Segunda-feira, 29 de outubro de 2018

 
 

Bom dia,


Jair Bolsonaro é eleito e defende reformas. Bolsonaro declarou que pretende colocar "emprego, renda e equilíbrio fiscal" como pontos chave de seu governo. Seu guru econômico, Paulo Guedes, também reforçou o discurso liberal, colocando a reforma da previdência e a redução dos gastos públicos entre as prioridades do próximo governo, destacando pontos como privatizações. Mercado deve monitorar de perto os próximos passos do novo governo, especialmente quanto à profunidade das reformas. A reação, em um primeiro momento, deve ser bem positiva.

Dados econômicos mistos. Por um lado a confiança do setor de serviços avançou, pelo terceiro mês consecutivo, impulsionado tanto pela melhora das expectativas quanto pela situação atual. Mas, na indústria, a piora do cenário externo e o câmbio pesaram sobre a confiança, que encontra-se no pior patamar desde o início do ano. Já o Boletim Focus dessa semana não trouxe grandes novidades, com uma pequena variação positiva na estimativa mediana para o PIB desse e do próximo ano e para a taxa de câmbio no final de 2018, que saiu dos R$ 3,75/US$ registrados há uma semana para R$ 3,71/US$ agora.

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Dia mais positivo, menos na China. Os futuros americanos apontam para uma abertura no azul, como aconteceu na Europa, onde os índices operam no campo positivo. O grande destaque da agenda essa semana lá fora é a temporada de balanços, que após o mau humor trazido pela Amazon e pelo Google no final da semana passada, abre a semana com números mais positivos do HSBC. Amanhã a agenda de resultados nos EUA volta a ganhar mais força, com o Facebook. Na China, os mercados fecharam em forte queda, com dados mais negativos no final de semana. Destaque para os dados oficiais de lucro das indústrias do país em setembro, que tiveram deterioração na comparação com agosto. Na agenda econômica de hoje, destaque para os EUA com o PCE de setembro, índice de inflação que baliza a meta do FOMC. Além disso, o Fed segue no radar com a sondagem industrial divulgada pela sucursal de Dallas e discurso do presidente do Fed de Chicago, que volta a ter assento no comitê no próximo ano, no revezamento que faz com Cleveland.



Hypera (HYPE3) apresentou desempenho em linha com o esperado. A companhia apresentou crescimento de 8,4% em sua receita líquida neste trimestre em relação ao 3T17, sendo impulsionado principalmente pelo desempenho de medicamentos similares e genéricos. O EBITDA aumentou 5,5%, com queda de 1,0 p.p. em sua margem EBITDA comparado com o 3T17. A variação da margem EBITDA foi resultado do aumento de despesas de marketing como percentual da receita líquida. O lucro líquido apresentou elevação de 17,6% na mesma comparação. Tal crescimento reflete a expansão do resultado operacional e a redução da taxa efetiva de imposto de renda por conta da declaração de juros sobre capital próprio neste trimestre. Com os números dentro do esperado, a divulgação deve exercer influência apenas marginalmente positiva sobre os papéis da companhia hoje.

Bom resultado da Klabin (KLBN11). A companhia se beneficiou do câmbio desvalorizado e do bom momento do mercado de celulose para entregar um sólido resultado. O volume vendido da companhia apresentou leve crescimento, com elevação no volume de celulose compensando a retração nas vendas de papéis e embalagens. A receita da companhia evoluiu 26% na comparação anual e o EBITDA saltou 66% com os custos sob controle. Outro destaque no trimestre foi a redução da alavancagem da companhia, com o fim do ramp up da unidade Puma e boa elevação do EBITDA. O indicador dívida líquida / EBITDA ficou em 3,4x, contra 4,4x há doze meses e 3,9x há apenas três meses. Consideramos que os números vieram dentro do esperado

Camil (CAML3) adquiriu a SLC Alimentos. A companhia anunciou ao mercado que adquiriu a SLC Alimentos, por R$ 308 milhões (entre pagamento e assunção de dívida). A SLC Alimentos atua em arroz, feijão e lentilha, exportando para mais de 20 países. Destaque para a marca “Namorado” no mercado de arroz e feijão no Brasil. O faturamento líquido da SLC Alimentos no ano passado foi R$ 512 milhões e o EBITDA de R$ 32 milhões. A operação está sujeita a aprovação do CADE. Consideramos positiva essa aquisição que vem ao encontro dos objetivos estratégicos da companhia de aquisições de marcas e ativos no setor de alimentos na América do Sul. A Camil irá fazer uma teleconferência às 12h de hoje para explicar melhor essa aquisição.

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