resultado sólido, mesmo em um trimestre mais complicado que os últimos, consideramos que os papéis devem seguir no campo positivo.

Forte resultado da B3 (B3SA3). O final de 2018 foi bem positivo para a companhia, que viu seu top line crescer 27,3% na comparação anual, com destaque para a alta de 49,7% nas receitas da Bovespa, turbinadas pela volatilidade do período eleitoral. A B3 ainda mostrou avanços na margem EBITDA nesse trimestre, com despesas controladas. Além do bom resultado, a B3 revisou alguns pontos do guidance e aqui o destaque é para a projeção de dividendos para 2019. A companhia espera distribuir entre 120% e 150% do lucro líquido desse ano para os acionistas. Papéis devem responder positivamente à sinalização da companhia.

Mais um resultado consistente da JHSF (JHSF3). Como foi no 3T18, a retomada das vendas na Fazenda Boa Vista impulsionou os números da companhia nesse trimestre. A receita líquida da divisão tinha sido negativa em R$ 9,7 milhões no 4T17 e nesse trimestre foi de R$ 32,3 milhões. Com isso, e números sólidos dos shoppings, a margem EBITDA da JHSF saltou de 15,1% há um ano para 36,2%. Seguimos com visão positiva para o papel, presente em nossa carteira de small caps.

Bom resultado da Multiplan (MULT3). A companhia viu as lojas de seus shoppings apresentarem boa recuperação nas vendas nesses três meses, o que acaba ajudando o aluguel percentual cobrado pela Multiplan. Além disso, as receitas de estacionamento e de serviços também vieram bem fortes nesse trimestre. A taxa de ocupação continuou bem elevada. A empresa apresentou evolução de 7,6% no top line, com ganhos de margem considerando o resultado recorrente, sem o efeito do plano de stock options, por conta da valorização das ações da Multiplan.

Bom avanço da Localiza (RENT3). A companhia apresentou boa evolução nas principais linhas do seu resultado, como esperado, mas com uma pequena pressão nas margens, por conta do segmento de seminovos, que viu o preço evoluir bem pouco entre o 4T17 e o 4T18, deixando a margem EBITDA da divisão em 1,3%, contra 5,1% há um ano. Nos segmentos de aluguel de carros, incluindo gestão de frotas, as margens mostraram melhora na comparação anual.
Os números, no entanto, vieram dentro do esperado.

Hypera (HYPE3) reporta números mais pressionados neste 4T18. Isso se deve ao pior mix de produtos e pelo aumento de preços em patamar inferior à elevação de custos, que foram afetados de maneira mais relevante na segunda metade do ano, pelo câmbio e pelo aumento de preço em dólar de alguns APIs (insumo farmacêutico ativo) utilizados no processo de fabricação dos produtos. No entanto, no fechamento de 2018, a companhia apresentou elevação de 6,4% em sua receita líquida, o EBITDA de suas operações continuadas cresceu 7% e o lucro líquido ficou maior em 17,1% se comparado ao ano de 2017. Para o ano de 2019, a companhia pretende lançar novos produtos, investir em marketing e ações no ponto de venda. Vale comentar que aproximadamente 80% do pipeline de inovação da Hypera Pharma está relacionado a produtos de prescrição e Consumer Health.

Natura (NATU3) registra bom desempenho neste 4T18. A receita líquida consolidada aumentou 16,1% sobre o mesmo período do ano anterior, impulsionada pelos bons resultados de seus três negócios. Na marca Natura, tanto Brasil quanto Latam apresentaram crescimento nas principais categorias, com ganhos de participação de mercado e de produtividade das consultoras. As vendas da The Body Shop cresceram 11,2% em reais, apesar do fechamento de 62 lojas próprias que apresentavam baixo desempenho e da antecipação de compras pelos franqueados. A Aesop registrou forte crescimento de 43,9%, em reais, refletindo o bom desempenho das vendas mesmas lojas exclusivas e das vendas online. O EBITDA consolidado ficou 13,7% maior mesmo com as maiores pressões vindas da The Body Shop, decorrente o fechamento de lojas e por fim, o lucro líquido apresentou expansão de 48,7% frente ao reportado no mesmo período de 2017. Além dos números melhores a empresa divulgou mais uma distribuição de dividendos no valor de R$ 0,1315 por ação, com um yield de 0,28%. A data ex-dividendos será o dia 27 deste mês com o pagamento agendado para 18 de abril.

Magazine Luiza (MGLU3) reporta mais um ótimo resultado. O 4T18 foi de ganhos para a Magazine Luiza que viu seu lucro líquido avançar 14,5%, EBITDA subir 13,0% e o seu faturamento se elevar em 27,3%. As vendas do e-commerce continuam apresentando expressiva elevação e as lojas físicas demonstraram que a digitalização tem surtindo efeitos positivos, ficando acima das expectativas. A Luizacred também reportou forte crescimento, com aumento expressivo em sua base de cartões. Somente as margens no período vieram piores que as observadas no 4T17, por conta do aumento significativo na participação do e-commerce, como esperado. A empresa ainda anunciou a recompra de suas ações no percentual de até 2,36% das ações totais emitidas e até 6,65% das ações em circulação pelo prazo de 18 meses. Para o ano, a empresa continua focada em sua estratégia de transformação digital e abertura de lojas.

CVC (CVCB3) reporta bom desempenho. As vendas nas mesmas lojas apresentaram crescimento de 6,3% no 4T18. As reservas confirmadas apresentaram uma alta de 33,7% em relação ao 4T17, sendo elevadas, principalmente pela categoria corporativa. Os números refletem a melhora na confiança do empresariado. Entretanto, no período, as margens vieram mais pressionadas, por conta das diversas aquisições realizadas. Para esse ano, a companhia segue focada em sua transformação digital, com o canal online totalmente ligado com suas lojas físicas. Neste trimestre, o online cresceu 114,5% em relação ao mesmo período de 2017. Além dos planos de se tornar mais digital, a CVC segue o caminho de expansão internacional.


 


 


  

Bons negócios.