Quinta-feira, 30 de agosto de 2018

 
 

Bom dia,


Indicadores brasileiros vêm piores que o esperado. O índice geral de preços de mercado variou 0,70% em agosto, ante 0,51% no mês anterior. Essa elevação se deve pela subida no índice de preços ao produtor, principalmente pela contribuição dos alimentos in natura e pelo índice de preços ao consumidor com a principal contribuição vinda do grupo habitação. Com este resultado, o índice acumula alta de 6,66% no ano e de 8,89% em 12 meses. Outro indicador divulgado foi o índice de confiança empresarial que ficou praticamente estável em agosto, ao variar 0,1 ponto, para 91,6 pontos. E a taxa de desemprego que também veio praticamente estável, saindo de 12,4% para 12,3% no trimestre encerrado em julho, mostrando ainda um cenário de fraco crescimento do pessoal ocupado, especialmente com carteira assinada.

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Dados da Alemanha não trazem surpresas e confiança cai no bloco europeu. O índice de preços ao consumidor alemão avançou 2% na prévia de agosto, frente ao mesmo período do ano anterior, com a forte aceleração em energia sendo parcialmente compensada pelo arrefecimento em serviços. Na comparação mensal a alta foi de 0,1%. Já a taxa de desemprego da maior economia da zona do euro ficou estável em 5,2%, com o número de pessoas sem emprego recuando na série com ajuste sazonal. Por outro lado, no consolidado do bloco, o índice de confiança na economia caiu dos 112,1 pontos registrados em julho para 111,6 agora, ficando ligeiramente aquém do esperado.

Inflação é destaque nos EUA. Entre os indicadores esperados na agenda americana, o PCE, indicador de inflação que o Fed usa como base para nortear a política monetária americana, é o principal destaque, logo agora às 9h30, podendo pressionar os mercados se surpreender com uma alta mais forte, o que poderia elevar as apostas de um FOMC mais hawkish no futuro próximo. Além disso, também impactam os mercados as declarações do presidente Trump acusando a China de tentar prejudicar o acordo americano com a Coreia do Norte no sentido da desnuclearização da parte de cima da península.

Bolsas pressionadas. O tom mais beligerante de Trump em relação à China azedou o humor dos mercados, com a expectativa que isso acabe impactando também as negociações comerciais entre as duas principais economias do mundo. Os indicadores divulgados na Europa até agora, com destaque para o desemprego alemão, não trouxeram grandes surpresas capazes de movimentar os mercados e agora os investidores se voltam para a divulgação do PCE americano.

 
  

BRMalls (BRML3) antecipa compra de participação em shoppings. Em setembro do ano passado, a companhia havia informado ao mercado que os seus sócios em alguns empreendimentos manifestaram o interesse em exercer uma opção de venda da participação deles nesses shoppings. O valor da transação é vantajoso aos vendedores, já que a relação entre o preço e o lucro operacional gerado por esses empreendimentos é de mais de 20x, enquanto a companhia está sendo negociada em Bolsa a cerca de 8,3x seu lucro operacional. A opção, porém, estava condicionada ao valor das ações da BRMalls ultrapassarem R$ 18,28, o que não aconteceu. Ainda assim, a companhia optou por antecipar essa aquisição por ver o custo de carregamento dessa opção como 100% do CDI mais o NOI gerado anualmente pelos shoppings que ficava com os sócios (cerca de R$ 26 milhões). Mesmo assim, esperamos reação negativa do mercado à notícia.

Presidente da Marisa (AMAR3) renuncia e assume cargo na Ultrapar (UGPA3). A Marisa anunciou que Marcelo Araújo se desligou do cargo de presidente, que ocupava há dois anos, indo para a Ultrapar para ocupar o cargo de diretor executivo da Ipiranga. Com a saída de Araújo quem assumirá o cargo será Marcio Goldfarb, que retornará à presidência. Notícia deve ter pressão negativa para os papéis AMAR3, haja vista que Araújo estava empenhado em melhorar os resultados da companhia, elaborando várias frentes para reverter os recorrentes prejuízos. No caso da Ultrapar, o impacto é neutro, pois trata-se do processo de sucessão de Leocadio Antunes, que atuava na Ipiranga desde sua aquisição pelo grupo Ultra (2007), e já era esperado pelo mercado. A mudança deve se efetivar no início de outubro, após um processo de transição planejada, onde Araújo contará com o suporte de Leocadio Antunes em seu processo de integração.
   
Leilão das distribuidoras da Eletrobras (ELET6). O BNDES confirmou o leilão de três distribuidoras da Eletrobras hoje, às 15 horas. Serão leiloadas as empresas do Acre (Eletroacre), de Rondônia (Ceron) e Roraima (Boa Vista Energia) e deve vencer o certamente quem oferecer a combinação de maior deságio sobre o reajuste concedido pela ANEEL e maior outorga a união. A Equatorial (EQTL3) e a Energisa (ENGI11) figuram entre as potenciais participantes, conforme adiantamos no início da semana.

Noticiário em relação à Rumo (RAIL3). Segundo matéria veiculada hoje no jornal O Estado de São Paulo, a companhia está em conversas avançadas com a empresa japonesa Sumitomo para negociar uma fatia relevante na Malha Sul, concessão ferroviária estratégica para o escoamento de grãos na região sul do país. Porém, de acordo com fontes ouvidas pelo jornal, a conclusão do negócio é complexa e depende especialmente do processo de renovação antecipada da concessão, em conversas com o governo federal. Em nossa visão, a notícia não chega a ser uma novidade, uma vez que a própria administração da Rumo já havia indicado a procura de novos sócios para a Malha Sul e vem pleiteando há anos com o poder concedente a renovação de suas ferrovias de forma antecipada. Ainda assim, os ativos RAIL3 podem reagir positivamente no pregão de hoje.

CSN (CSNA3) cancela distribuição de proventos. Após a Justiça Federal de São Paulo determinar o bloqueio da distribuição de proventos, a CSN informou aos acionistas que optou por cancelar a distribuição para "utilizar os recursos não distribuídos para amortizar obrigações contratuais de curto prazo que, com o pagamento dos dividendos, teriam sido alongadas".

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