Sexta-feira, 15 de março de 2019

Bom dia,

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Leilão e previdência em foco. O leilão de aeroportos às 10h é tido como importante termômetro para avaliar a confiança e o apetite dos investidores. O governo espera arrecadar ao menos R$ 2,1 bilhões com o certame, além de gerar investimentos da ordem de R$ 3,5 bilhões pelos próximos 30 anos. Ademais, o noticiário em torno da reforma da previdência não dá trégua, agora com as discussões voltadas a aposentadoria dos militares. Em termos de indicadores econômicos, o IGP-M avançou mais do que o esperado, com alta de 1,40% no mês, sobretudo em razão da elevação nos gastos com alimentos e combustíveis, no atacado e no varejo. O setor de serviços também decepcionou, ao iniciar o ano com uma retração de 0,3% frente a dezembro.

 

Bolsas avançam com noticiário chinês. Após os dados de atividade do primeiro bimestre decepcionarem, o primeiro ministro chinês declarou que estímulos monetários, como novos cortes na taxa de juros e de compulsório, podem ser utilizados para inibir uma desaceleração mais acentuada da economia. Além disso, notícias sobre um possível progresso nas negociações comerciais entre o gigante asiático e os Estados Unidos trouxeram ânimo ao mercado. Na Europa, as Bolsas também operam no azul, ainda que as incertezas com relação ao Brexit continuem elevadas, com o parlamento britânico condicionando a prorrogação do prazo à aprovação de um acordo para a saída do Reino Unido da União Europeia. A inflação do bloco europeu subiu 1,5% em fevereiro, em linha com as expectativas, com avanço mais significativo em energia e tabaco. Já no mercado norte-americano, onde os futuros também apontam para um pregão positivo, destaque para os dados de produção industrial e para confiança do consumidor, ambos com expectativa de melhora. 

  

         

 

Resultado sem surpresas da Ecorodovias (ECOR3). No último trimestre do ano passado, o tráfego continuou mais pressionado, em parte pela morosidade da recuperação econômica, mas também pela proibição de cobrança pelo eixo suspenso após a greve dos caminhoneiros, o que será compensado futuramente, pois essa era uma receita prevista em contrato. A tarifa média cresceu pouco, apenas 0,5% em um ano, muito por conta da retração na tarifa da ECO101, que teve reajuste negativo por postergação de investimentos. Dessa forma, a receita líquida ajustada da companhia apresentou variação de apenas 1,7% na comparação com o 4T17. Com custos extraordinários por conta do início de operação da ECO135 e do comitê formado para acompanhar as investigações referentes à companhia, as margens da Ecorodovias vieram mais pressionadas. Não esperamos uma forte reação do mercado à divulgação.

brMalls (BRML3) tem trimestre pressionado, apesar de algumas boas notícias.
A receita da companhia caiu 5,1% na comparação com o 4T17 e mesmo desconsiderando a venda de participação em shoppings, o top line teria vindo ligeiramente inferior ao daquele trimestre. Além disso, os custos e despesas da companhia se elevaram bastante, apenas com a forte redução das despesas com PDD sendo a boa notícia do trimestre, o que acabou compensando a elevação nas demais despesas e levando a uma melhora nas margens. O resultado financeiro também melhorou, por conta das vendas de participações, levando a uma alta de 25,4% no FFO. Apesar dessa melhora na rentabilidade, a retração no top line e elevação dos custos e despesas (excluindo PDD) liga o sinal de alerta para 2019.

Valid (VLID3) tem mais um trimestre sólido.
Na comparação com o 4T17, a evolução da receita líquida foi de 8,6%, puxada por meios de pagamento, que teve crescimento de 13,9% na linha. Esse aumento levou a uma melhora expressiva da margem EBITDA do segmento, de 2,45% há um ano para 5,3%, ainda que o número siga aquém do ideal. Essa melhora no entanto, não se repetiu no segmento mobile, que teve leve aumento na receita, mas com margens comprimidas. A divisão de identificação seguiu com bom desempenho. No consolidado, elevação de 11,6% no EBITDA com ganhos de margem.

Mais um trimestre pressionado da Mills (MILS3), mas com melhora na rentabilidade.
A receita da companhia seguiu em trajetória negativa, pressionada pelos números de construção pesada, que atingiu taxa de utilização de apenas 30,9%. O EBITDA seguiu no campo negativo, mas impactado por itens não recorrentes, com destaque para despesas para a combinação de negócios com a Solaris e passivos da unidade de serviços industriais, que tinha sido vendida em 2013. Sem os não recorrentes, a companhia estima um EBITDA ajustado de R$ 11,5 milhões, destaque positivo do trimestre. Não vemos o resultado como um catalisador muito forte para os papéis, mas os ativos tem se mostrado bastante voláteis
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Tupy (TUPY3) tem bom resultado e distribuirá proventos.
Os números da companhia continuaram sólidos neste 4T18, apesar do impacto da elevação no custo com matérias-primas e de efeitos pontuais relacionados à readequação na jornada de trabalho (que deve trazer efeitos positivos em 2019). O volume de vendas seguiu em alta, com destaque para o desempenho do mercado norte-americano, responsável por 61% do faturamento no período. O câmbio também favoreceu a receita líquida do trimestre, enquanto a redução das despesas financeiras e efeitos não recorrentes, como o reconhecimento de créditos fiscais, alavancaram o lucro do período. O EBITDA subiu mais de 14% frente ao 4T17, com ligeiro recuo na margem. O lucro saltou de R$ 13,9 milhões para R$ 77,9 milhões, na mesma base de comparação. Junto ao balanço a companhia anunciou a distribuição de dividendos referente ao exercício de 2018 e a antecipação de JCP referente a 2019. O valor total da distribuição, já líquido de IR, é de R$ 0,8494 por ação, o equivalente a um yield de 4,5%. Os papéis ficarão ex na próxima quarta-feira (20/03) e o pagamento deve ocorrer ainda esse mês, no dia 28. As ações da Tupy devem reagir de forma positiva às divulgações.

Estácio (ESTC3) reporta bom desempenho.
Em meio ao cenário ainda bastante complicado para o setor, a companhia conseguiu reportar crescimento em sua receita líquida no 4T18. Essa melhora é explicada pelo crescimento do ticket médio, pelas novas ofertas de vagas (presencial e EAD) e expansão de base de alunos EAD. O EBITDA no 4T18, apresentou aumento de 6,1% 
ante o mesmo período de 2017, com uma margem EBITDA de 29,2%, crescimento de 0,7 p.p.. O resultado final também veio positivo, com lucro líquido refletindo principalmente a melhora no faturamento, a eficiência operacional e redução relevante de custos e despesas associadas a pessoal. Para 2019, a companhia destaca que ainda terá desafios como o número elevado de formandos de alunos FIES e aumento da PDD decorrente da mudança de mix na base de aluno.

Marisa (AMAR3) ainda sofre com perda de vendas. Mesmo apresentando crescimento em suas vendas no e-commerce, a companhia reportou queda em seu faturamento consolidado. Com baixo fluxo de clientes em suas lojas e vendas abaixo das expectativas afetando também a receita do produtos e serviços financeiros. O estoque ainda desbalanceado acabou afetando as margens do período. Já o EBITDA e o resultado final vieram melhores por conta do impacto positivo dos créditos tributários no período. Para 2019, a companhia espera uma recuperação em seus números atrelados a maiores investimentos em tecnologia e novos projetos. A empresa conseguiu no período reduzir sua alavancagem saindo de 2,2x para 1,2x.

IRB (IRBR3) anuncia data ex dos proventos. Entre dividendos e JCP, a companhia vai pagar o montante por ação, já líquido de IR, de R$ 2,27. Esse valor será corrigido pelo CDI do dia 31/12 do ano passado até a data de pagamento, dia 30 de abril. O yield é de 2,5% e os papéis ficam ex no dia 22 de março, próxima sexta. 

 

 

Bons negócios.