Quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

 
 

Bom dia,



Desemprego apresenta estabilidade. A taxa de desemprego referente ao trimestre encerrado em dezembro ficou em 11,6%, acima da expectativa do mercado que previa uma retração para 11,4%. Outro indicador que saiu hoje foi a confiança do empresário, que veio melhor. O índice subiu 1,9 ponto em janeiro, para 98,0 pontos. Foi a quarta alta consecutiva e esse é o maior nível desde janeiro de 2014. A confiança empresarial segue sendo impulsionada pelas expectativas, já que a leitura sobre a situação atual ainda retrata uma recuperação em ritmo lento.

aPIB da zona do euro vem dentro do esperado. O PIB da zona do euro cresceu 0,2% no quarto trimestre de 2018 contra o terceiro e teve expansão de 1,2% na comparação anual. Em 2018, o PIB do bloco mostrou crescimento de 1,8%, após avançar 2,4% no ano anterior, mostrando arrefecimento na atividade. Por lá também foi divulgado o nível de desemprego em dezembro, permanecendo em 7,9%, conforme esperado pelo mercado. Já a Alemanha, divulgou o nível de desemprego de janeiro, também mostrando estabilidade em relação ao mês passado e dentro das expectativas do mercado, em 5,0%.

Fed e China animam mercados. No final da tarde de ontem, Jerome Powell declarou que o Fed tende a ser bastante cauteloso na condução da política monetária, tendo em vista que o risco de uma desaceleração sincronizada da atividade ao redor do mundo enfraquece as condições para novos apertos. O comunicado do FOMC também trouxe boas novas, ao abrir a possibilidade de uma revisão na política de enxugamento de liquidez, caso necessário. Assim, a maior parte das Bolsas opera em alta nesta manhã. Na China, os dados ligeiramente melhores do que o esperado da indústria também contribuíram para a valorização dos mercados locais, ainda que o PMI siga no campo que indica contração da atividade. Ao longo do dia, os investidores devem acompanhar as negociações comerciais entre Estados Unidos e China. A agenda macro segue prejudicada pela paralisação do governo norte-americano, encerrada na última sexta, contando, portanto, apenas com a divulgação do PMI de Chicago.

 


Bom resultado do Bradesco (BBDC4). O banco reportou uma sólida expansão de 6,6% no lucro líquido recorrente na comparação com o 3T18, com elevação nos números de todas as suas linhas de negócios. A margem financeira também avançou 6,6%, mesmo com uma elevação menor da carteira, seguindo a tendência vista no setor, de retração em grandes empresas, mas avanço especialmente no crédito voltado à pessoa física. A receita de seguros, previdência e capitalização se expandiu em 9,1% em três meses, forte avanço, e as receita de prestação de serviços avançou 3,9% no período, retomando trajetória positiva, perdida nos últimos resultados. O índice de eficiência ficou acima da média mostrada nos últimos trimestres, mostrando uma piora nesse sentido. As despesas com PDD mostraram uma melhora de 7,5%, abaixo do nível do 3T18, mas esse efeito acabou anulado por uma menor receita com recuperação de crédito, dessa forma, a PDD expandida piorou 4,9%, ainda assim, abaixo da evolução nas receitas. Esperamos reação positiva do mercado à boa divulgação do banco.

Petrobras (PETR4) vende refinaria.
Foram vendidas para a Chevron as empresas que compõem o sistema de refino de Pasadena, por US$ 562 milhões. Cabe lembrar que a Petrobras pagou cerca de US$ 1,2 bilhão pela mesma refinaria, em 2012, mas já houve uma série de baixas no valor do ativo ("impairment") desde então. Outra notícia no radar da companhia nesta quinta-feira é o volume de reservas provadas em 2018, que atingiu 11,957 bilhões de barris de óleo equivalente/dia, segundo critério da ANP, queda de 3,6% frente ao ano anterior. Desconsiderando os desinvestimentos, entretanto, a companhia conseguiu repor 96% do volume produzido, e não só pela perfuração de novos poços, mas também pelas respostas positivas à injeção de água e o bom desempenho dos reservatórios do pré-sal.

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