Quarta-feira, 30 de maio de 2018

 
 

Bom dia,


PIB do 1T18 supera expectativa. O IBGE divulgou o desempenho na economia nesse primeiro trimestre com alta de 0,4% na comparação com o quarto trimestre do ano anterior. A expectativa era de alta de 0,3%. O segmento que mostrou o maior crescimento sobre o final do ano passado foi o agropecuário, com elevação de 1,4%, enquanto indústria e serviços ficaram praticamente em linha, com alta de 0,1%. Apesar do resultado acima do esperado, o número não deve animar o mercado, tendo em vista os cálculos do impacto que a crise instaurada com a greve dos caminhoneiros deve ter para o PIB do 2T18.

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Índices de confiança na Europa e inflação alemã. A Comissão Europeia divulgou dados de confiança nessa quarta, com relativa estabilidade em relação ao mês anterior, após alguns meses de deterioração nesse início de ano. A confiança do consumidor e o “clima de negócios” permanecem em níveis elevados historicamente, mas abaixo do que vimos no final do ano passado. Os dados não devem trazer impacto muito relevante para os mercados. Na Alemanha, a Destatis, a agência federal de estatística alemã, divulgou uma série de indicadores, com destaque a prévia do CPI de maio, que avançou 2,2% na comparação anual, puxado pelo preço dos combustíveis. Além disso, a agência divulgou dados de emprego, que mostraram uma elevação de 1,4% no total de pessoas empregadas em abril.

Dia agitado nos EUA. Destaque para a revisão do PIB do primeiro trimestre já já, às 9h30, que deve manter os 2,3% da leitura divulgada no final de abril. No mesmo horário, sai a balança comercial de abril, com déficit ainda maior que o de março, pra desespero do presidente Trump. A ADP divulga os dados de emprego no setor privado e no final do dia ainda tem o sempre muito aguardado Livro Bege do Fed. O mercado tem aumentado as apostas em uma alta adicional nos juros, por conta do bom ritmo de crescimento da economia americana (a revisão do PIB será um termômetro disso) e também por conta da crise política em importantes países europeus, especialmente na Itália, onde pode afetar a posição do país no bloco.

Bolsas caem na Ásia, ficam de lado na Europa. As Bolsas asiáticas responderam com o delay habitual ao clima mais negativo que vimos nos mercados ocidentais no pregão de ontem, cujo estopim foi o acirramento da crise política na Itália e na Espanha. Já as Bolsas europeias operam próximas da estabilidade na expectativa com a bateria de divulgações nos EUA.

 

aDesoneração permanecerá para setores de TI (LINX3, SNSL3 e TOTS3) e de call center (LIQO3). O projeto de lei (PL) que reonera a folha de pagamentos das empresas já havia passado pela Câmara dos Deputados, ontem foi aprovado no Senado e segue agora para a sanção presidencial que deverá vetar somente a emenda deste PL que isenta a cobrança de PIS/Cofins sobre o diesel. Pelo texto aprovado, a política de desoneração da folha, instituída no primeiro mandato de Dilma Rousseff e que permite às empresas pagarem as contribuições previdenciárias com base em um percentual do faturamento bruto, será cortada para praticamente metade dos setores hoje beneficiados, de 58 para 28, e acabará para os outros a partir de janeiro de 2021, mas até lá as alíquotas em vigor atualmente foram mantidas. Dentre os setores que permanecem com o benefício, destaque para as empresas de call centers (alíquota de 3%) e de tecnologia da informação e comunicação (4,5%) que empregam bastante mão de obra e sentiriam os impactos financeiros da medida. Com isso, entendemos que as ações das companhias integrantes destes setores tendem a responder positivamente em bolsa no curto prazo.

CVM confirma leilão da Eletropaulo (ELPL3) para 04/06. Após alguns episódios jurídicos, que trouxeram incertezas com relação a realização, ou não, e aos procedimentos adotados no leilão marcado para o dia 04/06, o colegiado da CVM determinou a manutenção do leilão para aquisição do controle da companhia no dia 04/06. Porém, o órgão alterou o prazo limite fixado para novas propostas, em razão das liminares judiciais, de 24/05 para hoje, dia 30/05. Ou seja, a Enel e a Neoenergia tem até o fim do dia para apresentar novas propostas. Por enquanto, a maior oferta é a da Enel, de R$ 32,20 por ação. Outro ponto que cabe destacar é que ambas as ofertas estão condicionadas a aquisição de pelo menos 50% das ações da Eletropaulo. A Enel não pretende, por ora, fechar o capital da distribuidora paulista, ao contrário da Neoenergia, que, caso vença o certame, irá analisar uma posterior  OPA para saída do novo mercado e cancelamento do registro de companhia aberta.

TCU deve analisar privatização das distribuidoras da Eletrobras (ELET6) hoje. O TCU deve analisar hoje o edital de privatização das seis distribuidoras da elétrica. A perspectiva é que o edital seja aprovado sem maiores problemas, a fim de evitar a liquidação das companhias, que é tido como o pior cenário, dado o custo estimado em R$ 21,5 bilhões. A proposta atual é da venda das distribuidoras por uma outorga simbólica, de R$ 50 mil, onde vence quem oferecer o maior desconto frente à tarifa-teto definida para cada distribuidora. De toda forma, a aprovação do TCU é de suma importância para publicação dos editais e para que o leilão ocorra ainda nesse primeiro semestre, logo, um parecer favorável, ainda que já esperado, tende a trazer influência marginalmente positiva para os papéis da Eletrobras hoje.

Ferbasa (FESA4) distribuirá JCP. O valor líquido da distribuição é de R$ 0,25 por ação, o que corresponde a um yield de 1,3%. Os papéis ficarão ex proventos na próxima sexta-feira (08/06) e o pagamento deve ser realizado ainda em junho, no dia 20.

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