Sexta-feira, 29 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


Confiança segue em tendência de queda. Tanto no setor de serviços quanto na indústria houve uma deterioração disseminada por boa parte dos segmentos pesquisados, em reflexo do maior nível de incerteza em âmbito político e, ainda, com impactos da greve dos caminhoneiros. Em serviços, a queda de 2,1 pontos decorre da piora tanto nas expectativas de curto prazo quanto na percepção com o momento atual. Já na indústria a estimativa de crescimento no número de contratações e produções favoreceu o índice de expectativas, compensando, parcialmente, o maior pessimismo quanto à situação atual.

Taxa de desocupação tem ligeira piora. A taxa ficou em 12,7% no trimestre móvel findo em maio, alta de 0,10 p.p. frente ao resultado da última leitura. O número de empregos com carteira assinada continuou perdendo espaço para empregos informais, enquanto o rendimento bruto habitual caiu 0,6% na mesma base de comparação.

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Inflação da zona do euro sobe em junho, desemprego cai na Alemanha. O CPI da zona do euro subiu 2% em junho contra 1,9% no mês anterior, diante do aumento dos preços de energia. Essa taxa é a mais alta em mais de um ano e está (tecnicamente) acima da meta do Banco Central Europeu, que é de uma taxa abaixo, mas próxima dos 2%. Na Alemanha, a taxa de desemprego ficou em linha com a do mês anterior, mas o número de pessoas desempregadas caiu mais que o esperado em junho, mostrando que o mercado de trabalho segue aquecido na principal economia europeia.

Inflação e Trump dividem as atenções nos EUA. Os investidores devem ficar atentos à divulgação do PCE de maio, índice de inflação acompanhado de perto pelos membros do Fed, que pode reacender o debate em torno da condução da política monetária no curto e médio prazo. A agenda macro dessa sexta-feira ainda conta com confiança do consumidor e o PMI de Chicago, ambos referentes a junho. Não obstante, os holofotes também seguem voltados para Donald Trump e o comércio internacional, sobretudo após notícias de que o presidente norte-americano teria consultado seus assessores a respeito de uma saída dos EUA da OMC.

Bolsas em alta. Após uma semana bem turbulenta, especialmente por conta das disputas comerciais iniciadas pelo governo americano, a sexta-feira é positiva para os pregões asiáticos e europeus. Na Ásia, apesar de pouco avanço no campo comercial, o mercado repercute o PIB americano abaixo da expectativa, que pode levar a uma postura mais dovish nas próximas reuniões do FOMC. Na Europa, o acordo da União Europeia sobre a crise migratória da região influencia positivamente os mercados, já que esse era um ponto de discordância entre países da região, com destaque para a Itália. No decorrer do pregão, os mercados devem ficar atentos à divulgação do deflator do PCE, que comentamos acima.

 

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Gatilho importante para Petrobras (PETR4) pode ficar só para 2019. Segundo veiculado no Estadão, uma mudança nas regras do TCU pode inviabilizar que a revisão do contrato da cessão onerosa, que vem sendo negociado entre a petrolífera e o governo, ocorra ainda esse ano, pois, agora, o órgão deverá exigir que o governo forneça uma série de informações em caso de qualquer licitação, com antecedência de seis meses. Ainda há dúvidas quanto a possibilidade de um acordo no que tange a vigência dos novos termos e sua aplicabilidade, mas, de toda forma, a novidade deve pressionar o desempenho das ações da Petrobras no curto prazo.

Hypera (HYPE3) aprova distribuição de proventos. A companhia aprovou a distribuição de JCP, no valor (já líquido de IR) de R$ 0,1746 por ação ordinária, o dividend yield é de 0,61%. O pagamento dos juros sobre capital próprio será realizado até 25 de junho de 2019, sendo negociadas ex-JCP a partir de 04 de julho.

Rumo (RAIL3) pode receber prioridade no novo PNL. De acordo com matéria de hoje do jornal Valor Econômico, o governo pretende anunciar na próxima semana o novo Plano Nacional de Logística (PNL), no qual a renovação antecipada de concessões de ferrovias deverá ganhar prioridade. A ideia é que o PNL defina um conjunto de obras que terão prioridade no recebimento de recursos do orçamento da União, de forma a inibir o uso eleitoreiro dos investimentos. O governo ainda não desistiu de renovar os principais contratos ainda este ano, mas enfrenta grandes dificuldades operacionais e burocráticas para cumprir o prazo. A Rumo, que controla a concessionária Malha Paulista, já elaborou mais de 70 projetos executivos de obras no interior de São Paulo para dar mais robustez ao pedido de renovação antecipada. Duas ferrovias operadas pela Vale, a Vitória-Minas e a Estrada de Ferro Carajás, devem ter audiências públicas abertas em julho para a discussão das minutas de aditivos, segundo a reportagem. Acreditamos que a notícia tende a favorecer o desempenho dos ativos RAIL3 no curto prazo em bolsa.

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