Terça-feira, 28 de agosto de 2018

 
 

Bom dia,


Confiança da indústria recua. O índice de confiança da indústria recuou 0,4 ponto em agosto, para 99,7 pontos, o menor patamar desde janeiro deste ano. A fragilidade da recuperação industrial é reforçada pela forte indefinição observada no campo político, além disso, o elevado nível de incerteza nas questões externas também acaba contribuindo para a piora desse índice.

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Balança comercial no radar norte-americano. Em meio a uma agenda atribulada, destaque para a divulgação da balança comercial do mês passado, que deve manter o déficit próximo ao visto na leitura anterior, dando fôlego para as discussões em torno da política comercial de Trump, mesmo diante do acordo realizado com o México ontem. Além disso, vale ficar atento a confiança do consumidor e a sondagem industrial de Richmond, ambos referentes a agosto e que devem denotar ligeiro arrefecimento frente à última divulgação. Já a prévia dos estoques no atacado e o índice de preços residenciais não devem trazer novidades nesta terça-feira.

Bolsas tem dia mais positivo lá fora. As altas na Ásia e na Europa, no entanto, são bem modestas, já que a principal notícia do dia é o avanço em relação ao acordo comercial entre EUA e México e não há grandes novidades a respeito das disputas entre EUA e os países dos outros dois continentes. O índice da Bolsa de Shanghai ainda fechou com uma leve retração. Já os índices futuros americanos operam em alta. Por aqui, o mercado continua de olho em qualquer sinal vindo do cenário eleitoral, atento, nessa semana, às entrevistas dos presidenciáveis no Jornal Nacional, que ontem recebeu o pedetista Ciro Gomes e hoje terá o líder nas pesquisas (sem Lula), Jair Bolsonaro.

 

Marfrig (MRFG3) adota nova política de alavancagem. A companhia anunciou em fato relevante que aprovou o aditivo que estabelece limite para alavancagem em acordo de acionistas. A referida política financeira, limita o nível de alavancagem medido pela dívida líquida/EBITDA consolidado igual ou inferior a 2,5 vezes em 31 de dezembro de 2018 e a 3,5 vezes nos trimestres subsequentes. Caso descumpra essa métrica, a companhia não poderá distribuir proventos em valores acima do dividendo mínimo obrigatório, além de limitar aquisições e novos investimentos.
   
Leilão da Eletrobras (ELET6) recebe propostas. Segundo matéria do Valor, foram recebidas, ontem, três propostas para o leilão das distribuidoras da Eletrobras em Roraima, no Acre e em Rondônia, previsto para ocorrer nesta quinta-feira às 15h. Entre as interessadas estariam a Oliveira Energia, empresa que opera geradoras nos sistemas isolados (que não possuem interligação com o restante do país, na região Norte), a Energisa (ENGI11) e a Equatorial (EQTL3), que levou a Cepisa, distribuidora do Piauí, no final do mês passado. Logo, os papéis ELET6 devem reagir de forma positiva à novidade.

Movida (MOVI3) confirma prazo de subscrição dos acionistas. O aumento de capital da companhia foi aprovado em 26/jun/2018 e será encerrado em 02/set/2018, porém como tal data não é dia útil, a empresa informou que o último dia para exercício do direito de preferência para subscrição das ações no âmbito da oferta será o próximo dia 31, sexta-feira. Vale ressaltar que o aumento de capital poderá atingir o montante de R$ 312,5 milhões diante da emissão de até 49,9 milhões de ações ao preço de R$ 6,26. A controladora, grupo JSL (JSLG3) já se comprometeu em subscrever 32,0 milhões das novas ações, o que corresponde ao valor mínimo para realizar esse aumento de capital. Segundo a Movida, a transação permitirá que a companhia continue executando seus planos de negócios e atuando, bem posicionada, no mercado de locação de veículos com crescentes oportunidades, sendo que o aumento de capital visa fortalecer sua estrutura de capital num momento de instabilidade político-econômica do país. De todo modo, acreditamos que seus ativos deverão ficar pressionados em bolsa até a conclusão desta oferta.

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