Segunda-feira, 1° de julho de 2019

Bom dia,

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Mercado reforça as apostas na queda dos juros. A perspectiva de mercado para a taxa de juros no final desse ano saiu de 5,75% para 5,50%, depois de se manter inalterada há duas semanas. Para 2020, a mediana das projeções para Selic segue em queda, saindo de 6,50% para 6,0%. A inflação projetada teve ligeira queda, saindo de 3,82% para 3,80% em 2019. A expectativa para o PIB também veio menor, agora estimado em 0,85% ante 0,87% para esse ano, já para 2020 segue sem modificações. Já os indicadores divulgados nessa segunda-feira vieram melhores, com IPC-S encerrando junho em queda de 0,02% e o indicador de confiança empresarial subindo 0,6 ponto em junho, para 92,6, mostrando certa estabilidade depois de várias quedas. Enquanto isso, no campo político, as atenções continuam voltadas à comissão especial da Câmara, que pode votar esta semana o parecer do relator da reforma da Previdência.

 

Julho começa positivo lá fora. Os principais índices de ações americanos tiveram valorizações muito fortes em junho, na esteira da visão do mercado que os bancos centrais das principais economias do mundo devem lançar mão de medidas expansionistas nos próximos meses para conter a desaceleração na atividade. O Dow teve o melhor mês desde 1938 e o S&P 500 desde 1955. Uma questão continuava sem grandes avanços e a reunião dos presidentes americano e chinês no G-20 começou a mudar esse quadro, apesar de ainda estarmos distantes de um acordo. O novo “cessar-fogo” na guerra comercial entre as duas potências impulsionou os índices na Ásia, na Europa e os futuros americanos apontam para uma abertura também no azul. As ações das empresas de tecnologia têm as maiores altas, com a decisão de Trump de permitir novamente que empresas americanas façam negócios com a Huawei. O petróleo também avança nessa segunda, com a notícia de que a Rússia e os membros da OPEP devem estender o acordo para cortes na produção. As ações ligadas à commodity respondem positivamente nessa segunda. A Markit divulgou hoje os PMIs industriais de junho, com a atividade se retraindo no Japão, na China, no Reino Unido e na zona do euro. Os dados mais pressionados, no entanto, já eram esperados e devem apenas reforçar a visão do mercado de uma posição mais dovish dos bancos centrais nas próximas reuniões de política monetária.

 

            

 

Reajuste da Copasa (CSMG3). A agência reguladora de Minas Gerais, ARSAE, autorizou o reajuste tarifário médio de 8,38% nas tarifas da Copasa. O aumento deve ser aplicado no início de agosto. Os papéis CSMG3 devem responder de forma positiva à novidade.
   
Petrobras (PETR4) anuncia plano de desinvestimento em refinarias.
Agora, a petroleira anunciou quais ativos serão colocados a venda e já deu início ao processo de venda de 4 das 8 refinarias. O desinvestimento corresponde a cerca de 50% da capacidade de refino do país, totalizando 1,1 milhão de barris por dia de petróleo processado. A Refinaria Abreu e Lima (RNEST), envolvida nas investigações da Lava Jato, consta na lista. Os ativos de logística integrados às refinarias também serão integralmente vendidos. Ainda que a venda já fosse esperada, os detalhes anunciados e o início do processo devem dar algum fôlego para os papéis da companhia hoje.

Entrada em operação de ativo da Engie (EGIE3).
A ANEEL autorizou o início da operação comercial da usina termelétrica Pampa Sul, a base de carvão mineral. O empreendimento possui 345 MW de capacidade instalada, o que representa uma alta de cerca de 4% frente à capacidade em operação da Engie ao final do primeiro trimestre. Toda a energia do ativo já está comercializada, pelo prazo de 25 anos, ao preço de R$ 245,9 MWh. Cabe lembrar, entretanto, que a companhia em breve irá retomar o processo de venda desse ativo, conforme reiterado pelo diretor-presidente, Eduardo Sattamini, em razão das "diretrizes estratégicas de descarbonização" adotadas nos últimos anos. De toda forma, o início de operação deve trazer impacto positivo para os números da companhia a partir do terceiro trimestre. Suas ações devem reagir de forma marginalmente positiva à novidade.

CADE aprovou a fusão de Sonae Sierra (SSBR3) e Aliansce (ALSC3).
A aprovação se deu sem restrições. A data para a consumação da fusão das empresas, com troca de ações, ainda será anunciada. Lembramos que a relação de troca será de 0,787808369 ação da Sonae Sierra para cada ação da Aliansce.

Lançamento da Eztec (EZTC3).
A companhia anunciou na sexta o lançamento do Artis Jardim Prudência, empreendimento de médio padrão, 100% da participação da Eztec, com uma torre de 92 unidades com VGV de R$ 48,8 milhões. Com isso, a construtora fechou o primeiro semestre do ano com R$ 707,4 milhões. Isso representa 70% do piso e 47% do teto do guidance para 2019. Consideramos positivo o volume de lançamento do 1S19. Vamos acompanhar na prévia que deve ser divulgada nas próximas semanas como anda a velocidade de vendas desses lançamentos e também do estoque da companhia. Seguimos recomendando os papéis da Eztec para investidores com perfil mais conservador.

Totvs (TOTS3) fecha nova parceria.
A companhia vai adicionar um novo produto a sua prateleira em parceria com a espanhola Moddo. O TOTVS OMS by Moddo é uma plataforma de gestão de pedidos. A companhia não deu mais detalhes da parceria, dessa forma, esperamos reação apenas marginalmente positiva do mercado.

JCP de Santander (SANB11) e Movida (MOVI3).
Os detentores de units do banco irão receber o valor já líquido de R$ 0,2278 por unit, desde que estejam posicionados ao final dessa sexta, dia 5. Mesmo com o feriado na terça, a Bolsa abre na segunda, que é quando os papéis ficam ex, dia 8 de julho. Yield é de 0,5% e o pagamento será no último dia desse mês. Já os acionistas de Movida vão ter que aguardar um pouco mais. Os R$ 0,0647 por ação, valor também líquido de IR, serão pagos para os acionistas posicionados ao final do pregão do dia 27 de setembro. Como é uma sexta, papéis ficam ex na volta do final de semana, no dia 30 de setembro. O pagamento será no dia 10 de outubro e o yield é de 0,4%
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Bons negócios