Segunda-feira, 15 de julho de 2019

Bom dia,

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Reforma da Previdência é aprovada e deve trazer ânimo à Bolsa paulista. Ao final da sexta-feira, foi concluída a votação em primeiro turno da reforma, com todos os destaques da oposição sendo derrubados e alterações pontuais no texto, previamente acordadas com a equipe econômica. O impacto reduzido dos ajustes deve impulsionar o apetite ao risco no mercado doméstico, a despeito da postergação da votação em segundo turno para a volta do recesso parlamentar, em 6 de agosto. No Senado, a perspectiva é que a aprovação ocorra até setembro, conforme declaração do presidente da casa, David Alcolumbre. Na agenda, destaque positivo para o IBC-Br de maio, que reverteu à tendência negativa das últimas divulgações ao registrar alta de 0,54% na comparação mensal e de 4,40% na anual. O Boletim Focus trouxe poucas novidades, com a mediana das projeções de inflação e PIB ligeiramente menor, tanto nas previsões para 2019 quanto para 2020.

 

PIB chinês mais fraco e expectativa para temporada de balanços americanos devem impulsionar as Bolsas lá fora. Hoje a China divulgou o PIB do segundo trimestre e o crescimento foi o menor observado em vinte e sete anos de medições oficiais. Ainda assim, o crescimento por lá foi de 6,2%, vale mencionar, em linha com a expectativa do mercado. A atividade chinesa está sendo pressionada pelas medidas protecionistas americanas, mesmo com o fortalecimento do dólar. Nos EUA, começa a temporada de balanços do segundo trimestre, com expectativa de retração nos lucros das empresas, também impactadas pelas disputas comerciais e com uma base de comparação forte, já com efeito da reforma tributária feita por Trump em 2017. Ainda assim, a semana começou positiva nas Bolsas na Ásia e na Europa, de olho em possíveis medidas de estímulo por parte do governo chinês. Nos EUA, além das apostas em um corte de juros na próxima reunião do FOMC seguirem firmes e fortes após a participação do chair do Fed no Congresso na última semana, as projeções conservadoras para os lucros das empresas abrem espaço para surpresas positivas, como no caso do Citigroup, que abriu a temporada com números acima do esperado. Agenda hoje está fraca no decorrer do dia, com destaque para o discurso do presidente do Fed de NY, ainda de manhã, abrindo uma semana cheia de discursos de representantes da instituição e com Livro Bege na quarta. NY é a única regional cujo presidente sempre tem direito a voto no comitê de política monetária do Fed.

 

         

 

Prévia da Even (EVEN3). Após um primeiro trimestre muito forte em lançamentos, a companhia lançou apenas um empreendimento no 2T19, o Misce Vila Madalena, com VGV de R$ 154,6 milhões, divididos em 107 unidades de médio padrão. As vendas, no entanto, ficaram praticamente flat na comparação trimestral, com a velocidade de vendas (vendas sobre estoque) aumentando, especialmente nas vendas de estoque, número impulsionado pelo volume lançado no 1T19. No ano, as vendas já somam R$ 997 milhões, acima dos R$ 940 milhões em lançamentos e muito acima do patamar observado há um ano. Ponto importante também do trimestre é a entrega de quatro empreendimentos, com VGV de R$ 314 milhões, o que deve ajudar a geração de caixa nesse e no próximo trimestre. Seguimos recomendando a exposição aos papéis da companhia, que tem conseguido entregar uma melhora substancial em seus números nos últimos períodos.

Via Varejo (VVAR3) encontrou o seu homem "digital". Segundo a Agência Estado, a Via Varejo anunciará, nos próximos dias, Helisson Lemos como diretor da área digital. Lemos trabalhou 17 anos no Mercado Livre e há dois anos é COO da Movile, holding que controla o iFood. Caso seja confirmada essa contratação esperamos reação bem positiva em suas ações que já vem performando positivamente desde a saída do Casino.

Follow-on da Hapvida (HAPV3). A oferta primária de 46,44 milhões de ações será feita em mercado de balcão. Com base na cotação de 12 de julho, de R$ 41,99 por ação, a companhia levantaria R$ 1,950 bilhão, podendo saltar para R$ 2,632 bilhões, considerando lotes suplementares. A precificação, no entanto, será através do processo de bookbuilding. O início da negociação das ações está marcado para o dia 26 ainda deste mês. Os recursos captados serão para fortalecer a sua estrutura atual, bem como para o financiamento de potenciais aquisições e para melhorar sua posição de caixa. Apesar da oferta seguir a instrução CVM 476, os acionistas da companhia em 12 de julho poderão participar da oferta, na proporção da sua posição ao final do próximo dia 19.

 

       

  
  Bons negócios