Quarta-feira, 20 de março de 2019

Bom dia,

  1

  1

Quarta-feira decisiva. Dois eventos muito relevantes por aqui para o mercado hoje, com destaque para entrega da proposta de reforma da previdência dos militares, que deve destravar o andamento da PEC da previdência na CCJ da Câmara. O outro evento importante hoje é a reunião do Copom. A primeira com o novo presidente do Banco Central, que deve dar ao mercado uma sinalização sobre a condução da política monetária. As apostas de que os juros podem cair esse ano têm aumentado e ajudado o mercado de renda variável por aqui.

 

Expectativa lá fora não fica atrás. Se por aqui essa quarta é fundamental para a continuidade do bom desempenho das ações, lá fora o dia também promete. O destaque também fica por conta de uma autoridade monetária com a reunião do FOMC, que deve manter a taxa de juros inalterada. Mas o mercado está de olho mesmo na sinalização para os juros no final desse ano e na possibilidade do Fed parar de reduzir seu balanço. Por lá, também, as apostas estão divididas. Na Ásia, as Bolsas fecharam perto da estabilidade, um pouco mais pressionadas na China, por conta de notícias mais negativas sobre as negociações entre EUA e China, de que os chineses estariam relutantes em fazer algumas concessões pedidas pelos americanos. Na Europa, o clima é mais negativo com o noticiário corporativo na Alemanha, com Bayer e BMW como destaques negativos. Enquanto nos EUA, o pregão deve caminhar em compasso de espera até o anúncio do FOMC, no meio da tarde.

 

             

 

Forte resultado da Randon (RAPT4). A venda de caminhões no mercado doméstico segue alavancando os números da companhia, que neste 4T18 reportou crescimento de quase 60% no EBITDA frente ao 4T17, com ganho de 1,1 p.p. na margem, e um lucro líquido quase 10x maior no período. Em veículos e implementos, o desempenho seguiu forte, ainda que o rápido crescimento da demanda tenha ocasionado perda de market share, com produtores menores ofertando menor prazo de entrega. Em autopeças, o resultado só não foi melhor por conta da desaceleração do mercado argentino, enquanto as vendas aqui no Brasil, no Peru e no Chile seguiram em alta. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação, ainda que bons números já fossem esperados.

Aquisições impulsionam números da Energisa (ENGI11).
O forte crescimento de EBITDA e lucro líquido registrado neste 4T18 decorre principalmente da incorporação da Ceron e da Eletroacre no período. Expurgando esse efeito, o resultado da companhia foi apenas regular, apesar do maior volume de vendas e da melhora nos indicadores de qualidade no fornecimento. Junto ao balanço, a companhia anunciou a distribuição de dividendos no valor de R$ 0,15 por unit. Os papéis ficarão ex na segunda-feira (25/03) e o pagamento deve ocorrer em abril, no dia 10. O yield da operação, entretanto, é baixo, de apenas 0,4% sobre o fechamento de ontem.

Alliar (AALR3) reporta melhora em seus números.
O faturamento do período veio melhor que o do 4T17, refletindo principalmente o aumento nos exames de imagem. O EBITDA  e o resultado final também avançaram em relação ao 4T17, por conta do maior controle de custos e despesas, maturação dos investimentos e ganhos de produtividade com tecnologia e inovação
.

 

 

Bons negócios.