Quinta-feira, 28 de junho de 2018

 
 

Bom dia,


IGP-M acelera em junho. O índice geral de preços de mercado variou 1,87% em junho, ante 1,38% no mês anterior. Com todas as categorias apresentando alta, com a maior contribuição partindo do índice de preços ao produtor amplo. Com este resultado, o índice acumula alta de 5,39% no ano e de 6,92% em 12 meses.

Relatório de inflação do BC traz projeção de juros estáveis no restante de 2018. O relatório trimestral de inflação do Banco Central reforçou a visão de que o Copom deve manter a taxa de juros inalterada durante os demais meses do ano de 2018, com a taxa Selic começando a subir somente no segundo trimestre de 2019, quando o BC projeta juros de 8% ao ano. Já a projeção para o IPCA, mesmo apresentando elevação, segue dentro da meta, passando de 3,6% no último relatório para 4,2%, enquanto em 2019 atingiria 4,1%. A expectativa para o câmbio saiu da casa de R$ 3,24 para R$ 3,70 para o final desse ano.

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Confiança estável na zona do euro. O índice de confiança do bloco europeu ficou praticamente estável em junho, com queda marginal de 0,2 ponto frente a maio, com a melhora na confiança do comércio sendo compensada pela ligeira deterioração na confiança do consumidor e da construção. Indústria e serviços não apresentaram variação no período.

E na Alemanha também. A confiança do consumidor se manteve estável em junho, em 10,7 pontos, mostrando certa acomodação após duas quedas consecutivas. Todavia, por lá, o destaque fica com a prévia da inflação ao consumidor no mês, que registrou variação de 2,1% frente ao mesmo período de 2017, e de 0,1% frente a maio, puxado pela aceleração dos preços de energia e alimentos.

PIB no radar norte-americano. O grande destaque da agenda dessa quinta-feira fica com a divulgação final do PIB do primeiro trimestre, cuja expectativa é de manutenção da taxa de crescimento apresentada na última leitura. Mas, vale ficar atento, pois qualquer alteração certamente irá mexer com as expectativas em torno da condução da política monetária. Fica no radar também a sondagem industrial do Fed de Kansas City e o número semanal de pedidos de auxílio desemprego. James Bullard, do Fed de St. Louis, deve discursar ainda hoje, porém, sem trazer grande influência ao mercado, já que não vota esse ano.

Dia ainda pressionado lá fora. As Bolsas asiáticas e europeias seguiram em tendência negativa nessa quinta-feira, ainda com a disputa comercial entre EUA e China no radar dos investidores e com a desvalorização do Yuan dominando o noticiário econômico na Ásia. Os índices futuros americanos abrem o dia em leve alta na expectativa com a divulgação do PIB americano, que comentamos acima.

 

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CVC (CVCB3) fecha parceria para lojas físicas. A companhia e a empresa de fidelidade do Bradesco e do Banco do Brasil, a Livelo, fecharam acordo no qual os clientes do programa poderão utilizar seus pontos na compra de produtos nas mais de 1,2 mil lojas físicas da CVC. Cabe lembrar que o guidance da empresa prevê a abertura de mais cem pontos físicos neste ano, mantendo o ritmo de inaugurações visto nos últimos dois anos. Apesar de não haver valores divulgados pelas companhias, vemos a notícia como positiva para a CVC dado o maior potencial de venda nas lojas físicas que representam cerca de 60% do faturamento do grupo.

Leilão no radar das elétricas hoje (ALUP11, TAEE11, TRPL4, CPLE6, ENBR3, EQTL3, CMIG4, EGIE3). Logo cedo, às 9h, deve ter início o primeiro leilão de transmissão do ano, que conta com a oferta de 21 linhas, 15 trechos de seccionamento e 22 subestações, que compõem 20 lotes. A Receita Anual Permitida - RAP máxima de todos os lotes é de R$ 986,6 milhões e o investimento necessário, segundo estimativas da ANEEL, é de R$ 6 bilhões. As concessões serão válidas por 30 anos e os empreendimentos devem entrar em operação entre setembro de 2021 e janeiro de 2024. A expectativa é de que seja mais um certame de forte concorrência, com elevada taxa de sucesso. Cabe lembrar que vence o leilão quem oferecer o maior deságio sobre a RAP.

Sanepar (SAPR11) distribuirá JCP. A companhia vai distribuir JCP no montante líquido de R$ 1,3606 por UNIT, equivalente a um yield de cerca de 3% frente à cotação no fechamento de ontem. Os papéis ficarão ex-proventos a partir da próxima terça-feira (03/07) e a data de pagamento deve ser definida na AGO que deve ocorrer até abril de 2019.

Preço das ações da Azul (AZUL4) na oferta do grupo HNA um pouco abaixo do mercado. A venda da participação dos chineses na cia aérea brasileira será por um valor de US$ 16,15 por ADS, correspondente a três ações PN da Azul. As ADSs da Azul na NYSE fecharam o pregão de ontem a US$ 16,51, 2% acima da precificação da oferta, através de bookbuilding. Por aqui, os papéis da Azul fecharam a R$ 21,40. Vale mencionar que a oferta é totalmente secundária e o único vendedor é o grupo chinês. Os acionistas atuais não serão diluídos e não entra dinheiro novo na companhia.

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