Sexta-feira, 7 de junho de 2019

Bom dia,

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Bolsa deve repercutir decisão do STF. Ontem, ao final do dia, o STF decidiu que subsidiárias de estatais podem ser vendidas sem o aval do Congresso e sem a necessidade de licitação, dando força aos programas de desinvestimentos. Atualmente, há 134 estatais com 88 subsidiárias, de acordo com o Ministério da Economia. Destaque para a Petrobras e para as estatais do setor elétrico, que devem puxar os ganhos na Bolsa hoje. Em âmbito político, as atenções seguem voltadas a discussão em torno da previdência, com a divergência entre os estados e a pressão de servidores trazendo alguns ruídos no curtíssimo prazo. O presidente do Banco Central, participa de encontro do G-20 no Japão, mas não deve dar novos indícios a respeito dos juros, por ora. Na esfera econômica, destaque para a desaceleração maior do que esperada no IPCA de maio, que saiu dos 0,57% do mês anterior para 0,13% agora, muito por conta da deflação em alimentos. Pelo mesmo motivo, o IGP-DI também arrefeceu no período, para 0,40%.

 

Payroll pode colocar mais lenha na discussão dos juros. Hoje cedo saem os dados do mercado de trabalho americano e se o resultado for mais fraco que o esperado, como foi o caso do número da ADP de criação de vagas no setor privado, isso deve elevar as apostas do mercado de um corte de juros já na reunião de junho, daqui duas semanas. Hoje, o mercado aposta em 70% de chance de um corte de juros na reunião da última semana de julho e apenas 20% de chance de um corte agora em junho. O sinal da abertura em NY vai depender muito dos dados do payroll. Na Europa, a abertura é no azul, mesmo com os sinais bem negativos da Alemanha, que viu a produção industrial cair 1,9% em abril e o banco central cortar em quase um terço a projeção para o crescimento econômico desse ano, de 1,6% para 0,6%. A alta do DAX, de Frankfurt, no entanto, é mais tímida do que no resto da Europa. Na China, os mercados ficaram fechados por conta do feriado local do “Festival do Barco do Dragão”, um dos nomes mais legais para feriado.

 

             

 

Aliansce (ALSC3) e Sonae Sierra (SSBR3) apresentam termos da fusão. Os acionistas da Aliansce vão ficar com 67,9% da nova empresa. A relação de troca será de 0,787808369 ações da Sonae Sierra para cada ação da Aliansce. Os papéis SSBR3 fecharam o pregão de ontem a R$ 29,90, enquanto os papéis ALSC3 fecharam a R$ 21,50. 0,787808369 x R$ 29,90 corresponde a R$ 23,55, ou seja, 9,6% acima dos R$ 21,50 do fechamento dos papéis da Aliansce. Papéis devem fechar esse gap hoje, com tendência positiva para ALSC3 e negativa para SSBR3. As empresas estimam sinergias de R$ 55 milhões a R$ 70 milhões ao ano. Vale ressaltar que a fusão precisa ser aprovada em assembleia pelos acionistas das companhias e pelo CADE.

Venda de ativos da Petrobras (PETR4) é destravada. Com a decisão favorável do STF, a Petrobras vai seguir com a venda da TAG, com os US$ 8,6 bilhões devendo entrar no caixa da petroleira ainda neste segundo trimestre. O resultado traz segurança jurídica e, além do negócio de gás, também destrava a alienação de outros ativos, como a fábrica de fertilizantes, Araucária Nitrogenados. Ao todo a Petrobras conta com 36 subsidiárias. Os papéis da companhia devem responder de forma positiva.

Hapvida (HAPV3) compra mais um hospital. A companhia adquiriu o Hospital das Clínicas e Fraturas do Cariri, em Juazeiro do Norte, Ceará, pelo valor de R$ 16,5 milhões. O hospital possui 59 leitos de internação. Com a aquisição, a companhia visa ampliar o atendimento na região após a aquisição da carteira de clientes da Free Life, em outubro de 2018.

 



Bons negócios