Segunda-feira, 18 de março de 2019

Bom dia,

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Dados de atividade e perspectivas se deterioram. Conhecido como uma prévia do PIB, o IBC-Br de janeiro apresentou retração de 0,41% frente ao mês anterior, mostrando que a letargia que aflige a retomada econômica é ainda mais expressiva do que se esperava. O Boletim Focus dessa semana também não trouxe boas novas nas projeções para 2018, com queda na estimativa mediana para o PIB, agora em 2,01%, e ligeira aceleração no IPCA e IGP-M. Ademais, o IPC-S da segunda semana de março avançou 0,57%, puxado pela aceleração no preço dos combustíveis. Já no âmbito político, as atenções seguem voltadas à reforma da previdência, com ênfase na proposta para aposentadoria dos militares nesta semana.

 

FOMC e Brexit dominam noticiário externo em dia morno. Na agenda hoje, apenas a associação nacional dos construtores residenciais nos EUA divulga sua sondagem de março, mas a expectativa lá fora gira principalmente em torno da reunião do FOMC dessa semana, especialmente para a divulgação das projeções do comitê e para um possível anúncio do fim da redução do seu balanço nos próximos meses. Apesar de sinalizações positivas para o mercado acionário, nos EUA muito se especula se essas ações já não estão precificadas e que pode ocorrer o famoso “sobe no boato, realiza no fato”. Hoje, os índices chineses fecharam em forte alta na expectativa com o FOMC, mas os futuros de NY apontam para uma abertura próxima do 0x0. Na Europa, as Bolsas operam sem direção definida e a expectativa do mercado por lá gira em torno da terceira tentativa da primeira ministra emplacar seu acordo no Parlamento. O trunfo que Theresa May vai tentar usar para convencer membros do seu próprio partido que consideram o acordo ruim para o UK é que a derrota desse acordo deve dar mais força ao movimento contrário à saída do país do bloco. Vale lembrar que as derrotas anteriores foram por larga margem, 230 e 149 votos, respectivamente.

 

         

 

Hermes Pardini (PARD3) tem resultado afetado por eventos não recorrentes. O faturamento veio maior se comparado ao 4T17. Já o EBITDA e o lucro líquido foram afetados por maiores despesas referentes a serviços de consultoria, por conta de um projeto de excelência empresarial, despesas com aquisições de empresas e a baixa contábil de ativos obsoletos. Com isso, as margens vieram mais pressionadas.

Outro impacto sobre a produção da Vale (VALE3). Agora, o Ministério Público de Minas determinou que a companhia pare de utilizar a barragem Doutor e todas as demais estruturas da Mina de Timbopeba, em Ouro Preto. Segundo a Vale, técnicos da Agência Nacional de Mineração constataram que a estrutura "não possui nenhuma anomalia relevante ou situação que comprometa a segurança da barragem". De toda forma, a paralisação representa um impacto anual de 12,8 milhões de toneladas de minério de ferro. Suas ações tendem a reagir de forma negativa à novidade.

Oi (OIBR4) inicia o ano com geração de caixa negativa. O resultado foi negativo em R$ 874 milhões em janeiro, após os R$ 16 milhões positivos de dezembro. Esse desempenho, que é o pior desde abril de 2018, se deve principalmente a alta no volume de pagamentos e a elevação de 75% no volume de investimentos, que atingiu R$ 603 milhões no período.

B3 (B3SA3) anuncia aquisição. A companhia comprou a Portal de Documentos S.A., que oferece soluções digitais de cobrança e registro eletrônico de documentos relacionados a créditos imobiliários e de veículos. O impacto da aquisição nos papéis da B3 deve ser apenas marginal, já que o valor pago à vista pela empresa foi de R$ 50 milhões, podendo chegar a R$ 175 milhões em quatro anos, se algumas metas forem atingidas. Os R$ 175 milhões correspondem a menos de 0,3% do valor de mercado da B3.

Acionista da Gafisa (GFSA3) pede convocação de AGE.
Na pauta, está a contratação de uma consultoria para desenhar um novo plano estratégico para a companhia, além do aumento do limite de capital da Gafisa em quase 49 milhões de ações e autorização para emissão de novas ações nesse novo limite de capital. O acionista ainda mencionou que “mantém conversas, em caráter preliminar, com potenciais investidores interessados na capitalização da companhia”. A capitalização seria positiva, apesar da possível diluição dos acionistas atuais, mas o nível de risco atrelado aos papéis da companhia segue elevado.

Log (LOGG3) levanta R$ 100,2 milhões.
Com preço da oferta bem acima da cotação atual dos papéis, o valor do aumento de capital ficou bem próximo do montante que a família Menin tinha se comprometido a subscrever quando da cisão da companhia, de R$ 100 milhões.


 

 

Bons negócios.