Quinta-feira, 18 de abril de 2019

Bom dia,

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Com agenda fraca de indicadores, foco continua na política interna. Sem querer ser repetitivo, mas essa semana, os indicadores voltaram a ficar de escanteio e o foco do investidor continuou sendo Brasília. Como esperado, a aprovação da reforma da previdência na CCJ foi postergada para depois do feriado de Páscoa, sendo reagendada para a próxima terça-feira. O risco agora é o quão desidrata a proposta possa ficar na avaliação da comissão especial, a próxima a analisar o assunto. Já o imbróglio envolvendo o aumento do diesel por parte da Petrobras, parece solucionado, com um reajuste de R$ 0,10 no diesel a partir de hoje. Na entrevista dada pelo presidente da companhia, foi confirmado que será seguida a paridade internacional dos preços, mas admitiu que é contra um reajuste diário.

 

Atividade segue fraca lá fora. Na Ásia, o pregão foi negativo, com destaque para a queda de 0,84% do Nikkei em Tóquio, após a prévia do PMI industrial japonês, divulgado pela Markit mais cedo seguir abaixo dos 50 pontos, o que significa retração da atividade. Na Europa, as Bolsas estão sem uma direção definida, com o FTSE 100 de Londres no vermelho, mas o DAX de Frankfurt no azul, mesmo com os PMI industrial alemão também mostrando contração na atividade por lá, ainda que em um ritmo menor do que em meses anteriores. A prévia do índice veio em 44,5 pontos, contra 44,1 há um mês. A abertura em NY também deve ser pressionada, com o mercado de olho no calendário de resultados e nos dados das vendas no varejo e dos pedidos de auxílio desemprego, que saem hoje ainda antes da abertura. Ontem, notícia do WSJ indicou que um acordo entre EUA e China deve ser anunciado apenas no final de maio ou começo de junho, o que também não anima os investidores que aguardam uma resolução mais rápida.

 

               

 

Resultado mais fraco da Usiminas (USIM5). Os números da siderúrgica ficaram aquém do esperado neste início de ano, com queda de quase 24% no EBITDA na comparação com o 1T18. Esse desempenho reflete a retração de 8% nas vendas de aço, pressionadas tanto pela menor demanda no mercado doméstico quanto pelo recuo de quase 30% nas exportações, devido, principalmente, a imposição de tarifas de importação no mercado norte-americano. Houve também forte aumento no custo de produção por tonelada de aço e minério de ferro, minimizando o efeito positivo da alta na cotação da commodity. Junto ao balanço, a companhia anunciou guidance de R$ 1 bilhão de investimentos em 2019, 2x maior que os R$ 463 milhões de CAPEX de 2018. Para o resultado financeiro, a estimativa é de uma despesa líquida de R$ 421 milhões, contra o resultado positivo de R$ 93 milhões no último ano. Os papéis da Usiminas devem reagir de forma negativa às novidades.

Petrobras (PETR4) reajusta o diesel. Após a polêmica do final da semana passada, envolvendo a suspensão de uma alta no preço do combustível, por solicitação de Bolsonaro, a Petrobras anunciou o reajuste de R$ 0,10 no diesel, o que equivale a uma elevação entre 4,5% e 5,1% dependendo do ponto de venda. A novidade deve trazer fôlego aos papéis da companhia, tendo em vista que afasta, ao menos por enquanto, o risco de uma mudança na política de paridade dos preços com mercado internacional. O tempo do reajuste no diesel, entretanto, até então fixado de 15 em 15 dias será alterado, a fim de dar maior previsibilidade aos caminhoneiros. Para se proteger de possíveis variações no período, a companhia deve continuar usando instrumentos de hedge.

Telefônica Brasil (VIVT4) distribuirá JCP. A distribuição é no valor líquido de R$ 0,2959 por PN, o equivalente a um yield de apenas 0,6%. Os papéis ficarão ex no próximo dia 02 de maio e o pagamento deve ocorrer até o final de 2020, em data a ser definida.

 

 

 Bons negócios