Sexta-feira, 28 de setembro de 2018

 
 

Bom dia,


Agenda doméstica. No tocante à disputa eleitoral, que tem dominado a atenção do mercado, a principal novidade é a reportagem da Veja com acusações da ex-mulher de Bolsonaro no processo de separação. Difícil calcular o impacto da reportagem no equilíbrio de forças no primeiro turno. Mas uma leitura que parece razoável é de que ela deve prejudicar a tentativa da equipe do deputado de ganhar votos do eleitorado feminino. Mercado deve se mostrar ainda mais cauteloso em relação ao pleito após a reportagem. Os indicadores econômicos divulgados hoje não mostraram grandes novidades, com a confiança do setor de serviços seguindo pressionada, em movimento que se iniciou no período da greve dos caminhoneiros, que foi uma espécie de estopim para revisões negativas na expectativa para a atividade doméstica. Já o IBGE mostrou que a taxa de desocupação seguiu mostrando leve melhora, mas ainda em um patamar bem elevado.

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Dados da Europa trazem poucas novidades nesta manhã. Começando pelo índice de inflação da zona do euro, que na prévia de setembro registrou alta anual de 2,1%, puxada pelos preços de energia. Mas, o núcleo, que exclui itens mais voláteis como energia, alimentos e tabaco, variou apenas 0,9% na mesma base de comparação, denotando ligeiro arrefecimento frente a leitura anterior. Já a taxa de desemprego da Alemanha ficou estável em  3,4% em agosto, com cerca de 1,5 milhão de pessoas desempregadas, 165 mil a menos em um ano. Por fim, o PIB do Reino Unido no segundo trimestre subiu 0,4% em três meses, sobretudo em reflexo da melhora no setor de serviços, que mais do que compensou a deterioração do resultado da indústria no período.

Inflação é destaque nos EUA.
Os investidores devem permanecer atentos à divulgação de dados referentes ao mês de agosto do Escritório de Análise Econômica do departamento de comércio que são acompanhados de perto pelos membros do FED. Estimativas apontam para resultados bem próximos aos da última leitura, com o núcleo do PCE variando 2% na comparação anual. Mas, qualquer coisa muito diferente disso certamente irá reacender as discussões em torno da condução da política monetária norte-americana, trazendo volatilidade aos mercados bursáteis. Ademais, a agenda dessa sexta-feira ainda conta com o PMI de Chicago e o índice de confiança do consumidor, ambos referentes a setembro e que devem denotar leve desaceleração frente a agosto.

Ásia e Europa em direções opostas. Na Europa, a principal notícia negativa é a aprovação de um déficit orçamentário maior que o esperado na Itália, em uma guinada populista para o país que colocaria em risco o equilíbrio econômico do bloco no médio prazo. Os mercados locais operam em queda, com destaque para a Bolsa de Milão, caindo mais de 4,5% enquanto escrevemos esse diário. Na Ásia, a ata da reunião do BoJ foi divulgada com os membros do comitê mostrando maior preocupação sobre os efeitos da política monetária ultrafrouxa. A possibilidade de uma normalização monetária em breve foi bem recebida especialmente pelas ações do setor bancário japonês.
  
    

A Hypera (HYPE3) anuncia distribuição de proventos. A companhia anunciou a distribuição de juros sobre capital próprio, no valor líquido de R$ 0,1697 por ação. O pagamento dos JCP será realizado até 25 de junho de 2019, com base na posição acionária final de 2 de outubro, com os papéis ex no dia seguinte. O yield desta operação é de 0,58%.

Pão de Açúcar (PCAR4) aprova distribuição de JCP. A companhia aprovou a distribuição de JCP nos valores líquidos de R$ 0,3450 por ação ON e de R$ 0,3795 para ações PN, para investidores posicionados até o dia 2 de outubro (também ex na quarta, dia 3). O pagamento será efetuado em 27 de novembro, o yield da operação é de 0,38% para ON e 0,44% para PN.

Grupamento de Ações da Eternit (ETER3). Foi aprovado o grupamento na proporção de seis para uma. Os acionistas tem até o dia 27 de outubro para adequar a sua quantidade de ações para múltiplos de 6. Passado esse prazo, as eventuais frações de ações restantes serão aglutinadas em lotes inteiros e irão a leilão na B3.

AGENDA DE DIVIDENDOS



Bons negócios