Sexta-feira, 5 de julho de 2019

Bom dia,

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Sem indicadores, o mercado repercute andamento da reforma. Ontem, o mercado respondeu à aprovação do texto base da reforma na comissão especial da Câmara, que impulsionou o Ibovespa para a sua máxima histórica, mesmo em dia de feriado nos EUA. A votação dos destaques só acabou tarde da noite, sem impacto muito relevante na economia esperada. Agora a PEC segue para ser apreciada no plenário da casa. Mesmo com o prazo bastante apertado, já que o recesso começa no dia 18, o presidente da Câmara continua otimista, anunciando que os trabalhos começam na próxima terça, para tentar a aprovação antes das férias dos parlamentares.

 

Mercado aguarda payroll. O relatório de emprego americano é o dono das atenções do mercado na abertura. Expectativa é de uma criação de mais de 160 mil vagas, bem acima do patamar observado no mês passado. O impacto deve ser positivo nas Bolsas se o número vier aquém do esperado, pois isso vai reforçar a visão de um corte de juros na próxima reunião do FOMC no final desse mês, já largamente esperado pelo mercado. As Bolsas na Ásia ficaram próximas da estabilidade, enquanto as Bolsas europeias ficam mais pressionadas, com dados fracos da indústria alemã, com os novos pedidos caindo 2,2% na comparação mensal e 8,6% na anual.

 

           

 

Crise da Avianca turbina dados da Gol (GOLL4) e da Azul (AZUL4). As duas cias aéreas listadas divulgaram os dados operacionais de junho e fecharam o mês com forte crescimento de demanda, fruto do ambiente competitivo menos acirrado com todos os problemas enfrentados pela Avianca. Na Gol, o destaque foi o forte crescimento em voos internacionais, enquanto na Azul, foi a alta de 28,7% na demanda doméstica. A taxa de ocupação total das duas aéreas deu um grande salto, de 5,4 p.p. no caso da Gol e de 4,8 p.p. no da Azul. Já vemos essa melhora precificada, por isso, não esperamos um grande impacto nos papéis das companhias.

Venda da Liquigás, da Petro (PETR4), está próxima. Segundo matéria do Valor Econômico, a companhia já recebeu e selecionou propostas, não vinculantes, para venda da Liquigás. Agora, a expectativa é que até o início de agosto sejam feitas propostas vinculantes. Entre os potenciais interessados, ainda de acordo com o Valor, estão as gestoras de private equity GP, Mubadala e Advent, além de empresas de participação, como a Itaúsa (ITSA4), que se associou a Copagaz. A Ultragaz, do grupo Ultra (UGPA3), que não pôde comprar o ativo em 2018 devido à concentração de mercado, deve participar, dessa vez em consórcio, com participação máxima de 1/3. O preço de referência é de no mínimo R$ 2,1 bilhões e no máximo R$ 2,8 bi. A Petrobras não confirmou as informações, mas, de toda forma, os papéis devem reagir de forma positiva à novidade.

Copasa (CSMG3) sob novo comando. O conselho de administração da  companhia destituiu todos os membros da diretoria executiva e elegeu novos nomes, com destaque para a mudança do diretor-presidente, agora, Carlos Eduardo Tavares de Castro, em substituição à Sinara Meireles, que ocupou o cargo desde 2015. O novo CEO atuava como diretor da empresa Saneamento Ambiental Águas do Brasil (SAAB), desde janeiro de 2012. Para vice-presidência foi eleito Carlos Augusto Botrel Berto, que vai acumular interinamente a diretoria financeira e de relações com investidores.

Dividendos da Cyrela (CYRE3). A incorporadora vai pagar R$ 0,78 por ação aos acionistas posicionados ao final do dia 10 de julho, próxima quarta. Na quinta, os papéis já acordam ex. Pagamento será no dia 31 desse mês ainda. Bom yield de 3,47%.


 

       


 Bons negócios