Quinta-feira, 11 de julho de 2019

Bom dia,

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Mercado deve seguir atento ao andamento da reforma. A votação em primeiro turno do texto-base da reforma da previdência acabou superando as expectativas, com 379 votos a favor e 131 contra, mostrando folga frente aos 308 que eram necessários, o que deve animar o mercado. Mas se a batalha foi vencida com facilidade, a guerra ainda é longa, com os deputados reunidos hoje para a apreciação dos destaques da proposta de emenda, o que pode comprometer o cronograma de votação em segundo turno. O presidente da casa, Rodrigo Maia, espera votar até sábado. Mercado fica de olho na tramitação e também na promessa de Paulo Guedes de divulgar um pacote de medidas, assim que a previdência estiver encaminhada, para ajudar na retomada da atividade. Na agenda econômica, a Fipe divulgou o IPC referente à primeira semana de julho, com alta de 0,17%, praticamente flat em relação ao resultado de junho, que ficou em 0,15%. As vendas do varejo vieram dentro da expectativa, com redução de 0,1% em maio, se comparadas ao mês anterior. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve alta de 1%.

 

Aumento da liquidez global anima investidores. O discurso de Jerome Powell na Câmara, ontem, trouxe de volta à tona a possibilidade de uma postura mais agressiva do Fed ainda esse mês, levando o mercado a voltar a precificar 100% de chance de um corte ainda na reunião de julho do FOMC e elevando a chance até mesmo de um corte de 0,50 p.p. para cerca de 28%, segundo o CME FedWatch Tool, quando antes da participação do presidente do Fed no Congresso, o mercado precificava um corte de 0,25 p.p. com ligeira possibilidade de manutenção dos juros. Hoje, a inflação ao consumidor em junho pode trazer alguma volatilidade pela manhã, mas Powell deve reiterar a postura mais flexível no Senado às 11h. O BCE também sinalizou estar pronto adotar uma política monetária mais frouxa daqui em diante. Na Alemanha, a inflação apresentou ligeiro avanço, mas dentro das expectativas. O dia foi de ganhos na Ásia e os futuros de NY também apontam para uma abertura no campo positivo. Na Europa, não há uma tendência clara, com parte das Bolsas em realização e parte operando entre a estabilidade e levas ganhos nesta manhã.

 

           

 

BB Seguridade (BBSE3) vai vender sua participação no IRB (IRBR3). As fatias do governo e da seguradora do BB na resseguradora serão vendidas em uma oferta restrita, em mercado de balcão. São 47,5 milhões de ações da BB Seguridade e 36,5 milhões da União e, considerando o fechamento de ontem, pode movimentar cerca de R$ 8,5 bilhões. Apesar do potencial efeito negativo no curto prazo, com o aumento da oferta de papéis do IRB no mercado, vale lembrar que a operação não altera em nada os fundamentos da companhia.
   
Banco Inter (BIDI4) divulga prévia e contrata coordenadores da oferta de ações.
O banco seguiu o ritmo “frenético” de abertura de contas nesse trimestre, chegando a 2,5 milhões de clientes com conta no banco, sendo 612 mil novos nesses três meses. A plataforma de investimentos do banco cresceu bem, mas em ritmo bem mais lento e atingiu 243 mil clientes, quase 68 mil a mais que o 1T19. Apesar desse crescimento e do crédito consignado com produção digital estar avançando, a maior parte do crescimento da carteira de crédito (cerca de 80% da originação do banco) ainda vem dos tradicionais crédito imobiliário e crédito para empresas, ou seja, boa parte do crescimento da carteira do banco vem de originação “à moda antiga”. Além disso, o Inter contratou seis bancos para coordenarem a “potencial oferta” de units, através da qual o banco quer captar até R$ 1 bilhão. Se fizermos a conta com o valor do fechamento de ontem, a oferta tem o potencial de diluir a posição dos atuais acionistas do banco em cerca de 10,5%.

Prévia da Direcional (DIRR3).
A companhia lançou R$ 562 milhões no trimestre, sendo dez empreendimentos nas faixas 2 e 3 do MCMV, totalizando R$ 481 milhões e um projeto de média renda de R$ 81 milhões. A velocidade de vendas ficou flat na comparação com o 1T19, abaixo do 2T18. As vendas líquidas da Direcional foram de R$ 336 milhões no trimestre. O estoque da companhia está em R$ 2,1 bilhões, número elevado, sendo 78% disso MCMV e o restante média e alta renda. Com 85% de participação da Direcional no estoque, o número efetivo da empresa está em R$ 1,8 bilhão, sendo 16% concluído e a maior parte ainda em construção. Destaque positivo no trimestre para a geração de caixa da companhia que foi de R$ 107 milhões. Isso corresponde a 6% do valor de mercado de DIRR3, como destacado pela empresa.

Prévia operacional da Energias do Brasil (ENBR3).
O volume distribuído de energia foi 2,5% superior ao registrado no 2T18, com destaque para o desempenho no Espírito Santo, em razão das condições climáticas e do avanço no comércio varejista da região. Em São Paulo, o avanço foi modesto, com a demanda residencial e industrial ainda em queda. Já no segmento de geração, houve ligeira queda no consolidado, sobretudo em razão da mudança na estratégia de sazonalização da companhia, que esse ano optou por alocar a maior parte de sua produção no segundo semestre. De toda forma, a divulgação traz boas perspectivas para os números do segundo trimestre, que serão divulgados no próximo dia 24 de julho, após o pregão.

 

       


 Bons negócios