Quarta-feira, 5 de junho de 2019

Bom dia,

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Em dia de agenda econômica fraca, Congresso continua movimentando o mercado. O debate no Congresso será intenso no dia de hoje, com as votações do pedido de crédito suplementar para cumprir a Regra de Ouro e a proposta do Orçamento Impositivo. Mas essas votações entrarão na pauta, depois que os deputados e senadores decidirem sobre os 24 vetos presidenciais que têm preferência. Já no Supremo, a discussão quanto ao atual modelo para vendas de ativos de estatais, deve seguir acirrada e deixar o mercado muito tenso e volátil, principalmente no setor de petróleo. Já do lado econômico, o PMI composto sairá às 10h00, sem grande expectativa de melhora, já que os indicadores de serviços e da indústria vêm sofrendo quedas consecutivas a cada mês.

 

Fed segue no radar. Após um rally de alta iniciado pelas declarações do presidente da instituição, com um viés mais dovish, o mercado segue atento às sinalizações do banco central americano, com uma série de discursos de diretores do Fed e com o Livro Bege sendo divulgado no meio da tarde. Ontem, o Dow Jones teve o seu melhor dia em cinco meses, no segundo melhor pregão do ano. Além disso, também ajudam nessa quarta-feira os PMIs de serviços de maio. Após números mais pressionados da indústria, especialmente na Europa, os dados da atividade no setor de serviços, levantados mensalmente pela Markit, mostraram um cenário mais favorável. Os dados da zona do euro (destaque para Alemanha) vieram acima da leitura preliminar divulgada no meio do mês. Ainda assim, o cenário internacional segue bastante incerto no curto prazo, com as disputas de Trump com China e México, o Brexit, a crise política na Alemanha e o déficit italiano, para ficar nos principais tópicos. Hoje, o FMI revisou sua projeção para o crescimento global nesse ano. A Bolsa brasileira tem descolado bastante do que acontece lá fora. Isso fica claro quando olhamos para maio, onde houve uma debandada de capital estrangeiro da B3, os principais índices lá fora sofreram muito e ainda assim o índice da Bolsa paulista fechou o mês no azul. Ainda assim, a possibilidade de redução de juros nos EUA é muito bem vinda para nós e para todos os emergentes.

 

         

 

ANEEL barra negócio entre a Renova (RNEW11) e a AES Tietê (TIET11). A agência reguladora rejeitou o plano de transferência de controle de 20 centrais eólicas para a Tietê e revogou a autorização dos referidos empreendimentos, que compõem a fase B do complexo Alto Sertão III. Ao todo, esses empreendimentos, a serem implementados, somam 305 MW de capacidade instalada e foram vendidos a Tietê por R$ 90 milhões. A fase A do projeto, já em fase pré-operacional, que conta com 438 MW e foi vendida por R$ 350 milhões não foi afetada pela decisão. De toda forma, a ANEEL suspendeu temporariamente a participação da Renova em leilões de energia. A novidade deve pressionar os papéis da RNEW11 no curto prazo. No caso da Tietê, a influência deve ser pequena.

 



Bons negócios