Sexta-Feira, 31 de março de 2017

 
 

Bom dia,


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Confiança do Comércio apresenta a sua 4º alta consecutiva. O Índice de Confiança do Comércio - ICOM apresentou alta de 3,1 pontos em março, ao passar de 82,5 para 85,6 pontos, segundo dados da FGV. As consecutivas altas da confiança do comércio começam a mostrar recuperação gradual do consumo, parte por conta da liberação de recursos do FGTS e a maioria pelas perspectivas da continuidade da redução da taxa de juros. O Índice de Expectativas avançou 4,1 pontos, atingindo 95,6 pontos, enquanto o Índice de Situação Atual subiu 1,8 ponto, alcançando 76,1 pontos. No resultado do 1º trimestre, o ICOM veio com alta de 3,6 pontos acima do trimestre imediatamente anterior, a segunda maior alta da série nesta base de comparação.

O ICS veio positivo no mês de março. O Índice de Confiança de Serviços apresentou alta de 4,4 pontos em março, para 85,3 pontos, segundo dados da FGV. O Índice de Situação Atual subiu 0,9 ponto, para 74,4 pontos, devolvendo a queda de 0,8 ponto de fevereiro. Já o Índice de Expectativas, avançou 7,9 pontos, para 96,4 pontos, o maior nível desde março de 2014. Este aumento do ICS reflete basicamente a melhor expectativa quanto aos próximos meses, pois as companhias continuam bem mais conservadoras quando olham a situação atual, mostrando que a retomada será mais moderada.

IBC-BR encolhe. O índice de atividade econômica, divulgado pelo Banco Central, encolheu 0,26%, no mês de janeiro. Já no comparativo anual a queda ficou em 2,53% e nos dozes meses de 4,40%. Mesmo apresentando queda o número divulgado pelo Bacen superou as estimativas de mercado que apontavam para uma redução de 0,5%.
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Agenda carregada nos EUA, com destaque para o PCE. Logo pela manhã, ainda antes da abertura por aqui, saem os dados que o departamento de análise econômica do departamento de comércio americano que abrangem renda e gastos das famílias, além do deflator PCE, o índice de preços de bens de consumo e serviços, tudo de fevereiro. Vale sempre lembrar que o núcleo do PCE é o indicador de inflação que o FED mais avalia nas tomadas de decisão sobre política monetária. A expectativa é que o índice mostre leve arrefecimento na comparação mensal, o que deve reforçar as apostas, já bem consolidadas no mercado, de um FED gradualista. Logo depois da abertura, sai o PMI de Chicago de março, que também deve apresentar leve desaceleração. No final da manhã, sai o índice de confiança do consumidor da Universidade do Michigan de março, que não deve sofrer alterações na comparação com fevereiro, e no mesmo horário, tem discurso do presidente do FED de Minneapolis, membro do FOMC em 2017, o único, aliás, que votou pela manutenção dos juros na última reunião. À tarde, apenas um indicador, o de perfuração de poços de petróleo, da Baker Hughes, que pode ajudar a ditar o movimento da commodity.

PIB do Reuno Unido é puxado por consumo, investimentos caem. Os dados revisados do Escritório Nacional de Estatísticas confirmaram a evolução de 0,7% do PIB britânico, sobre o 3T16, que havia sido apontada na segunda revisão do índice. A evolução frente o trimestre anterior se deu muito por conta de um consumo bastante pujante nesse final de ano. Porém, ao olharmos para os dados de investimentos, notamos queda de 0,9% na comparação trimestral, primeiros sinais de impacto do Brexit.

Inflação desacelera na Zona do Euro. O índice de preços ao consumidor (CPI) da zona do euro arrefeceu em março, registrando alta de 1,5% frente ao avanço de 2,0% registrado em fevereiro e a estimativa de 1,8%. Essa desaceleração foi disseminada entre a maioria dos itens que compõem o índice, com destaque para a menor variação nos preços de energia. Todavia, ainda que aquém do esperado, essa divulgação deve trazer pouca influência para o mercado bursátil hoje.

Taxa de desemprego atinge menor nível da história na Alemanha. Ao contrário do que é observado nos outros países do bloco, na Alemanha o mercado de trabalho segue aquecido, com a taxa de desemprego de março ficando no menor nível da série histórica, ao cair para 5,8% frente a taxa de 5,9% registrada em fevereiro. A queda de 30 mil no número de pedidos de auxílio desemprego também surpreendeu positivamente. Mas, como no caso do índice de inflação na zona do euro, esse dado mais positivo também não deve trazer grande impacto para a bolsa paulista.

PMI da China vem um pouco melhor do esperado.
O PMI industrial do gigante asiático subiu para 51,8 pontos em março, ante os 51,6 registrados em fevereiro superando as expectativas, com aumento no volume de encomendas do mercado externo e interno. Já o PMI oficial de serviços avançou para 55,1 pontos neste mês, vindo de 54,2 pontos, atingindo o melhor resultado desde maio de 2014. Todavia, mesmo com esses indicadores vindo melhor do que o esperado, o mercado segue cético com relação a sustentabilidade desse crescimento mais robusto no médio prazo.

Bolsas mais pressionadas nessa sexta-feira.
Pela manhã, as Bolsas da Ásia fecharam majoritariamente no campo negativo, com exceção do índice Bolsa de Shanghai que avançou, se recuperando da queda dos últimos dias. Na Europa, o arrefecimento da inflação na zona do euro e a queda nos investimentos no Reino Unido têm pressionado as principais bolsas, com destaque para a queda no FTSE de Londres. Na Alemanha, com dados mais positivos, a Bolsa opera estável. Já os índices futuros no mercado norte-americano operam sem direção definida, à espera do PCE de logo mais e dos demais indicadores ao longo do dia.

 
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Paranapanema (PMAM3) apresenta fraco resultado e busca renegociação de dívida. O fraco dinamismo da indústria doméstica continuou pressionando as vendas de cobre, enquanto que a menor disponibilidade de crédito e a necessidade de preservar caixa fez com que a companhia reduzisse a produção ao longo do ano. As exportações, que tradicionalmente tem margens menores frente as do mercado interno, tiveram sua rentabilidade ainda mais pressionada pela apreciação do real no período. Não obstante, o aumento no volume de provisões e baixa em projetos, não recorrente, impactou o resultado final deste 4T16, onde o prejuízo mais do que dobrou na comparação com o 4T15. Outro ponto de atenção é seu endividamento, com o índice dívida líquida / EBITDA ajustado saltando de 3,65x registrado no trimestre anterior para 5,01x no último trimestre de 2016. A companhia ainda anunciou que segue negociando o reperfilamento de sua dívida, enquanto permanece sob os efeitos do acordo em que os credores se comprometem em não cobrar nem vencer antecipadamente suas dívidas. Logo, essa delicada situação financeira e o fraco resultado operacional reportado devem pressionar os papéis da Paranapanema no curtíssimo prazo.

Cemig (CMIG4) posterga divulgação dos resultados. A elétrica anunciou a postergação da divulgação de seus resultados, que deveriam ser divulgados hoje, para a próxima sexta-feira (07/04), bem como adiou a assembleia geral ordinária para o dia 08/05. No comunicado, a única explicação dada para esse adiamento é a não conclusão das demonstrações financeiras auditadas. Trata-se de mais uma notícia que deve pesar sobre os papéis da estatal, que já teve uma semana conturbada, após a perda de duas liminares na justiça.

Segundo jornal Valor Econômico, o governo federal pretende intervir na Oi (OIBR4). Em reportagem de hoje, o jornal informa que está no Planalto uma medida provisória (MP) em reta final de elaboração para resolver a crise da operadora, prevendo-se a possibilidade de intervenção de até três anos por meio da Anatel que terá plenos poderes sobre as operações da empresa e também a prerrogativa exclusiva de convocar a assembleia geral nos casos em que julgar conveniente. Além disso, o mandato dos administradores (diretoria e conselho de administração) e do conselho fiscal poderá ser suspenso por determinação do poder concedente. O veículo de imprensa declara que teve acesso à minuta dessa MP que deverá ser publicada nos próximos dias, com perspectiva de sair na próxima semana, a aguardar apenas alguns ajustes no texto oficial. No entanto, essa intervenção regulatória não seria imediata, nem tão pouco obrigatória logo após a aprovação da MP. Os jornalistas responsáveis pela matéria esclarecem que a MP servirá como um último voto de confiança nos atuais acionistas para que entrem em acordo com os credores. O plano de recuperação recém aprovado pelo conselho da Oi e protocolado na Justiça do Rio de Janeiro, que conduz o processo de recuperação judicial, foi mal visto pelo governo federal. Intervir ou não na Oi dependerá essencialmente, conforme afirmaram assessores presidenciais ao Valor, da capacidade de resposta dos acionistas em oferecer um plano crível de recuperação e costurar acordo com os credores. Em nossa visão, os ativos OIBR4 deverão reagir positivamente no pregão de hoje em virtude dessa nova possibilidade de "socorro em última instância" que viria do governo federal, mas em meio à inúmeras incertezas que cercam a operadora, a volatilidade nos seus papéis em bolsa certamente continuará ainda por um bom tempo.

Qualicorp (QUAL3) propõe pagamento de R$ 137,3 milhões em dividendos. A Qualicorp divulgou a proposta para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) dos acionistas que será realizada em 28/abr/17. Pela proposta da administração, que precisa ser aprovada em AGO, a companhia pagará cerca de R$ 137,3 milhões, aproximadamente R$ 0,50 por ação, na forma de dividendos aos seus acionistas, o que diante da cotação de fechamento de ontem corresponde a um dividend yield de 2,5%. A data do pagamento será definida na AGO.

Integração de BM&FBovespa (BVMF3) com Cetip deverá ser longa. A fusão anunciada há quase um ano atrás e que foi consumada ontem criou uma companhia com valor de mercado de R$ 35,2 bilhões, a 5ª maior bolsa do mundo e com atividades em ações, derivativos e renda fixa. Mas, para integrar totalmente suas operações, ainda serão necessários de doze a dezoito meses, segundo a previsão dos executivos da B3, nova nomeação da companhia pós-fusão. A integração das clearings que já estava em curso pela bolsa paulista deve ser concluída em 12/jun/17, o que vai permitir o acesso de novos participantes no mercado. Do ponto de vista financeiro, a companhia deixará de fazer recompras de ações nos próximos anos para recompor o caixa e equalizar as dívidas. Avaliamos que há sinergias (estimadas em R$ 100,0 milhões) para serem capturadas neste mesmo prazo aventado ontem, o que deverá beneficiar em muito os atuais acionistas da B3.

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Bons negócios.