Terça-feira, 16 de julho de 2019

Bom dia,

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Mercado espera pacote do governo e balanços das empresas. Na agenda alguns índices de inflação aceleraram um pouco, como o IGP-10 que subiu 0,61% em julho, ante a elevação de 0,49% do mês anterior. E o IPC-S da segunda semana de julho subindo 0,14%, 0,09 p.p. acima da taxa registrada na última divulgação. A maior contribuição para essa alta partiu do preço dos alimentos. Ainda assim, o cenário para inflação segue benigno e não muda a perspectiva para as próximas reuniões do Copom. Já no campo político, com a proximidade do recesso dos parlamentares, mercado fica no aguardo do pacote de medidas "pós-previdência" da equipe econômica. Além disso, com a proximidade da temporada de balanços, os investidores acompanham as prévias operacionais, com destaque hoje para algumas incorporadoras.

 

Temporada de balanços e discussão sobre juros dominam noticiário externo. Os investidores começaram a quarta-feira de olho nos resultados corporativos, que em linhas gerais tem vindo acima do esperado, com destaque hoje para o Goldman Sachs, a Johnson & Johnson e a Burberry. Na Europa, a forte alta nas exportações, que levou a um superávit acima do esperado na balança comercial de maio também anima os investidores. Já o índice Zew, que mede a expectativa dos agentes do mercado para a economia alemã, veio abaixo do esperado, com impacto apenas limitado no Dax, que opera no campo positivo, apesar de abaixo dos demais índices europeus. No decorrer do dia, a agenda está carregada nos EUA, com diversos discursos de representantes do Fed, além das vendas no varejo e da produção industrial de junho, com expectativa de desaceleração em ambos os indicadores, o que não necessariamente deve pesar no mercado, pois reforçaria a visão de um FOMC mais dovish nas próximas reuniões.

 

         

 

MRV (MRVE3) tem trimestre mais positivo, mas ainda tem desafios. A prévia da companhia mostrou uma recuperação forte em relação ao 1T19, que foi muito afetado pelo impacto da mudança de governo no programa MCMV. Em relação ao 2T18, no entanto, a melhora é mais modesta. O volume lançado foi 5,8% maior que o de um ano atrás, enquanto as vendas avançaram 2,7%. Os repasses continuam sendo o principal problema, 10,1% menores em relação ao mesmo trimestre do ano anterior. Destaque positivo para o ritmo de produção, muito forte, e para a retomada da geração de caixa, ainda que abaixo também do patamar do 2T18. Não esperamos uma forte reação do mercado aos números da companhia.

Eztec (EZTC3) tem boa recuperação de vendas.
Já comentamos os lançamentos da companhia anteriormente, foram R$ 313 milhões lançados no trimestre chegando a R$ 707 milhões no ano, 47% do teto do guidance da companhia e mais de 70% do piso. Agora a Eztec abriu os números das vendas, que consideramos bem positivos, especialmente pela forte queda nos distratos. A incorporadora vendeu R$ 395 milhões no trimestre e teve distratos de apenas R$ 23 milhões, com isso, o patamar de vendas líquidas do 1S19 já é maior que o de todo o ano de 2018. Destaque para a venda de R$ 107 milhões de estoque pronto, que deve ajudar a impulsionar a geração de caixa da companhia. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação.

Números da Cyrela (CYRE3) dão um salto no trimestre.
Os lançamentos da companhia, excluindo permutas e participações de parceiros, cresceram 152% na comparação anual e as vendas, na mesma base de comparação, dobraram, com destaque para vendas de lançamentos, mas também com um volume considerável de estoque em construção e pronto vendido. Ainda assim, o estoque deve seguir elevado e segue sendo um dos pontos de atenção. Papéis devem receber bem os números da prévia.


Vale (VALE3) fecha acordo com MPT. Foi concluído o acordo entre a mineradora e o Ministério Público do Trabalho de Minas Gerais para indenização às famílias dos funcionários falecidos na tragédia de Brumadinho. Será pago R$ 700 mil individualmente para cônjuge, filhos e pais de cada trabalhador morto, contra os R$ 300 mil propostos inicialmente pela Vale. Já os irmãos de cada vítima devem receber R$ 150 mil a título de dano moral e seguro por acidente de trabalho. Já no que tange ao reparo material, foi determinado que o dependente dos trabalhadores mortos receba pensão mensal vitalícia até os 75 anos, com o valor acumulado mínimo de R$ 800 mil. Cabe lembrar que no último boletim oficial consta 246 mortos e 24 desaparecidos. A companhia ainda não se manifestou sobre o acordo.

Guidance e performance mensal da Oi (OIBR4) no radar.
Para 2019, a operadora estima um EBITDA recorrente entre R$ 4,5 bilhões e R$ 5 bi, o que representa uma queda entre 14% e 22% frente aos R$ 5,8 bilhões registrados no último ano. Já entre 2019 e 2021 a Oi projeta um crescimento anual composto entre 15% e 21% no EBITDA recorrente. Mais detalhes sobre essas metas e o plano estratégico da companhia nos próximos anos devem ser apresentados na teleconferência de hoje, com início às 10 horas. Hoje ainda foi divulgado o relatório mensal referente a maio, onde a geração operacional de caixa foi negativa em R$ 417 milhões, contra o desempenho negativo de R$ 1,4 bilhão em abril. O volume de investimentos foi levemente maior, chegando a R$ 672 milhões no mês.

Situação da Renova (RNEW11) segue delicada.
O BNDES prorrogou por 30 dias o vencimento de um empréstimo ponte de R$ 988 milhões concedidos à elétrica, para a execução das obras do complexo eólico Alto Sertão III. Cabe lembrar que no mês passado a ANEEL rejeitou a transferência de controle da fase B do complexo para a AES Tietê (TIET11) e determinou a revogação da autorização do empreendimento. Segundo a Renova, as negociações seguem em curso, tanto da fase A do complexo quanto da fase B, ainda que, agora, sem outorgas. Antes da decisão da ANEEL, o negócio com a AES Tietê contemplava o pagamento de R$ 350 milhões à Renova mais a assunção dessa dívida com o BNDES. Os R$ 988 milhões equivalem a cerca de 70% da dívida bruta da Renova e no 1T19 as disponibilidades da companhia eram de apenas R$ 11,6 milhões.

Magazine Luiza (MGLU3) marca assembleia para desdobramento.
A AGE será no dia 31 deste mês quando deve ser divulgada a data do split. O desdobramento será de uma para oito ações
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  Bons negócios