Terça-feira, 19 de março de 2019

Bom dia,

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Bolsonaro nos EUA é destaque hoje. O encontro de Bolsonaro e Trump certamente irá movimentar o mercado hoje, ainda que sem nenhum acordo comercial, o acordo pode abrir portas para novas negociações, inclusive no que tange a um apoio norte-americano à adesão do Brasil à OCDE. Em termos econômicos, a inflação segue em aceleração, com o IGP-M avançando 1,06% e o IPC-Fipe com alta de 0,56% na segunda semana de março, ambos puxados pela elevação no preço dos alimentos e dos combustíveis.

 

Agenda amena lá fora. A expectativa em relação à reunião do FOMC, que começa hoje, continua sendo o principal catalisador do mercado lá fora. Na Ásia, os mercados ficaram próximos da estabilidade, mas a Europa abre no azul e os futuros de NY também indicam uma abertura positiva, aguardando uma postura mais dovish do comitê de política monetária americana. O destaque de alta na Europa é o Dax, da Bolsa de Frankfurt, que sobe na esteira da forte recuperação no índice Zew, que mede o sentimento de agentes do mercado alemão e foi para -3,6 pontos, muito melhor que a expectativa que era de uma leve melhora para -11,0 pontos. A melhora do índice é parcialmente explicada pelos avanços nas negociações comerciais entre EUA e China, e também pela leitura de que os efeitos do Brexit devem ser mais amenos do que o esperado anteriormente.

 

         

 

MAHLE Metal Leve (LEVE3) tem desempenho modesto. O resultado da companhia neste 4T18 foi impactado pela retração do mercado argentino,  pela alta global no preço de suas principais matérias-primas e pela reoneração da folha de pagamento. Do lado positivo, destaque para o segmento de peças originais, principalmente em razão da retomada da indústria automotiva no Brasil. O EBITDA subiu quase 5% em um ano, mas a margem recuou 0,7 p.p. para 13,6% agora. Suas ações devem responder de forma marginalmente negativa à divulgação.

Margens também comprimidas na Fras-le (FRAS3).
Além dos mesmos com impactos com elevação dos dispêndios com matérias-primas e reoneração da folha, nesse caso houve ainda o impacto de gastos relacionados a reestruturação de uma nova controlada, a Fremax. O mercado argentinou também pesou, mas ainda assim o faturamento cresceu quase 60% no 4T18 frente ao 4T17, dada a melhor performance na exportação para as demais regiões, as vendas diretas para montadoras no mercado interno e o efeito positivo do câmbio. O EBITDA avançou 10% no período, mas a margem saiu de 13,1% há um ano para 9,1% agora. Esse desempenho, entretanto,  já era, em boa medida, esperado. Logo, deve exercer pouca influência sobre os papéis FRAS3 hoje.

Enauta (QGEP3) reporta resultado e anuncia fortes proventos.
Os números da Enauta, antiga Queiroz Galvão Exploração e Produção, foram regulares neste 4T18, com a maior contribuição vinda do Campo de Atlanta sendo parcialmente compensada pela alta nas despesas gerais e nos gastos exploratórios. No consolidado do ano, contudo, a companhia viu seu EBITDA ajustado subir 40%, com alta de quase 20% no lucro líquido. Além do balanço, a companhia propôs a distribuição de dividendos de R$ 1,91 por ação, o que corresponde a um yield de 11,6%. Os papéis ficarão ex em 19/04 e o pagamento deve ocorrer ainda em abril, no dia 30.

Guidance da Cosan (CSAN3).
A companhia anunciou guidance para 2019 com EBITDA consolidado entre R$ 5,6 bilhões e R$ 6 bi, o que equivale a uma alta entre 11% e 19% sobre o resultado de 2018. Para o desempenho da Raízen Combustíveis, a estimativa é de um EBITDA entre 5% e 15% maior no período, além da incorporação dos negócios na Argentina. Na Comgás, o crescimento deve ser mais moderado, enquanto a Moove, segmento de lubrificantes, deve continuar em plena expansão. Os papéis da companhia devem responder de forma positiva à divulgação
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Redução na base, prejudica a Qualicorp (QUAL3). A receita líquida teve variação negativa de 0,9% no 4T18 ante o 4T17, refletindo a redução da base média de segurados no trimestre. Mesmo com o menor faturamento, a companhia conseguiu aumentar o seu EBITDA e o lucro líquido no período. Além disso, a sua margem EBITDA apresentou incremento de mais de 8 p.p., refletindo a redução das perdas com créditos incobráveis, bem como menores gastos com contingências regulatórias.

Odontoprev (ODPV3) distribuirá JCP. O valor líquido do JCP é de R$ 0,0282 por ação e a data ex é no dia 22 deste mês. O pagamento será no dia 03 de maio.

 

 

Bons negócios.