Terça-feira, 17 de setembro de 2019

Bom dia,

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Dia de agenda vazia, com mercado à espera do Copom. Nenhum indicador relevante esperado hoje e o noticiário ainda gira em torno dos efeitos da disparada do petróleo lá fora, assunto que comentamos mais detalhadamente no texto sobre Petro, na seção de empresas. Mercado aguarda também o início da reunião do comitê de política monetária, que deve anunciar mais um corte na taxa de juros, amanhã à noite, já com o mercado fechado.

 
 

Bolsas sem direção lá fora, em dia sem grandes novidades. O principal assunto no noticiário internacional segue sendo o ataque às instalação da Saudi Aramco, que deixa a aversão ao risco ainda em alta. Na Ásia, o pregão foi pressionado, mas o Nikkei ainda fechou em leve alta, com a sinalização de Trump que teria acertado alguns acordos comerciais com o governo japonês. Na Europa, Bolsas perto do 0x0, com o índice ZEW, que mede o sentimento dos agentes financeiros alemães, vindo bem melhor do esperado. Nos EUA, destaque para a produção industrial de agosto, que sai logo na abertura, e para o início da reunião do FOMC, que amanhã divulga sua decisão sobre a política monetária americana. As apostas em uma manutenção dos juros por lá têm aumentado, mas ainda com 65/35 a favor de um corte de 0,25 p.p..

 

                

 

Petrobras (PETR4) não vai aumentar o preço, ainda. Frente à disparada na cotação do petróleo ontem, com alta de mais de 10% no Brent em um dia, a companhia anunciou que vai acompanhar a variação do mercado nos próximos dias, mas, sem fazer nenhum ajuste imediato. A Petrobras vislumbra que "a reação súbita dos preços ao evento ocorrido pode ser atenuada na medida em que maiores esclarecimentos sobre o impacto na produção mundial sejam conhecidos". A decisão acende um sinal de alerta quanto à autonomia da estatal na política de determinação de preços, mas, a princípio, no curtíssimo prazo o efeito da elevação na cotação da commodity é majoritariamente positivo, beneficiando a exportação de petróleo bruto. Uma defasagem dos preços por um período razoável de tempo, por outro lado, traz de volta à tona prejuízos na área de abastecimento e distribuição de combustíveis.

Situação financeira delicada da Oi (OIBR4).
Em julho, a geração de caixa operacional líquida foi negativa em R$ 540 milhões, contra R$ 177 milhões negativos no mês anterior. Esse resultado reflete principalmente o avanço no pagamento de despesas, com aluguéis, processamento de dados e consultorias, bem como o aumento de 29% no capex do período. No acumulado do ano, a geração já é negativa em R$ 4,3 bilhões frente -R$ 2,6 bi registrados no mesmo período de 2018.
   
Notre Dame Intermédica (GNDI3) faz mais uma aquisição.
A companhia comprou um hospital com 106 leitos, sendo 31 de UTI, localizado na cidade de São Gonçalo (RJ), três centros clínicos e uma carteira de aproximadamente 17 mil beneficiários de planos de saúde na região, tendo apresentado em 2018, um faturamento líquido de R$ 87 milhões. O valor da aquisição é de
R$ 105 milhões. A transação está sujeita a aprovação da ANS e do CADE. Acreditamos que as ações da empresa fiquem no campo positivo.

Magazine Luiza (MGLU3) chega ao norte do país.
A companhia inaugurou 19 lojas em 14 cidades do Pará. A expectativa é abrir um total de 49 unidades no estado nesse ano, totalizando 100 lojas abertas em todo o Brasil. Consideramos positiva a estratégia da empresa, principalmente a entrada em novas regiões, tendo em vista a possibilidade da compra online ser retirada na loja, modalidade que já representa 40% do total de entregas feitas pela companhia.

BR Properties (BRPR3) fecha acordo para vender ativo. O ativo em questão é a sede da Vivo, na Avenida Dr. Chucri Zaidan, em SP, e foi vendido por R$ 306,8 milhões para um fundo imobiliário. Apesar da competição, o crescimento dos FIIs tem trazido um ponto favorável para as empresas de properties, que é exatamente facilitar a reciclagem do portfólio.
   
Unidas (LCAM3) vai fazer desdobramento.
O acionista posicionado nos papéis da companhia ao final do pregão do dia 4 de outubro terá cada ação sua desdobrada em três. Como é uma sexta, a data ex do desdobramento é o dia 7, segunda-feira seguinte, e as duas novas ações poderão ser negociadas no dia 10 do mesmo mês. Vale sempre lembrar que o preço das ações será ajustado na data ex, dessa forma, o valor de mercado e o capital social da companhia não sofrem alterações em decorrência do desdobramento
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Bons negócios