Quarta-feira, 17 de abril de 2019

Bom dia,

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Política segue ditando o rumo da Bolsa. Hoje teremos mais um dia de reunião na CCJ para discutir a reforma da previdência, mas a aprovação do texto pode ficar só para depois do feriado. Aprovada na CCJ, a proposta segue para uma comissão especial, que analisará o mérito do texto, só depois o projeto será apreciado no plenário da casa. Além da demora na aprovação da CCJ, o governo não conseguiu agradar os caminhoneiros, que seguem divididos quanto aos benefícios anunciados ontem, gerando incerteza sobre uma possível nova greve em maio. Paulo Guedes afirmou que o presidente acabou entendendo que a Petrobras deve ser independente quanto a sua estratégia de preços. Na agenda de indicadores, o IGP-M avançou 0,78% na segunda prévia de abril, depois de registrar alta de 1,06% no mesmo período do mês anterior. O IPC-Fipe também apresentou variação menor quando comparado com a última divulgação, fechando a segunda semana de abril em 0,42%, decorrente da menor pressão do grupo de alimentos.

 

Indicadores da China surpreendem. Afastando, ao menos momentaneamente, a perspectiva de uma desaceleração mais contundente, a China entregou números melhores que o esperado no final do dia ontem, com o PIB do primeiro trimestre avançando 6,4% e a produção industrial subindo 8,5% em março, melhor resultado em quatro anos e meio. As vendas no varejo avançaram 8,7% e o volume de investimentos em ativos fixos tiveram alta de 6,3% no mês passado, contra março de 2018. Já na Europa, a inflação de março ficou em linha com o esperado, com o núcleo mostrando leve desaceleração frente à leitura anterior, enquanto a balança comercial de fevereiro superou as estimativas, ao atingir um superávit de 17,9 bilhões de euros. As exportações avançaram 4,4% e as importações 4% em um ano.

Bolsas seguem no azul. No entanto, a valorização é modesta hoje, com a percepção de que estímulos governamentais impulsionaram os números da China e incertezas com relação a sustentabilidade de tal crescimento. Na Europa, o dia também é de ganhos, com os dados que comentamos acima, enquanto nos EUA a divulgação de resultados corporativos limita a alta dos futuros. Ao longo do dia os investidores devem ficar atentos à divulgação do Livro Bege, que deve trazer novos indícios a respeito do ímpeto da atividade econômica norte-americana.

 

               

 

Klabin (KLBN11) anuncia projeto de R$ 8,1 bilhões. O conselho da companhia aprovou o Projeto Puma II, que vai adicionar 920 mil toneladas anuais de papéis Kraftliner à capacidade de produção da Klabin. O projeto será dividido em duas etapas, cada uma com período de execução estimado em dois anos. A primeira, que vai adicionar 450 mil toneladas de capacidade por ano, deve ficar pronta no 2T21 e a segunda, com mais 470 mil toneladas, no 2T23. Os investimentos devem ficar mais concentrados no período da primeira fase do projeto, na proporção de 2/3, mais ou menos. Ou seja, cerca de R$ 5,4 bilhões investidos no projeto nos próximos dois anos. A companhia tinha, ao final do 4T18, R$ 7,0 bi em caixa e o fluxo de caixa livre em 2018 foi perto dos R$ 900 milhões. Fazendo um exercício rápido, considerando o desembolso projetado pela Klabin e um nível relativamente estável de geração de caixa nos próximos anos, a alavancagem da companhia vai subir com o capex do Puma II, mas deve ficar abaixo do patamar de quando a companhia estava investindo no projeto Puma I. Esperamos reação positiva do mercado, apesar do projeto já ser esperado.

Cyrela (CYRE3) lança e vende menos nesse começo de ano.
Em relação ao 1T18, a companhia até apresentou boa evolução, mas quando olhamos os números do 4T18, a prévia do 1T19 fica bem mais tímida. Os lançamentos no último trimestre do ano passado foram de R$ 1,59 bilhão considerando apenas a porcentagem da companhia e já desconsiderando permutas. Nesses três meses, os lançamentos foram de R$ 409 milhões apenas. As vendas caíram de R$ 1,54 bilhão para R$ 746 milhões. Esperamos reação mais negativa do mercado à divulgação
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Ser Educacional (SEER3) adquiriu centro universitário em Manaus. A adquirida UniNorte tem 25,2 mil alunos, sendo 23,2 mil de graduação e 1,9 mil de pós-graduação. Seu EBITDA ajustado em 2018 foi de R$ 18,7 milhões. O valor da transação é de R$ 194,8 milhões. Essa aquisição reforça a presença na região Norte, com o número significativo de alunos de graduação presencial na cidade de Manaus, uma vez que já é líder de mercado em Belém, no estado do Pará.
   
Randon (RAPT4) firma parceria.
A Randon e a Triel-HT formaram uma joint venture, a Randon Triel Implementos Rodoviários, "visando ampliar a presença e melhor servir os clientes nos mercados doméstico e internacional no segmento de implementos rodoviários". A Randon irá controlar o negócio, com participação acionária de 51% e ambas irão realizar um aporte inicial de R$ 16,4 milhões. O negócio está sujeito a aprovação do CADE e deve ter pouca influência sobre os papéis da companhia hoje.

Carrefour (CRFB3) distribuirá proventos.
A companhia anunciou a distribuição de JCP no valor líquido de R$ 0,038 por ação. O pagamento será efetuado no dia 14 de junho, com as ações ficando ex-direito em 22 de maio. O yield desta operação é de apenas 0,19%.


 


Bons negócios