Terça-feira, 16 de abril de 2019

Bom dia,

  1

   

  1

Noticiário político segue no radar. Poucos indicadores na agenda hoje, mais cedo saiu o IPC-S, que variou 0,79% na segunda semana de abril, levemente abaixo da última divulgação. O mercado continua acompanhando as reuniões na CCJ e o encontro de Bolsonaro e sua equipe com os gestores da Petrobras e com os caminhoneiros. O não-reajuste da Petro é um tema que vem gerando muita volatilidade no mercado com a perspectiva de um governo mais intervencionista na economia. Na reunião com o governo, representantes dos caminhoneiros, além das medidas já adotadas para a classe, esperam novos anúncios de benefícios e melhorias. O que restaria para animar o mercado é o andamento da reforma da previdência, mas o que tudo indica é que a discussão na CCJ começará hoje, mas se estenderá após o feriado da Páscoa, ainda com muita indefinição.

 

Bolsas sobem forte na Ásia. A elevação no preço de moradias na China e a expectativa de que estímulos monetários devem contribuir para uma desaceleração moderada da atividade trouxeram ânimo aos investidores nesta manhã. As Bolsas da região apresentaram ganhos significativos, na véspera da divulgação de uma bateria de dados do gigante asiático, com destaque para o PIB do primeiro trimestre. Na Europa, destaque para o DAX, na Alemanha, que sobe com a melhora no índice de expectativas, que voltou ao campo positivo em abril. Ainda bastante abaixo da média história, e apontando para um crescimento econômico bastante modesto, a melhora se deve principalmente ao novo prazo para o Brexit. Os futuros dos EUA também apontam para uma abertura no azul, diante de uma agenda econômica mais fraca e os investidores atentos à divulgação de resultados corporativos.

 

               

 

MRV (MRVE3) afetada por instabilidade no MCMV. A incorporadora divulgou sua prévia operacional com forte redução nos lançamentos em relação ao trimestre anterior. A companhia destacou que o volume de contratação do programa governamental ficou muito abaixo da média dos últimos períodos em janeiro e fevereiro, com a transição para o novo governo, mas já viu uma normalização do processo em março. Vale destacar o lançamento de um projeto com repasse na planta fora do MCMV em parceria com o Santander. A MRV tinha alguns empreendimentos nessa modalidade, mas apenas com a Caixa e a tendência é diminuir a dependência do banco no futuro. Com lançamentos mais fracos, as vendas foram afetadas, com queda de 14,7% em três meses. A expectativa já era de um trimestre mais fraco nesse começo de ano, então não consideramos que a divulgação deva ter um impacto muito relevante nos papéis da companhia.

Trimestre mais sólido para Eztec (EZTC3) e EVEN (EVEN3).
Foram três empreendimentos lançados por cada uma das duas empresas, todos em SP no caso da Eztec, sendo que a Even lançou um em SP, o Fasano Itaim, e dois no Rio Grande do Sul, um deles um hotel. A Eztec atingiu R$ 394 milhões em VGV lançado, ritmo que faria a companhia atingir o topo do guidance para o ano, nesse montante também está considerada a aquisição de participação em um projeto em andamento. A companhia diversificou os lançamentos, sendo um de alto padrão, um médio e um enquadrado no MCMV. A Eztec vendeu R$ 321 milhões nesse  trimestre e teve distratos de R$ 20 milhões, vendas líquidas superando a casa dos R$ 300 milhões em um trimestre pela primeira vez desde 2013. Já a Even lançou R$ 785 milhões, com destaque para o Fasano Itaim, com VGV de R$ 598 milhões dividido entre um residencial de alto luxo e studios. O Fasano Itaim, com valor médio de R$ 8,4 milhões, já teve 52% das unidades vendidas, o que ajudou a companhia a entregar um forte crescimento de vendas nesses três meses. Esperamos reação positiva do mercado às duas divulgações


Proventos da Braskem (BRKM5) suspensos. A deliberação dos dividendos propostos, em assembleia marcada para esta terça-feira, foi suspensa pela justiça de Alagoas. Logo, a distribuição de quase R$ 2,7 bilhões, o equivalente a R$ 3,35 por ação preferencial, não será votada até "análise do mérito do referido recurso". Essa medida está relacionada ao bloqueio de R$ 100 milhões de recursos da Braskem, e a solicitação do Ministério Público do estado, para o bloqueio de R$ 6,7 bilhões, em razão de eventos geológicos registrados em Maceió, onde a companhia possui exploração de sal-gema, um tipo de cloreto de sódio. A operação da Braskem na região está entre os potenciais motivos para o aparecimento de rachaduras e crateras na cidade.
   
Reajuste tarifário na Sanepar (SAPR11). A agência reguladora do Paraná aprovou o reajuste tarifário anual de 12,2%, além de aprovar a abertura de um processo de revisão tarifária extraordinária, a fim de analisar uma possível antecipação do diferimento imposto na revisão de 2018. O processo vai contar com análises econômico-financeiras e audiências públicas. Os papéis SAPR11 devem responder de forma positiva às novidades.


 


Bons negócios