Terça-feira, 29 de maio de 2018

 
 

Bom dia,


Inflação acelera e confiança cai em maio. O IGP-M avançou 1,38% esse mês, frente aos 0,57% registrados em abril, com a alta nos preços ao produtor, puxada pelos itens combustíveis e lubrificantes, bem como pelo minério de ferro, compensando o ligeiro arrefecimento na inflação ao consumidor, onde houve decréscimo na taxa de variação de quatro das oito categorias. Já o índice de confiança empresarial, também divulgado pela FGV, recuou 0,6 ponto, atingindo o menor nível desde novembro de 2017, aos 92,8 pontos. Esse desempenho reflete principalmente a deterioração no componente expectativa, diante das maiores incertezas, em âmbito político, e do maior pessimismo com o cenário externo. Cabe lembrar que ambos os indicadores ainda não captaram os efeitos da greve dos caminhoneiros, o que, portanto, deve pressionar as próximas leituras.

Desemprego continua elevado. Dados da PNAD divulgados pelo IBGE mostram que no trimestre findo em abril havia 13,4 milhões de pessoas desocupadas, o que equivale a taxa de 12,9%, ligeiramente abaixo dos 13,1% registrados no trimestre móvel findo em março e dos 13,6% registrados no mesmo período de 2017. Esse desempenho foi puxado, mais uma vez, pela categoria de trabalhadores sem carteira assinada. Já a renda média habitual permaneceu estável no período em análise.

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Confiança e indústria no radar norte-americano. Na agenda dos EUA, destaque para a divulgação do Conference Board, da confiança do consumidor em maio, que deve desacelerar frente à última leitura, e para a sondagem industrial do Fed de Dallas. Em segundo plano fica o índice de preços residenciais.

Crise italiana pressiona Bolsas. O dia é negativo, especialmente entre as Bolsas europeias, com o aumento da incerteza no campo político italiano. Também não ajuda em nada a situação complicada do atual mandatário espanhol, Mariano Rajoy, em vias de ser destituído do cargo. O mercado americano volta do feriado com uma situação mais complicada do que poderia esperar, com as tensões entre EUA e Coreia do Norte, aparentemente, arrefecendo, mas as notícias da Europa aumentando a aversão ao risco. Por aqui, a falta de clareza sobre como será possível chegar a um final feliz para a crise estabelecida há mais de uma semana pelos caminhoneiros deve seguir pressionando o mercado acionário.

 

aNúmeros da Oi (OIBR4) “inflados” pela recuperação judicial. A operadora de telefonia apresentou desempenho operacional fraco no 1º Trim/18, porém em linha com as expectativas de mercado. Na comparação com o 1º Trim/17, a receita líquida diminuiu 8% e o EBITDA de rotina caiu 9%, mesmo com a política de redução de gastos operacionais em curso na companhia. Em virtude da aprovação do plano de recuperação judicial pelos credores no período, o resultado financeiro foi positivo em pouco mais de R$ 30 bilhões, em razão da reestruturação da dívida que gerou contabilização de R$ 27,6 bilhões como outras receitas financeiras. Por conta disso, a linha final da DRE ficou bastante positiva, lucro líquido de R$ 30,6 bilhões, frente aos prejuízos trimestrais reportados tanto no 1º Trim/17 quanto no 4º Trim/17. De todo modo, seu resultado trimestral não deverá ter grande influência sobre as ações OIBR4, uma vez que as indefinições entre os acionistas da companhia sobre a recuperação judicial é que seguem ditando o rumo de seus ativos em bolsa.

MetalFrio (FRIO3) divulgou hoje o seu desempenho do 1T18. A companhia apresentou somente hoje o seu desempenho do 1T18, com crescimento de 47,1% em sua receita líquida, reflexo das melhores vendas das operações globais, principalmente na Europa.  O EBITDA ficou praticamente estável em relação ao mesmo período do ano anterior. Assim, a margem EBITDA recuou para 6,8% ante os 10,1% do 1T17.  Por fim, as despesas financeiras mais elevadas, principalmente por conta da variação cambial, acabaram resultando em prejuízo líquido de R$ 13,7 milhões contra um lucro líquido de R$ 19,3 milhões no 1T17. Com este fraco desempenho, acreditamos que suas ações tendem a performar no campo negativo.

Subsidiária da Log-In (LOGN3) obtém prorrogação da concessão. A empresa que controla o Terminal de Vila Velha, localizado no Porto de Vitória-ES, teve seu plano de investimentos aprovado em caráter preliminar pela União, por meio do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil. Em contrapartida, a empresa terá o prazo de sessenta dias para apresentar o estudo de viabilidade técnica, econômica e ambiental para a avaliação da ANTAQ que se manifestará quanto à adimplência contratual da prorrogação antecipada do contrato de arrendamento da Log-In. Embora a companhia não tenha divulgado os valores dos investimentos, assim como o prazo estimado da prorrogação do contrato, vemos com bons olhos essa notícia e, dessa forma, acreditamos que os ativos LOGN3 poderão reagir positivamente em bolsa.

Profarma (PFRM3) e Whirpool (WHRL4) sofrem com a greve dos caminhoneiros. As companhias anunciaram em fato relevante que estão sendo prejudicadas pelas paralisações. A Profarma informou que a rotina de seus negócios, como o funcionamento dos centros de distribuição e das lojas segue sem interrupção, entretanto, o impacto encontra-se no transporte das mercadorias, em decorrência de interdições de rodovias estaduais e federais. Já a Whirpool informou que deu férias coletivas para seus funcionários da fábrica de Joinville, sem previsão de retorno dos empregados.

Grupo Notre Dame Intermédica (GNDI3) faz primeiro movimento para aquisições. Após a entrada de recursos com o IPO, o grupo de saúde comunicou que fez um acordo para a compra de 100% das cotas da empresa RH Vida, que é responsável pela unidade de saúde ocupacional da própria rede Notre Dame Intermédica. O valor atribuído é de R$ 24 milhões, a serem pagos em duas parcelas após a assinatura definitiva do contrato. Em 2017, as atividades da RH Vida registraram receita líquida de R$ 43,3 milhões, representando 0,8% do faturamento líquido consolidado do grupo de saúde. Entendemos que este é um pequeno movimento de incorporação, mas que pode sinalizar o apetite da companhia pela consolidação de mercado e fazer com que as ações GNDI3 fiquem no campo positivo.

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