Terça-feira, 30 de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Entrevista do novo presidente. Ontem à noite, o novo presidente da República voltou a defender as reformas, o que agrada os investidores. A agenda de Bolsonaro segue carregada, com reuniões marcadas hoje para discutir as suas ações no governo e também o seu ministério, que deve movimentar bastante o mercado. Já na agenda de indicadores, a confiança do empresariado se recuperou, voltando ao patamar de junho. Já o IGP-M cedeu ficando ligeiramente abaixo das perspectivas de mercado. Na PNAD, a taxa de desocupação cedeu de julho a setembro, na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

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PIB da zona do euro segue em desaceleração no 3T18. O indicador cresceu apenas 0,2% entre julho e setembro ante o segundo trimestre, vindo abaixo da expectativa do mercado, que era de 0,3%. Na comparação anual, a economia do bloco teve expansão de 1,7% no terceiro trimestre, bem menor do que o avanço de 2,5% projetado. Seguindo o tom mais pessimista, no bloco, tanto a confiança na economia quanto do consumidor vieram piores.

Desemprego alemão fica estável. Na Alemanha, foi divulgado o índice de desemprego em outubro, ficando estável em 5,1%. Mas o mercado começará a reagir ao comunicado da chanceler Angela Merkel de que não tentará outro mandato. Ainda hoje, será divulgado às 10h00 o CPI preliminar para o mês de outubro, com projeção de 2,4% na comparação anual, levemente acima do dado de setembro.

Bolsas sem direção definida. As Bolsas chinesas fecharam em alta na esteira da sinalização do regulador do mercado de capitais local de que tomará medidas para aumentar a liquidez no mercado acionário. Já na Europa, a maioria das Bolsas opera em queda, após a divulgação do PIB do 3T18 decepcionar o mercado. A temporada de balanços segue sendo destaque lá fora, com números mais positivos de Coca Cola e Pfizer levando os índices futuros americanos para o campo positivo. Hoje à noite, o Facebook é o destaque da agenda. Por aqui, a temporada de balanços também deve ser destaque, com os números divulgados comentados abaixo.

 


Resultado do Itaú (ITUB4) veio um pouco abaixo do esperado. Alguns destaques negativos no trimestre foram a retração na receita de prestação de serviços e no resultado da área de seguros além da margem financeira comprimida pela queda nos spreads nas operações de crédito e o resultado de tesouraria ainda bem pressionado. Os pontos positivos do trimestre foram a queda da inadimplência, que resultou em despesas com PDD bem menores, e a carteira de crédito do banco que continuou crescendo mesmo em um trimestre permeado de incerteza como foi o 3T18. O ROE do banco seguiu em um patamar bem elevado, mas teve o segundo trimestre seguido de retração e está quase 1 p.p. abaixo do 1T18. Esperamos reação negativa do mercado à divulgação.

Resultado pressionado da Embraer (EMBR3). A receita líquida da companhia cresceu tanto na comparação trimestral quanto na anual, mesmo com a retração na entrega de aeronaves, por conta da variação cambial entre os períodos. Da mesma forma, o câmbio desvalorizado pressiona os custos da companhia, o que fez com que esse aumento na receita não se traduzisse em expansão de margens. Pelo contrário, as margens vieram mais apertadas que em trimestres anteriores. E o resultado disso foi um prejuízo líquido de R$ 83,8 milhões. Os papéis devem ficar pressionados.

Multiplan (MULT3) tem sólido resultado. A companhia viu as vendas nas lojas de seus shoppings se recuperarem após um 2T18 pressionado por fatores como a greve dos caminhoneiros e a fase mais aguda da Copa do Mundo. Além disso, a entrega de algumas expansões ajudou nessa evolução. Ainda assim, usando o conceito vendas mesmas lojas, houve avanço de 3,7% na comparação com o 3T17. A taxa de ocupação continuou melhorando e as despesas financeiras foram menores por conta da redução de juros, fechando o conjunto de fatores positivos que beneficiaram os números do trimestre. A receita líquida da Multiplan cresceu 4,4% na comparação anual, o EBITDA 11,3% e o FFO, que é uma espécie de lucro líquido ajustado, muito usado pelo setor, avançou 21,1%. Esperamos reação positiva do mercado.

Transmissão Paulista (TRPL4) segue com bom desempenho. O faturamento deste trimestre foi afetado por uma parcela de ajuste negativa na receita anual permitida, pela devolução de uma receita antecipada, bem como pelo ajuste nos valores a receber pela indenização de ativos (RBSE). Mas, ainda assim houve avanço de quase 10% na comparação anual, puxada pela correção monetária da RAP e pela entrada em operação de novos projetos de reforços e melhorias. Houve alguns impactos pontuais em custos e despesas, o que explica, em boa medida, a redução de 1,8 p.p. na margem EBITDA, que encerrou o trimestre em 85,3%. Expurgando os efeitos não recorrentes sobre o lucro líquido de um ano atrás, o crescimento foi de 11% no período. Todavia, os números ficaram em linha com esperado e, portanto, não devem exercer influência relevante sobre os papéis TRPL4 hoje.
   
Números resilientes da Telefônica Brasil (VIVT4). Em meio a um contexto ainda bastante desafiador, a companhia apresentou números saudáveis com ganho de 0,8 p.p. de market share móvel e crescimento de 5,3% no EBITDA recorrente. O segmento de pós-pago e a receita de dados e serviços digitais foram o destaque do trimestre. O controle na rubrica de custos e despesas, diante da política mais restritiva de  desconexão de clientes não rentáveis, e o reconhecimento de outras receitas não recorrentes, relacionadas a uma decisão judicial, também contribuíram para o ganho anual de  2,1 p.p. na margem EBITDA da companhia, que foi de 35,9% neste trimestre. Suas ações devem responder de forma positiva à divulgação.

Randon (RAPT4) anuncia novos investimentos. Serão instalados dois novos estabelecimentos em Linhares-ES, sendo uma filial para operar como centro de distribuição de peças de reposição e outra para aumentar sua capacidade de produção de reboques, semirreboques e carrocerias. Segundo a companhia, essas unidades vão dar suporte a rede de distribuidores do centro e do norte do país, pois se encontram próximas ao público consumidor e ao porto. Cabe lembrar que neste ano a Randon já inaugurou uma unidade em Araraquara,  São Paulo, e outra em Lima, no Peru. Ainda não há informações sobre o volume de investimentos e prazos para tal implementação. Ainda assim, suas ações devem responder de forma positiva à novidade.

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