Segunda-feira, 8 de julho de 2019

Bom dia,

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Mercado continua pessimista com o crescimento desse ano, mas otimista com a previdência. O Boletim Focus desta semana trouxe nova queda na projeção para o PIB desse ano, saindo de 0,85% para 0,82%. Para 2020, a projeção se manteve. Já a mediana das projeções para a inflação desse ano teve ligeiro aumento, mas nada que preocupe. Para 2020, a dinâmica foi inversa, com a inflação projetada apresentando uma leve redução de 4% para 3,98%. Os outros indicadores e a expectativa para a Selic vieram sem alterações. Já os indicadores divulgados nessa segunda-feira mostraram certa elevação se comparado aos resultados anteriores, mas ficaram abaixo das expectativas de mercado. O IPC-S sobe 0,05% na primeira semana de julho e o IGP-DI subiu 0,63% em junho. Enquanto isso, no campo político, essa semana será decisiva para a pretensão do governo e de lideranças da Câmara de votar a reforma antes do recesso parlamentar, com o início das discussões na casa programado para amanhã.

 

Dia de Bolsas pressionadas lá fora. Além do payroll mostrar um mercado de trabalho forte nos EUA, na sexta-feira, o que pressionou as Bolsas asiáticas no pregão de hoje, dados da produção industrial alemã de maio mostram um quadro bem complicado, com pequena recuperação de 0,3% na comparação com abril, mas uma queda de 3,7% na comparação com maio do ano passado. Um dos membros do BCE deu uma entrevista à americana CNBC dizendo que bancos centrais não fazem milagres e que os líderes políticos dos principais países tem que agir no sentido de reduzir os riscos para a economia mundial. As Bolsas europeias também operam no vermelho. Na abertura, o banco alemão Deutsche Bank até abriu em forte alta, após anunciar um grande plano de reestruturação, o que deixou o índice da Bolsa local no azul por algum tempo, mas os papéis já operam em queda de quase 3%, com os mercados repercutindo especialmente os custos esperados para essa reestruturação. Nos EUA, os futuros também apontam para uma abertura pressionada. Segundo o CME FedWatch Tool, o mercado ainda precifica 100% de chance de um corte nos juros na próxima reunião, mas há uma semana, era 80% de chance de um corte de 0,25 p.p. e 20% de chance de um corte de 0,5 p.p.. Hoje, a proporção está 96%/4%.

 

             

 

Gol (GOLL4) divulga guidance do resultado do 2T19. Destaque para o forte crescimento esperado para a receita na comparação com o 2T18, o que já era esperado, tendo em vista a greve dos caminhoneiros naquele trimestre e os problemas enfrentados pela Avianca nesse ano. Com a demanda evoluindo bem acima da oferta de assentos, a cia conseguiu melhorar sua taxa de ocupação o que tem um efeito positivo nas margens que deve compensar o efeito da depreciação do real entre os períodos.
   
BR Properties (BRPR3) vende imóvel no Rio. A companhia tinha anunciado em janeiro um acordo para a venda de três empreendimentos para um fundo imobiliário por R$ 395 milhões. O acordo original previa a venda do Edifício Alphaville, em Barueri, do Edifício Águas Claras, em Nova Lima-MG, e do Edifício Barra da Tijuca, no Rio. Hoje, a companhia informou que apenas 70% do Edifício Barra da Tijuca foi efetivamente vendido, por R$ 184,8 milhões. O fundo ainda se comprometeu a comprar os 30% restantes após uma emissão de cotas. A venda dos edifícios Alphaville e Águas Claras, no entanto, acabou não ocorrendo.

Parada programada afeta produção da Enauta (ENAT3). A produção média diária de gás no Campo de Manati foi de 2,8 milhões de m³ no segundo trimestre, montante 15% inferior ao registrado no 1T19 e 43% menor frente ao mesmo período de 2018. O guidance da companhia, revisado em maio, aponta para uma produção média diária entre 3,8 e 4,1 milhões de m³. Já no Campo de Atlanta, em fase de desenvolvimento, a produção de óleo aumentou para 12,8 mil barris por dia, avanço de quase 30% em um ano e de 4% em três meses, com a entrada em operação do terceiro poço. De toda forma, a divulgação não deve exercer influência relevante sobre os papéis da Enauta ao longo do dia.
   
Aumento de capital da AES Tietê (TIET11). Foi realizado o aumento de capital, através da subscrição de reserva de ágio, no valor de R$ 57,9 milhões. Com isso, foram emitidas 11 milhões de ações preferenciais e 17 milhões de ações ordinárias, o equivalente a um aumento de 0,6% na quantidade total de ações. Todas as ações foram revertidas à controladora, AES Holdings Brasil, conforme resultado da reestruturação acionária, realizada em 2015. O aumento, contudo, não tira do radar a possibilidade de uma oferta primária de ações mais adiante, tendo em vista que traz impacto insignificante para a situação financeira da companhia. No 1T19, a dívida liquida da elétrica chegou a R$ 3 bilhões, devido à aquisição de parques eólicos.


 

       


 Bons negócios