Segunda-feira, 30 de julho de 2018

 
 

Bom dia,


Projeções de mercado se estabilizam. O Boletim Focus não trouxe alterações nas projeções de mercado para esse ano e nem para 2019. A mediana segue apontando para um PIB de 1,5% em 2018, com a Selic em 6,5% no final do período. A taxa de câmbio e a inflação também não tiveram alterações tanto em 2018 quanto para 2019.
   
IGP-M vem desacelerando. O índice geral de preços de mercado variou 0,51% em julho, ante 1,87% no mês anterior, com a maior contribuição partindo do índice de preços ao produtor que passou de 2,33% em junho para 0,50% em julho, com a taxa do subgrupo alimentos in natura, passando de 8,19% para -11,55%, no mesmo período. Com este resultado, o índice acumula alta de 5,92% no ano e de 8,24% em 12 meses.

Sondagem de serviços apresenta alta em julho. Depois de quatro quedas consecutivas, o índice de confiança de serviços subiu 0,8 ponto em julho, atingindo 87,5 pontos. Neste mês, a situação atual dos negócios foi decisiva para esse resultado, já que acabou recuperando parte das perdas dos meses anteriores.

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Confiança segue estável na zona do euro e inflação avança na Alemanha. Em julho, o índice de confiança teve ligeira queda (-0,2 p.), para 112,1 pontos, com a deterioração na indústria e no comércio, já tendo em vista a menor expectativa de exportações, sendo compensada pela atividade ainda pujante no setor de serviços. Já em termos de regiões, países como Espanha e Itália pesaram negativamente enquanto a Alemanha foi destaque positivo. E por falar na maior economia do bloco, a Alemanha, também reportou dados de inflação nesta manhã, onde a prévia de julho indica uma alta de 0,3% frente ao mês anterior e 2,0% na comparação anual, dentro do esperado.
   
Indústria no radar norte-americano e chinês. Porém, apenas a sondagem industrial dos EUA, divulgada pelo Fed de Dallas, deve movimentar os mercados ainda hoje, já que na China o PMI industrial será divulgado no finalzinho do dia.  O gigante asiático também deve divulgar dados do setor de serviços e a expectativa, assim como para indústria, é de estabilidade frente à última leitura. Já a sondagem norte-americana deve denotar desaceleração  em julho, mas nada que altere a dinâmica pujante da atividade por lá. Questões comerciais entre Washington e Pequim também seguem em pauta ao longo dessa semana.

Bolsas iniciam a semana em queda. Em meio a poucas novidades hoje, os investidores já operam de olho na agenda intensa dessa semana, que conta com a reunião de bancos centrais, incluindo o Fed e o BoE, dados de inflação e PIB. Ademais, há a continuidade das divulgações de balanços corporativos, que é justamente o que puxa os principais índices da Ásia e da Europa para o campo negativo nesta segunda-feira.

 
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Câmbio e preço da celulose favorecem os números da Klabin (KLBN11). A produção da companhia foi impactada por uma parada programada que levou mais tempo que o esperado e pela greve dos caminhoneiros, ainda assim, a receita líquida mostrou avanço, tanto na comparação anual quanto na trimestral, especialmente pelos fatores que comentamos anteriormente. O custo caixa por tonelada produzida foi bastante afetado pela parada e pela greve, ainda assim, a margem EBITDA da companhia saltou 5 p.p. em três meses e 10 p.p. em doze. No bottom line, o prejuízo é explicado pela variação cambial da dívida, ainda elevada, da companhia. Foram R$ 1,8 bi de variação cambial líquida no resultado financeiro e prejuízo de R$ 955 milhões. Esperamos reação positiva do mercado à divulgação, tendo em vista que os principais pontos negativos do resultado já eram amplamente esperados.

Bom resultado da Porto Seguro (PSSA3). No segmento de seguros automotivos, o principal da companhia, destaque para a elevação de 4,5% nos prêmios mesmo com redução da frota segurada em 0,7%, considerando as três marcas da companhia, Porto, Azul e Itaú Seguros Auto. Outro ponto bem positivo é a redução da sinistralidade do segmento em 6,2 p.p., lembrando que o sinistro significa custo para a empresa. Parte dessa redução é relativa a precificação dos seguros, pois esse índice é um percentual do prêmio.  O resultado financeiro veio mais pressionado, por conta da retração dos juros, mas o resultado operacional mais do que compensou essa queda, resultando em bom avanço no bottom line. Esperamos reação positiva do mercado.

Hypera Pharma (HYPE3) reporta bom desempenho. A companhia apresentou alta de 12,6% em sua receita líquida neste 2T18 em relação ao 2T17. O crescimento veio de todas as unidades de negócio, com destaque para a unidade de produtos de prescrição, além de similares e genéricos. O EBITDA das operações continuadas veio maior em 12,1%, com margem ficando praticamente estável no período em análise. O crescimento do EBITDA não foi afetado de maneira relevante pela desvalorização do real frente ao dólar e nem pela greve dos caminhoneiros. Por fim, o lucro líquido ficou 22,3% maior, tanto pelos fatores comentados acima quanto pela estratégia da companhia em distribuir juros sobre capital próprio, que acabou contribuindo para a redução da taxa efetiva de imposto de renda. Consideramos que o resultado da companhia veio bem positivo neste 2T18, no entanto, a não conclusão sobre as investigações da Polícia Federal acerca de dois ex-executivos da companhia pode acabar mantendo os papéis da companhia pressionados.
   
Eletropaulo (ELPL3) volta a ter prejuízo. A distribuidora reportou números fracos, com queda de 47,2% no EBITDA e perda de 5,4 p.p. na margem, ambos em comparação com o mesmo período do ano anterior. O consumo total no mercado cativo da companhia avançou 2,3% no período, com novas ligações puxando a demanda residencial e comercial e elevando o faturamento do trimestre, mas, não o suficiente para compensar a expressiva alta nos custos com encargos de uso do sistema, serviços de terceiros e contingências. A maior despesa financeira também contribuiu para a reversão do lucro de R$ 28,4 milhões registrado há doze meses em prejuízo de R$ 155,6 milhões agora. Seus papéis devem reagir de forma negativa à divulgação.

Suzano (SUZB3) arremata porto no Maranhão. Em meio ao último pregão, a companhia foi anunciada como vencedora do leilão, sendo sua a única oferta, da concessão do Porto de Itaqui, no Maranhão. O terminal é ligado a uma planta da companhia em Imperatriz através de uma ferrovia. O investimento estimado no local é de R$ 215 milhões.

Marfrig (MRFG3) prestes a concluir venda. Notícias apontam que a companhia está em fase final de negociações com a Tyson Foods para venda da Keystone. A própria empresa, em fato relevante, já confirmou anteriormente que as negociações estão bem avançadas, mas não citou o possível comprador. Acreditamos que os papéis da MRFG3 tendem a ficar no campo positivo no curto prazo.

CADE reabre inquérito contra a Rumo (RAIL3). O órgão antitruste autorizou a abertura de um inquérito administrativo para apurar possível abuso de posição dominante no mercado pela Rumo Logística Operadora Multimodal. A decisão de instaurar o procedimento foi embasada em representação protocolada contra o grupo, em 2016, pela Agrovia por infração à ordem econômica e parecer da ANTT, conforme despacho do CADE. Com a abertura do inquérito, as alegações da Agrovia por abuso de posição dominante no mercado serão investigadas pelo CADE que poderá dar prosseguimento ou arquivar o inquérito. Se concluir pela procedência dos argumentos, abre-se um processo no órgão. No caso de uma condenação, o pagamento de multa poderá chegar a 20% do faturamento da companhia, além de proibições como a de ter contratos com o poder público ou obter empréstimos em instituições públicas pelo prazo de cinco anos ou mesmo a penalidade de venda de ativos. Em todas as possíveis etapas, a Rumo poderá apresentar uma proposta de acordo ao CADE. Em nota, a Rumo informou que "refuta os pontos levantados pela Agrovia, sendo que a Rumo já foi vitoriosa no CADE em 18/01/2017 em procedimento similar, o qual foi arquivado, e que confia que este procedimento, que está apenas no início, e é somente um inquérito, também será arquivado." De todo modo, acreditamos que a notícia poderá pressionar os ativos RAIL3 em bolsa.

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