Segunda-feira, 6 de maio de 2019

Bom dia,

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Projeções para a economia continuam se deteriorando. O Boletim Focus desta semana trouxe mais uma queda na projeção para o PIB desse ano, com expressiva redução de 1,70% para 1,49%. A expectativa para inflação de 2019 também mostrou piora, de 4,01% para 4,04%. Os outros indicadores permaneceram estáveis, assim como as projeções para 2020. Hoje ainda sairá o PMI composto e de serviços da Markit, às 10h00, além da continuidade da temporada de resultados corporativos. No campo político, nada de novo quanto ao andamento da reforma da previdência, no entanto, começa a campanha publicitária do governo a favor da proposta em rádio, televisão, jornais e internet.

 

Bolsas em queda após anúncio de Trump. O presidente americano vai elevar a tarifa de 10% para 25% sobre US$ 200 bilhões de produtos chineses a partir do dia 10 de maio e em breve, ainda sem data definida, mais US$ 325 bilhões em produtos chineses serão taxados, também em 25%. Trump citou que as negociações com a China estão caminhando muito lentamente, com os asiáticos tentando renegociar alguns pontos. A expectativa do mercado era que a reunião marcada para essa semana, em Washington, pudesse trazer boas novas, talvez até o anúncio de um acordo entre as partes, agora até mesmo a realização da reunião é colocada em dúvida pelo mercado. O Ministério das Relações Exteriores chinês afirmou nessa manhã que uma comitiva chinesa se prepara para viajar para os EUA e seguir com as negociações, mas sem maiores detalhes. O destaque negativo hoje na Ásia foi a Bolsa de Shenzhen com queda e mais de 7,5% no seu principal índice. Os índices europeus operam em queda e os futuros de NY também apontam para uma abertura no vermelho. Os indicadores divulgados mais cedo, com o PMI composto de abril da Alemanha e da zona do euro um pouco acima da prévia divulgada anteriormente e as vendas no varejo da zona do euro estáveis em março, contra a expectativa de leve retração, não são suficientes para amenizar as quedas nos mercados locais. Na Inglaterra, a Bolsa de Londres fica fechada nessa segunda.

 

              

 

Banco ABC (ABCB4) tem trimestre sem surpresas. A carteira do banco cresceu 1% na comparação com o 4T18, mas a margem financeira com clientes, que é o resultado gerado pela carteira de crédito do banco (antes da PDD) foi menor, muito por conta do menor nível de recuperação de crédito em relação ao trimestre. O resultado da tesouraria do banco acabou compensando esse efeito, com elevação de 19,5% na margem financeira com o mercado. A PDD ficou flat entre os dois períodos. Dessa forma, o lucro líquido recorrente do ABC apresentou variação de 0,2% entre os dois últimos trimestres, de R$ 121,4 milhões para R$ R$ 121,2 milhões. Não esperamos uma forte reação do mercado à divulgação, mas os papéis devem ficar pressionados no pregão de hoje por conta do cenário macro adverso, com as notícias sobre a guerra comercial entre EUA e China afetando os ativos de risco em todo o mundo.

Braskem (BRKM5) pode ser suspensa da NYSE.
Em meio a um imbróglio que se arrasta desde 2018, a companhia anunciou que "é possível" que não consiga arquivar o Formulário 20-F, referente ao exercício findo em 2017, até a próxima quinta-feira (16/05), prazo concedido pela Bolsa de Nova York. A Braskem ainda declarou que segue empreendendo todos os esforços e recursos necessários para a conclusão de análises adicionais sobre os seus processos e controles internos. De toda forma, sem a entrega do documento no prazo, que já foi estendido, a NYSE pode suspender a negociação das ADSs da companhia, além de dar início aos procedimentos para deslistagem dos papéis. Suas ações devem responder de forma negativa à novidade.
   
Energisa (ENGI11) realiza aquisição.
Foi adquirido 87% do capital social da Alsol Energias Renováveis S.A., empresa que fornece soluções para geração distribuída de energia renovável seja em empresas, residências ou propriedades rurais, de forma a atender demandas individuais e específicas. O valor do negócio é de R$ 11,7 milhões e sua conclusão depende de certas condições precedentes, tais como a aprovação do CADE. A novidade, entretanto, deve exercer influência apenas marginalmente positiva sobre os papéis da companhia
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