Quinta-feira, 3 de outubro de 2019

Bom dia,

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Indicadores de atividade e Senado concentram atenções do mercado. Tensões continuam no dia de hoje, com indicadores de atividade saindo somente às 10h e com provável adiamento da votação em 2° turno da reforma da previdência. A desidratação da proposta em primeiro turno acaba levantando temores quanto à próxima votação, prevista para a próxima quinta-feira, dia 10. Mas não será fácil, e há grande chance de ser adiada, conforme sinalizações do próprio presidente do Senado, que vem articulando para garantir uma parcela maior aos Estados na partilha do bônus da cessão onerosa.

 
 

Recessão à vista? Os indicadores econômicos ficam em evidência hoje, com dados ainda mais fracos do que o já esperado na zona do euro. O PMI composto da região mostrou ampla estagnação da economia, com forte deterioração na indústria e arrefecimento no setor de serviços, ficando por um triz no campo que indica expansão da atividade (50,1 pontos). As vendas no varejo em agosto tiveram uma ligeira recuperação, com alta de 0,3%, mas houve deflação nos preços ao produtor, ambos em linha com as expectativas, nesse caso. Na Alemanha, o setor de serviços reportou o número mais baixo em três anos, o que pressiona os ativos nesta manhã. O índice alemão DAX registra queda de 2,8% enquanto escrevemos esse diário. No Reino Unido ainda há a pressão relacionada as incertezas com o Brexit. Nos Estados Unidos, os indicadores de atividade vão movimentar as apostas quanto à condução dos juros e ditar o rumo do mercado. Os PMIs saem pouco antes das 11 horas e o discurso de representantes do Fed também fica no radar. Os futuros de NY apontam para um dia negativo e na Ásia a liquidez segue reduzida com o feriado chinês.

 

               

 

Guidance da Vale (VALE3). Foi anunciada as projeções para os próximos trimestres e o consolidado de 2019. As despesas unitárias decorrentes da tragédia de Brumadinho devem ficar entre US$ 3,0 e US$ 4,0 por tonelada no 3T19, caindo para algo entre US$ 2,5 e US$ 3,5 /t no 4T19, contra o dispêndio de US$ 5,7 /t registrado no 2T19. O custo caixa do minério de ferro também deve cair gradualmente nos próximos balanços. Já para o EBITDA ajustado a estimativa é de algo entre US$ 10,8 bilhões a US$ 12,9 bi no ano, o que representa uma queda de cerca de 30% frente ao resultado de 2018, mas sinaliza uma melhora no segundo semestre, já que no acumulado dos seis primeiros meses a queda é de quase 69%. Ademais, a companhia estima que os desembolsos relacionados a Brumadinho fique entre US$ 3,6 bilhões e US$ 5,3 bi até 2022 (valores já provisionados). A redução nos números da Vale já era algo esperado pelo mercado, com a normalização gradual dos custos e despesas e uma série de provisões afetando o desempenho contábil em 2019. De toda forma, a situação financeira da mineradora continua sólida e o atual patamar do minério de ferro enseja boas perspectivas no médio prazo.

Fleury (FLRY3) adquire mais uma companhia. 
O valor da aquisição foi de R$ 111,9 milhões por 100% do Grupo Diagmax, que atua em serviços de diagnósticos por imagem e análises clínicas por meio de seis unidades de atendimento na região metropolitana de Recife. Com essa aquisição o Fleury expandirá a sua presença no estado, agora com 17 unidades. A conclusão do negócio está sujeita à aprovação do CADE.


 



Bons negócios