Terça-Feira, 28 de março de 2017

 
 

Bom dia,


1IPC avança. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) de São Paulo avançou 0,06% na terceira quadrissemana de março, após variação positiva de 0,02% na segunda leitura do mês, segundo dados da Fipe. Ficando também bem acima das expectativas de mercado que apontavam para uma queda de 0,04%.

Sondagem da Construção sobe no mês de março. O índice de confiança da construção apresentou alta de 0,7 ponto em março, alcançando 75,1 pontos. Este indicador mostra que os empresários estão mais otimistas quanto à melhora da atividade. O índice já vem mostrando a queda nas demissões, mesmo que isso não se traduza em intenção de contratar, só a desaceleração no ritmo de demissões é, por si só, positivo. O Índice de Expectativas cresceu 1,7 ponto, para 87,8 pontos. Já o Índice da Situação Atual caiu pelo segundo mês seguido, ao variar 0,2 ponto, atingindo 62,8 pontos.

O custo da construção caiu no mês de março. O índice nacional de custo da construção registrou, em março, taxa de variação de 0,36%, abaixo do resultado do mês anterior, de 0,53% e das perspectivas que apontavam para 0,55%. Este resultado ocorreu devido à queda do índice relativo a materiais, equipamentos e serviços que registrou variação de 0,26%, comparando com o mês anterior que a taxa havia sido de 0,62%. Já o índice referente à mão de obra registrou a mesma variação do mês anterior, 0,45%.

O "vai e volta" na Reforma da Previdência deverá movimentar o mercado hoje. Após retirar da proposta original os servidores estaduais e municipais, o Planalto voltou atrás e decidiu incluir uma emenda na proposta de Reforma da Previdência (PEC 287) fixando um prazo de seis meses para que os estados e municípios promovam mudanças nos sistemas de aposentadoria de seus servidores. Caso isso não ocorra nesse prazo, os servidores estarão sujeitos às regras federais que forem aprovadas na PEC 287. Agora, fica a cargo de governadores e prefeitos estabelecer medidas previdenciárias locais ou se adequar a proposta federal que ainda terá uma longa tramitação pelo congresso nacional. Em suma, seguimos com o cenário de que a Reforma da Previdência será aprovada, mas com uma versão mais leve do que a apresentada originalmente pelo governo federal, entretanto, a notícia de hoje é positiva. Ainda sobre as contas públicas, o Ministério do Planejamento adiou o anúncio das medidas de ajuste ao orçamento de 2017. A pasta tem até quinta-feira (30/mar) para divulgar o conjunto de medidas (tanto cortes de despesas quanto possíveis aumentos de impostos) que eliminarão a insuficiência de R$ 58,0 bilhões para cumprir a lei orçamentária deste ano, nas previsões dos técnicos do governo. Em meios às expectativas em relação às modificações na PEC 287 e ao que será feito pelo Planalto para tentar bater a meta fiscal de 2017 o Ibovespa deverá se manter volátil.

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Agenda bem carregada nos EUA. A agenda começa às 9h30 com diversos indicadores tanto de atividade quanto de inflação, conforme destacado na nossa agenda, mas o que vai nortear os mercados é a fala de Janet Yellen, às 13h50. Depois dela outros representantes do Fed também irão discursar, mas as atenções são para a direção da fala de Yellen se continua no tom dovish, que é o mercado ainda espera.

Bolsas tem dia de leve recuperação lá fora. Após pregões pressionados pelo cenário político americano, a terça de agenda carregada, mas de indicadores sem grande relevância, começa com ganhos tímidos no oriente e na Europa. Na Ásia, Tóquio e Shanghai destoaram dessa dinâmica, com o índice Nikkei com alta mais forte e o Shenzhen CSI 300, de Shanghai, com leve queda. Na Europa, o FTSE londrino e o DAX de Frankfurt operam em leve alta enquanto escrevemos esse diário. Sem grandes novidades lá fora, a Bolsa paulista deve responder ao noticiário doméstico, especialmente corporativo, bastante agitado desde ontem.

 
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Ex-CEO da Klabin será novo presidente da Vale (VALE5). Conforme antecipado por alguns jornais ontem, o ex- presidente da Klabin, Fabio Schvartsman foi eleito pelo Conselho de Administração para assumir o posto de Diretor Presidente da mineradora. O executivo trabalhou por 10 anos na Duratex e por 22 anos no grupo Ultra, onde chegou a ser CFO da holding Ultrapar e sócio diretor da Ultra S.A. A notícia é positiva, pois, além de por um fim na incerteza com relação a nova gestão, afasta o risco de uma indicação política. Papéis podem continuar na tendência de valorização vista no final da tarde de ontem.

Iguatemi (IGTA3) propõe dividendos de R$ 0,6795 por ação. A proposta vai ser apreciada em assembleia no dia 26 de abril e deve ficar ex logo em seguida, então o investidor precisa ficar atento. O pagamento será realizado 50% no dia 22 de maio de 2017 e 50% no dia 22 de setembro de 2017. O yield da operação, considerando o fechamento de ontem, é de 2,1%. A companhia ainda informou a Petros zerou posição nos seus papéis.

Fibria (FIBR3) também propõe dividendos para AGO. A companhia de papel e celulose vai pagar R$ 0,709958535 por ação em dividendos. Ao contrário de Iguatemi, a Fibria definiu a data ex, mas não a data de pagamento. Os papéis serão negociados com dividendos até 9 de maio, e ficarão ex no dia seguinte. Yield da operação é de 2,6%. Além disso, o conselho aprovou recompra de até 548 mil ações ordinárias, até 27/9, representando 0,1% de seu capital.

Recuperação judicial da PDG (PDGR3) é aprovada pela assembleia da companhia. Como esperado, em AGE, os acionistas da companhia ratificaram o pedido de recuperação judicial da PDG, feito em fevereiro. A notícia não muda nossa visão negativa para a companhia e continuamos não recomendando exposição aos seus papéis.

Resultado sem surpresas da Aliansce (ALSC3). A companhia reportou receita praticamente flat na comparação anual, com compressão de margens pela menor ocupação de seus shoppings e custo de ocupação maior que o do 4T15, apesar de vir no menor patamar do ano, notícia essa positiva. Outro ponto positivo foi o recuo da inadimplência tanto na comparação anual quanto na trimestral. Com o aumento de capital realizado no ano passado, os indicadores de endividamento apresentaram uma sensível melhora. Com resultado muito próximo do esperado, não esperamos que a divulgação tenha um forte impacto em seus papéis.

BrProperties (BRPR3) vai recomprar até 1% de seu capital. O conselho de administração da companhia aprovou novo programa de recompra de até 2,9 milhões de ações, no valor total de até R$ 29 milhões. Programa vai até 27 de setembro desse ano e deve trazer uma pressão positiva (ainda que pequena) para os papéis nesse período.

Mais um resultado muito pressionado da BrBrokers (BBRK3). A companhia fechou 2016 com mais um trimestre fraco em vendas, em linha com o esperado tendo em vista o cenário extremamente complicado para as empresas do segmento. Apenas as despesas administrativas da BrBrokers já foram maiores do que sua receita líquida. Somando isso aos outros custos e despesas, chegamos a um EBITDA negativo em R$ 15,7 milhões no 4T16 (considerando os números recorrentes), pior que o reportado tanto no 3T16 quanto no 4T15. O resultado final foi um prejuízo de R$ 19,5 milhões, número também ajustado, sem considerar baixas de ativos e provisões jurídicas, que tornariam o número R$ 96,3 milhões de prejuízo. Continuamos não recomendando exposição aos papéis da companhia, tendo em vista o cenário ainda muito complicado para o setor.

Será o fim do amianto? A Eternit (ETER3) vem informar que foi notificada, no dia 27 de março, pela 49ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro, para substituição total da matéria prima amianto de suas unidades do Rio de Janeiro no prazo de 18 meses. Além de ter que indenizar por danos morais coletivos os ex-empregados no valor de R$ 30 milhões. Segundo a Eternit toda a sua atividade é regulamentada pela Lei Federal e Normas Regulamentadoras do Ministério do Trabalho e Emprego, que disciplina a extração, industrialização, utilização, comercialização e transporte do amianto crisotila e dos produtos que o contenham. Além disso, a companhia informa que tomará todas as medidas legais que estiverem ao seu alcance para reverter tal decisão nos Tribunais. Contudo, consideramos esta notícia bem negativa para empresa, haja vista, que a mesma já vem recorrendo a outros processos pelo mesmo banimento.

Resultado da Iochpe Maxion (MYPK3) surpreende. A companhia apresentou números melhores do que o esperado neste 4T16, com as iniciativas adotadas para redução dos custos e despesas e ganho de eficiência operacional mais do que compensando o menor faturamento do período. Dessa forma, o EBITDA cresceu 15,4% no trimestre e a margem EBITDA avançou 2,4 p.p, ambos em comparação com o 4T15, enquanto que o prejuízo registrado doze meses atrás foi revertido em lucro de R$ 16,8 milhões. Em termos de endividamento, também houve melhora, com o índice dívida líquida/ EBITDA saindo dos 3,56x registrados no 4T15 para 3,3x neste 4T16. Ademais, a companhia anunciou a distribuição de dividendos no montante de  R$ 0,07562 por ação, o que equivale a um yield de aproximadamente 0,5%. As ações ficam ex dividendos na próxima sexta-feira (31/03) e o pagamento deve ocorrer a partir de 07/04. Com isso os papéis da companhia devem apresentar desempenho positivo no pregão de hoje.

Sabesp (SBSP3) também divulga números melhores do que o esperado. Com o volume faturado de água e esgoto avançando a passos largos (+5,5% ante o 4T15), a extinção do programa de bônus por redução no consumo e o reajuste tarifário de 8,4% aplicado a partir de maio de 2016, a receita líquida do trimestre avanço 20,4% em doze meses. Soma-se a isso o maior controle sobre as despesas gerais e a redução no dispêndio com energia elétrica e tem-se o crescimento de 26,3% no EBITDA do trimestre, frente ao 4T15. Não obstante, a valorização do real frente ao dólar propiciou a reversão da despesa financeira registrada em 2015 para uma receita financeira líquida no último trimestre de 2016, impulsionando o lucro líquido do período. Esse resultado deve favorecer o desempenho dos papéis da Sabesp ao longo do pregão de hoje.

Prejuízo cai, mas números da Eletrobras (ELET6) seguem muito aquém do ideal. Neste 4T16 o resultado da elétrica continuou sendo afetado por impairment de ativos e uma série de provisões. Assim, apesar do maior faturamento do período, impulsionado pela atualização na taxa de retorno do segmento de transmissão e maior receita na área de distribuição de energia, o EBITDA consolidado seguiu negativo, em R$ 4,7 bilhões neste 4T16. Não obstante, a variação monetária e os encargos sobre dívidas elevaram a despesa financeira do trimestre, pressionando o resultado final. Esses números mais fracos já estão em boa medida precificados, portanto, o impacto da divulgação deve ser apenas marginalmente negativo sobre as ações ELET6 hoje.

Hermes Pardini (PARD3) apresenta bom resultado e propõe interessante pagamento de dividendos para AGO. O instituto de medicina diagnóstica registrou crescimento de 16,5% em sua receita líquida no 4º Trim/16 frente ao resultado de um ano antes. O EBITDA ajustado pelos eventos não recorrentes caiu 2,9% em função da aquisição do laboratório Guanabara, em dez/16, que possui rentabilidade inferior a da companhia. Todavia, o lucro líquido saltou 42,9% entre os trimestres analisados. Lucro esse que terá proposta de destinação na Assembleia Geral Ordinária (AGO) dos acionistas que será realizada em 28/abr/17. Pela proposta da administração, que precisa ser aprovada em AGO, a companhia pagará cerca de R$ 60,8 milhões, aproximadamente R$ 0,46 por ação, na forma de dividendos aos seus acionistas, o que diante da cotação de ontem (27/mar) corresponde a um dividend yield de 2,3%. Os investidores posicionados ao fim do pregão do dia 28/04/2017 terão direito, as ações ficarão ex-dividendos a partir de 02/05/2017 e o pagamento será feito, no máximo, até a data de 27/06/2017, sendo que o dia exato será definido na AGO.

CSN (CSNA3) não divulgará resultados no prazo, mas divulga prévia. A siderúrgica anunciou que não divulgará o resultado referente ao 4T16 e ao ano de 2016 no prazo, por conta da combinação de negócios das atividades de mineração e logística correlata, o que impactará o resultado de 2015 e o saldo de abertura dos números de 2016. Ainda não há data prevista para a divulgação desse balanço. A companhia, portanto, divulgou uma espécie de prévia, não auditada, do desempenho, onde mostra que as vendas de aço ficaram praticamente estáveis na comparação do 4T16 com o 3T16. O EBITDA ajustado também ficou estável no período, enquanto que no consolidado de 2016 avançou 25% ante 2015. Todavia, o destaque ficou com a redução de sua alavancagem, com a relação dívida líquida/ EBITDA saindo dos 7,4x registrados no 3T16 para 6,3x neste 4T16, nível um pouco melhor, mas ainda muito preocupante. Diante dessa novidade os papéis da siderúrgica podem ficar pressionados hoje.

Publicamos o relatório de análise especial da Locamerica (LCAM3). Após a aquisição da carteira de clientes da Panda de Itu, a companhia anunciou a fusão com a Auto Ricci S.A. que, juntas, se tornarão a maior locadora de frotas do Brasil. Nesse trabalho foram abordados os detalhes das operações das empresas, bem como o processo societário da união dos acionistas. Confira esses temas e também nossa visão e recomendação para as ações LCAM3 clicando aqui.

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Bons negócios.