Sexta-feira, 21 de junho de 2019

Bom dia,

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Com agenda vazia, mercado deve abrir seguindo as altas vistas ontem lá fora. Quarta tivemos a manutenção dos juros pelo Copom, sinalizando um possível corte de juros com a concretização da reforma da previdência. A grande novidade no comunicado foi a leitura que o risco associado ao aumento de juros em países desenvolvidos se reduziu ainda mais. O pregão dessa sexta deve começar positivo, seguindo o que vimos lá fora ontem, c comentamos mais abaixo.

 

Lá fora, dia morno após a quinta-feira bem positiva. Os mercados responderam, ontem, às sinalizações dos bancos centrais de que um período de afrouxamento monetário está se aproximando. O petróleo teve uma forte alta, com as tensões crescendo no Oriente Médio, entre EUA e Irã, impulsionando as ações ligadas à commodity. Já hoje, os PMIs divulgados pela Markit mostraram que a atividade teve uma recuperação bem leve na Europa, em junho, como esperado. Logo mais saem os dados referentes aos EUA e no começo da tarde temos o discurso de uma diretora do Fed. Mercado também fica de olho no desenrolar da situação envolvendo o Irã e os EUA.

 

             

 

Julgamento da Chesf, da Eletrobras (ELET6), é suspenso. Ainda não há previsão para retomada do processo, que analisa um recurso movido pela Chesf, que contesta a multa de R$ 432 milhões determinada na primeira instância. Ela decorre do atraso na entrega de uma linha de transmissão, o que, segundo a autora do processo, prejudicou o escoamento de energia de parques eólicos. A Chesf, entretanto, alega que o atraso se deve a "fatos alheios a sua vontade" e que a condenação é desproporcional, uma vez que supera a receita permitida da própria concessão, que é de cerca de R$ 10 milhões ao ano. A novidade deve trazer pouca influência para os papéis da companhia, que, no curto prazo, vão continuar respondendo à probabilidade de privatização, que hoje é considerada elevada.

Proventos da Marcopolo (POMO4).
Será pago JCP no valor líquido de R$ 0,0255 por ação, aos acionistas posicionados ao final da próxima terça-feira. Os papéis ficam ex no dia seguinte (26/06) e o pagamento deve ocorrer em outubro, no dia 4. O yield da operação, entretanto, é baixo, de apenas 0,7% frente à última cotação.


JCP da B3 (B3SA3) e da Unidas (LCAM3). A Bolsa vai pagar R$ 0,1618 por ação para os acionistas posicionados ao final do dia 25 de junho, próxima terça. Na quarta os papéis ficam ex e o pagamento será em 17 de julho. Yield da distribuição é de 0,43%. Já a locadora de automóveis vai pagar R$ 0,2298 por ação e os papéis ficam ex um dia depois dos papéis da B3, ou seja, o acionista precisa estar com os papéis de quarta para quinta da semana que vem. Pagamento em 8 de julho e o yield é parecido, de 0,48%.

Lojas Renner (LREN3) distribuirá proventos. A companhia pagará JCP no valor líquido de R$ 0,0659 por ação, com a data de pagamento apenas em 2020. Farão jus aos juros os acionistas detentores de ações no dia 25 deste mês, sendo negociadas ex no dia seguinte.

Energias do Brasil (ENBR3) fará recompra de ações. Ao todo, o plano prevê a aquisição de 1,5 milhão de ações, o equivalente a 0,51% dos papéis em circulação, até 19 de junho de 2020. Para o negócio, será utilizada parte das reservas de lucro da companhia, que chegam a R$ 3,6 bilhões, de acordo com o balanço do primeiro trimestre.

 



Bons negócios