Segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

 
 

Bom dia,



Hoje temos um dia bem agitado. A agenda de indicadores está bem carregada, além disso, o mercado acompanha a operação que o presidente Bolsonaro está sendo submetido hoje de manhã, mas as principais notícias são sobre o rompimento da barragem de Brumadinho, que comentamos mais abaixo na parte das empresas. No Boletim Focus dessa semana, destaque para a projeção do PIB, que volta a cair, tanto para este ano quanto para 2020, em 2,50% em ambos os anos. Já o câmbio para o final desse ano, depois de ter apresentado elevação na última divulgação, se estabilizou, em R$ 3,75. Os indicadores de inflação que saíram nessa manhã acabaram apontando para cima, como foi o caso do IPC-Fipe na terceira semana de janeiro que acelerou, subindo 0,43% contra 0,24% na última divulgação. Esse resultado veio acima das projeções de mercado. O INCC-M também veio maior, subindo 0,40% em janeiro, após 0,13% em dezembro, sendo fortemente impactado pelos gastos com materiais e equipamentos, além do aumento do custo da mão de obra. Já a sondagem da construção seguiu estável em janeiro, em 85,4 pontos.

aDia morno, mas semana promete. Destaque lá fora nos próximos dias para a primeira reunião do comitê de política monetária americano, que começa amanhã e divulga o comunicado no final da tarde de quarta, e para uma nova rodada de negociações entre autoridades chinesas e americanas, no final dessa semana. A expectativa é que o FOMC não só não mexa na taxa de juros nessa reunião como adote um tom ainda mais dovish no seu comunicado, após sinalizar duas altas para 2018, na última reunião do ano passado. Quanto às negociações entre EUA e China, o mercado segue cautelosamente otimista, ênfase no cautelosamente, com autoridades americanas dando sinais contraditórios em relação ao avanço das conversas. Na sexta, Trump anunciou um acordo para reabrir o governo americano por três semanas, o que animou o mercado, mas no domingo, o presidente já deu sinais que caso os recursos para o seu muro não sejam liberados, uma nova paralisação está longe de descartada, o que ajuda a pressionar os mercados nessa segunda-feira. Além disso, seguem as indefinições quanto ao Brexit, com a primeira-ministra devendo colocar uma nova proposta em votação no Parlamento nessa semana, para depois negociá-la com a UE, que não parece aberta ao diálogo. Na agenda de indicadores, o Fed de Chicago divulga o seu índice nacional de atividade, enquanto o Fed de Dallas abre os números de sua sondagem industrial, indicadores que não devem ter um grande impacto no mercado.

 


Desastre de Brumadinho deve pesar sobre a Vale (VALE3). O rompimento da barragem de Brumadinho (MG), na última sexta-feira, já traz uma série de consequências para a mineradora, a começar pelo bloqueio de R$ 11 bilhões, que corresponde a cerca de 45% do caixa apresentado ao final do 3° trimestre. Houve também a imposição de sanções por parte do IBAMA e do estado de Minas no valor total de R$ 350 milhões e a justiça determinou que a companhia adote todas as medidas necessárias para a estabilização das demais barreiras do Complexo, além de se responsabilizar pelo “acolhimento e integral assistência às pessoas atingidas”. Agências internacionais de classificação de risco já colocaram a nota da companhia em revisão, para um possível rebaixamento. A mineradora, por sua vez, anunciou a suspensão da política de distribuição de proventos e de remuneração variável aos executivos. Em termos operacionais, o impacto é pequeno, tendo em vista que a produção no local corresponde a menos de 2% da produção total da Vale e que a capacidade ociosa em outras minas permite o remanejamento da operação. De toda forma, além de novos impactos financeiros potenciais, mudanças regulatórias também ficam no radar, com a possibilidade de exigências mais rígidas quanto à licença para novas barragens e minas. Até que todos os potenciais impactos possam ser mensurados de forma mais clara, os papéis VALE3 devem ficar pressionados.

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