Quarta-feira, 31 de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Agenda fraca em dia de Copom. No mercado doméstico, destaque para a reunião do Copom que não deve trazer nenhuma supresa com a manutenção da taxa de juros em 6,5%. Com isso, o mercado aguarda uma sinalização da autoridade quanto a tocada da política monetária após a definição eleitoral.

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Inflação avança na Europa. Os preços ao consumidor subiram na zona do euro, registrando alta anual de 2,2% na prévia de outubro, sobretudo por conta da alta em energia. O núcleo, que exclui os itens mais voláteis como energia e alimentos, teve alta de 1,1%, acima dos 0,9% da leitura anterior e da expectativa do mercado. Já a taxa de desemprego ficou estável em 8,1% em setembro, ainda com uma grande discrepância entre países. Na Grécia, por exemplo, a taxa é de 19% e na Alemanha de apenas 3,4%.

Atividade desacelera na China. O arrefecimento foi mais forte do que o esperado nessa divulgação, com o PMI composto caindo para 50,2 pontos em outubro, o menor patamar em 28 meses, afetado não só pelo menor dinamismo interno, mas também pela queda em novas encomendas de exportação. O setor de serviços também decepcionou ao recuar de 54,9 para 53,9 esse mês. Esse resultado deixa o mercado ainda mais atento aos efeitos da guerra comercial entre Washington e Pequim, além de gerar expectativa de novas medidas de estímulo por parte do governo chinês.

Agenda americana. Destaque para os dados da processadora de folhas de pagamento ADP sobre o emprego no setor privado em outubro com a criação de 227 mil vagas, próximo do resultado do mês anterior e bem acima da expectativa média de mercado que era de algo em torno de 190 mil novos empregos. Os dados devem animar ainda mais os investidores, sendo que os futuros americanos já apontavam para uma abertura em alta após resultados positivos da GM e do Facebook.

Bolsas se valorizam lá fora. O dia é de ganhos significativos na Europa e na Ásia, com os investidores ignorando os dados de atividade mais fracos e aproveitando as perdas acumuladas em outubro para fazer posição, na espera da divulgação de novos estímulos econômicos por parte da China. A divulgação de balanços corporativos nos EUA, com destaque para o forte crescimento dos lucros do Facebook, também traz ânimo aos investidores nesta quarta-feira.

 


Santander (SANB11) tem trimestre saudável. Assim como aconteceu com o Itaú, o Santander viu os spreads se comprimirem nesse trimestre e as receitas com prestação de serviços e tarifas bancárias retraindo. Esses efeitos foram compensados pela contínua elevação da carteira de crédito do banco que foi de 3,4% em apenas três meses. O crescimento veio basicamente das carteiras PF, sendo que a carteira de grandes empresas apresentou retração nesses meses. O índice de eficiência do banco se manteve em um patamar saudável abaixo de 40% e a inadimplência ficou estável na comparação com o 2T18. O bottom line disso tudo foi 2,8% superior ao reportado no trimestre imediatamente anterior, o que manteve o ROE do banco em 19,5%.

Eixo suspenso também afeta resultado da Ecorodovias (ECOR3). A companhia, assim como a CCR, sofreu com a decisão, pós-greve dos caminhoneiros dos governos estaduais que ainda permitiam a cobrança do eixo suspenso, de proibi-la. Vale sempre destacar que a perda de receita incorrida nesse e nos próximos trimestres terão de ser reparadas pelo poder concedente de alguma forma. Assim, operacionalmente o resultado da Ecorodovias não trouxe grandes surpresas. O lucro veio mais pressionado por conta do resultado financeiro. A dívida líquida da empresa teve um aumento de 10,3% em um ano por conta dos investimentos e aquisições. A companhia ainda anunciou o pagamento de dividendos no valor total de R$ 0,3493 por ação para os acionistas posicionados ao final do pregão do dia 5 de novembro. Ou seja, papéis ficam ex na terça que vem. O yield é de 3,6% e o pagamento será em 16 de novembro.

Bom resultado da Smiles (SMLS3). A companhia entregou um sólido resultado nesse trimestre com bom avanço tanto no acúmulo quanto no resgate de milhas, o que levou a uma expansão de 21,1% na receita líquida na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior. As margens seguiram saudáveis. O bom resultado é importante já que pode fortalecer a posição dos minoritários da companhia nas negociações com a Gol para a incorporação que será realizada pelo controlador. Vale lembrar que não há relação de troca definida.

Resultado pressionado da Cielo (CIEL3). A principal divisão da companhia apresentou retração de 9,5% na receita líquida na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, fruto do ambiente competitivo muito complicado no segmento de adquirência, tendência que deve se acentuar. Além disso, a Cielo precisou investir mais em campanhas de marketing e ações comerciais, o que pressionou ainda mais as margens da empresa. Seguimos não recomendando exposição aos papéis da companhia.

RD (RADL3) reportou fraco desempenho. A companhia reportou aumento de 9,9% em sua receita líquida, refletindo o crescimento em todas as categorias de vendas, com medicamentos que não precisam de prescrição subindo 12,9%, produtos de higiene e beleza com alta de 10,4%, medicamento de marca aumentando 7,2% no trimestre e os genéricos crescendo 6,0% em receita. As vendas mesmas lojas cresceram apenas 0,8% e as lojas maduras acabaram apresentando contração de 3,2%, impactadas pelos menores preços e mudança de mix. As lojas abertas no ano, bem como aquelas em processo de abertura, além do investimento no fechamento das Farmasil geraram uma redução no EBITDA e acabaram comprimindo a margem. O lucro líquido do período veio 3,9% menor se comparado ao 3T17. Para os próximos períodos a companhia mantém o seu guidance de abertura de 240 lojas para os próximos dois anos. Acreditamos que suas ações não devam apresentar desempenho positivo no pregão de hoje, haja vista que mesmo tendo apresentando elevação em sua receita líquida, a queda de margem e a perspectivas da continuidade dessa compressão (por conta das aberturas de lojas e o fechamento das Farmasil), são fatores que tendem a pressionar o desempenho de suas ações. 

Arezzo (ARZZ3) tem bom desempenho. A companhia reportou bom desempenho, em linha com o esperado. A receita líquida aumentou 10,7% em relação ao 3T17. Dentre os principais fatores que resultaram nesse crescimento, destacam-se o canal web commerce que cresceu 23,3%, a marca Anacapri elevando sua receita em 45,8%. O EBITDA aumentou 8,1% no 3T18, com leve perda de 0,4 p.p. na margem em relação ao 3T17. A piora na margem reflete as maiores despesas operacionais, principalmente pelas operações nos EUA. O lucro líquido do período ficou 6,6% superior em relação ao 3T17. Com os números dentro do esperado, a divulgação deve exercer influência apenas marginalmente positiva sobre os papéis da companhia hoje.

Eletropaulo (ELPL3) tem resultado mais fraco. O aumento dos custos com compra de energia e outras despesas operacionais, relacionadas a questões como assessoria jurídica e desativação de bens, pressionou o EBITDA, que caiu quase 10% em um ano, e a margem desse trimestre. Além disso, a companhia emitiu novas dívidas, aumentando a despesa financeira neste trimestre. Com isso, o lucro líquido saiu dos R$ 57,6 milhões registrados há doze meses para apenas R$ 2,8 milhões agora. Do lado positivo, destaque para a melhora nos indicadores de  duração e frequência das interrupções no fornecimento (DEC e FEC), que voltaram a ficar dentro dos limites estabelecidos pela ANEEL. Junto aos resultados, o conselho de administração da elétrica elegeu o  Sr. Max Xavier Lins para assumir o cargo de diretor presidente, no lugar do Sr. Charles Lenzi. Contudo, suas ações devem responder de forma negativa ao balanço deste trimestre.

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