Segunda-feira, 1º de abril de 2019

Bom dia,

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Projeção para o PIB volta a cair. Boletim Focus desta semana trouxe mais uma revisão para baixo da projeção para o PIB desse ano e para 2020, saindo de 2,0% para 1,98% e de 2,78% para 2,75%, respectivamente. Os outros indicadores seguiram sem alterações. Outro índice que saiu na manhã de hoje foi o IPC-S que encerrou março com alta de 0,65%, vindo levemente acima da projeção de mercado. Hoje ainda sai a atividade industrial, medida pela Markit, às 10 horas, mantendo o mercado de olho no ritmo da recuperação da economia. No campo político, as atenções continuam na tramitação do texto da previdência, principalmente após a escolha do relator da proposta na CCJ, o deputado Delegado Marcelo Freitas, pertencente ao PSL.

 

Dados de atividade no radar. A Markit divulga hoje o PMI industrial de março das principais economias. Os dados da China animaram o mercado, com números acima do esperado, mostrando a primeira melhora desde novembro, com o indicador ficando acima dos 50 pontos, linha que divide a contração da expansão da atividade. Ainda na Ásia, o PMI industrial japonês mostrou recuperação, apesar de se manter abaixo dos 50 pontos. Já na Europa, os dados da Alemanha vieram ainda piores que a prévia divulgada há menos de duas semanas, que tinham pressionado bastante os mercados, puxando os dados consolidados da zona do euro também para baixo. Já no Reino Unido, o crescimento da atividade industrial ficou no maior nível em mais de um ano, com o índice em 55,1 pontos. Logo na abertura do pregão sai o dado da indústria brasileira e um pouco depois da americana, fechando a bateria de divulgações da Markit. Hoje também saiu o dado de emprego na Europa, que ficou estável na comparação mensal e a inflação do bloco, que desacelerou para 1,4% e se excluirmos os preços de energia, mais voláteis, o índice ficaria em 1,0%, bem abaixo da meta do BCE, o que pode levar o mercado a aumentar as apostas de que o banco pode anunciar medidas de estímulo, voltando a adotar um viés mais expansionista. Logo mais também saem as vendas de fevereiro no varejo americano, que foram muito ruins em dezembro, mas se recuperaram em janeiro. Viés das Bolsas lá fora é bem positivo, com os dados da China animando os investidores, preocupados com a pujança da atividade no gigante asiático. Os dados europeus, bem mais negativos, já eram em parte esperados, por conta das prévias divulgadas anteriormente, e a inflação cadente abre espaço para medidas expansionistas por lá.

 

              

 

Resultado e dividendos da Alupar (ALUP11). Como esperado, a companhia apresentou números modestos neste 4T18 frente ao mesmo período de 2017, sobretudo em razão do impacto da queda de 50% na receita anual permitida de dois empreendimentos, conforme contrato de concessão. Além disso, uma mudança na forma de reconhecer as liminares que protegem pequenas centrais hidrelétricas do déficit hídrico e a estratégia de alocação de energia da usina hidrelétrica Ferreira Gomes pesaram neste trimestre. Assim, o EBITDA regulatório foi quase 20% inferior ao de um ano atrás, com recuo de 9,9 p.p. na margem. Junto ao balanço, a companhia propôs a distribuição de proventos no valor de R$ 0,45 por unit, com data ex em 30 de abril e pagamento até o final do ano. O yield é de 2%.

Aquisições puxam resultado da Equatorial (EQTL3). O bom desempenho da companhia neste 4T18 se deve principalmente a consolidação da Intensa, da Cepisa e da mudança na forma de contabilização do segmento de transmissão. Excluindo tais efeitos o EBITDA teria avançado 9% em um ano, contra a alta de quase 26% registrada. O volume de vendas seguiu em queda, com a menor demanda na classe residencial e a nova política integrada de combate às perdas e arrecadação. Houve bom controle de custos, mas a despesa financeira aumentou, com a dívida líquida da companhia mais do que dobrando no período. A alavancagem saiu de 1,8x o EBITDA em 2017 para 3,3x agora. A Equatorial também propôs a distribuição de dividendos, no valor de R$ 0,95 por ação. Os papéis devem ficar ex em 1° de maio e o pagamento deve ser realizado até o final de 2019. O yield nesse caso é de 1,2%.

Dividendo da JHSF (JHSF3) e da Log (LOGG3). A JHSF vai pagar R$ 0,1164 por ação aos acionistas posicionados ao final do dia 3 de abril, com os papéis ficando ex no dia 4, nessa quinta-feira. Yield da operação é de 4,75% e o pagamento será no dia 11 ainda nesse mês. Já a Log paga R$ 0,1492 por ação com os papéis ficando ex no dia 1º de junho. Pagamento no dia 12 do mesmo mês. Yield de 0,87%.

Dividendos da MAHLE Metal Leve (LEVE3). A companhia propôs a distribuição de dividendos adicionais no montante de R$ 1,4981 por ação, o equivalente a um yield de 6,2%. A data ex e de pagamento devem ser definidas em AGO marcada para o próximo dia 30 de abril.

JCP do Santander (SANB11) e da Movida (MOVI3). O banco vai pagar R$ 1 bilhão em JCP para os investidores que estiverem com o papel ao final do pregão dessa sexta. As ações voltam do fim de semana ex-JCP. O valor por unit é de R$ 0,2277, já líquido de IR, o que equivale a um yield de 0,5%. Pagamento em 29 de abril. Já a locadora de automóveis vai pagar R$ 0,0647 por ação, yield de 0,6%, para os acionistas posicionados ao final do dia 28 de junho, último pregão do primeiro semestre. Pagamento será logo depois, no dia 5 de julho.

Hypera (HYPE3) distribuirá proventos. O valor líquido do JCP é de R$ 0,1941 por ação, com a data ex-JCP no dia 12 desse mês, mas o pagamento ocorrerá somente no final de janeiro de 2020. O yield desta operação é de 0,75%.

Guararapes (GUAR3) propõe desdobramento de ações. Cada ação da companhia será dividida em oito após o processo. A companhia realizará asssembleia no dia 30 deste mês às 10h00 e passará maiores informações quanto à proposta após isso. Segundo a Guararapes, o desdobramento visa aumentar a liquidez de suas ações.

 

 

Bons negócios.