Quinta-feira, 27 de setembro de 2018

 
 

Bom dia,


Indicadores mais negativos. O IGP-M variou 1,52% em setembro, ante 0,70% no mês anterior. Com este resultado, o índice acumula alta de 8,29% no ano e de 10,04% em 12 meses. O indicador foi pressionado pela elevação nos preços dos combustíveis. Outro índice que mostrou deterioração foi a confiança da indústria, que atingiu o menor nível desde outubro do ano passado. Já no campo político, a última pesquisa do Ibope não trouxe novidades, colocando Bolsonaro e Haddad como favoritos para passar ao segundo turno. Sem grandes notícias no pleito, o mercado dará mais atenção ao relatório trimestral de inflação do Banco Central que não deixou claro a sua intenção para as próximas reuniões do Copom. A maior mudança foi a redução na projeção para o PIB em 2018, ficando em 1,4%, ligeiramente inferior à projeção divulgada anteriormente, de 1,6%. No final da manhã, o presidente do Banco Central deve conceder uma entrevista, quando poderá dar mais informações sobre o futuro dos juros por aqui. 

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Confiança recua na zona do euro. O índice de sentimento econômico do bloco europeu recuou, sobretudo em razão da deterioração na confiança da indústria e dos consumidores, que foi apenas parcialmente compensada pela melhora em serviços e no setor de construção civil. O aumento dos estoques foi um dos responsáveis por tal desempenho, já que a perspectiva para criação de empregos ficou estável e o número de novos pedidos teve ligeira melhora. Olhando localmente, destaque para a retração mais acentuada na França (-1,7 p.) e Espanha (-1,5 p.).

Já na Alemanha confiança melhora e inflação acelera. Nesse caso, a divulgação foi especificamente da confiança dos consumidores alemães, que teve ligeiro avanço em setembro. Os agentes seguem com expectativas positivas para a economia em geral e para o crescimento da renda, fato que foi parcialmente compensado pela menor propensão a compras no período em análise. Já a prévia do índice de preços ao consumidor harmonizado de setembro registrou alta de 2,2% na comparação anual e de 0,4% frente a agosto, mais uma vez puxada pela alta no grupo de energia.

PIB americano é destaque após FOMC. Ontem, o destaque nos EUA foi não tanto a decisão do comitê de elevar pela terceira vez no ano os juros em 0,25 p.p., mas a retirada um trecho do comunicado que dava conta que a política monetária do comitê deveria se manter acomodatícia. Traduzindo do economês, o que a turma liderada por Jerome Powell quis dizer é que o período de taxa de juros reais próximas ou até abaixo de zero está mesmo perto do fim. Isso pressionou os mercados desde o fim da tarde. Essa mudança foi influenciada pela revisão para cima na projeção do Fed para o crescimento da economia americana, que agora é de um crescimento de 3,1%, 0,3 p.p. acima da anterior, que superou os temores do comitê acerca do impacto das disputas comerciais americanas na atividade econômica. Hoje, como destacamos no título, sai a revisão do PIB americano do segundo trimestre, que deve confirmar o forte resultado anterior. A balança comercial de agosto também será divulgada hoje, com mais um enorme déficit.

Bolsas pressionadas lá fora. O tom mais hawkish do comunicado do FOMC pressionou as Bolsas americanas no final da tarde de ontem e faz o mesmo com as Bolsas asiáticas, que fecharam no vermelho nessa manhã, e com as europeias que abriram na mesma direção. Destoa desse movimento a Bolsa de Londres, cujo FTSE 100 opera no azul. Por lá, o Brexit segue sendo destaque com uma posição mais firme da oposição contrária ao plano de May e também à saída da UE sem acordo. A posição da primeira-ministra também não é das mais confortáveis no seu próprio partido. Até mesmo um novo referendo sobre o Brexit não parece totalmente descartado.

 
  

Petrobras (PETR4) firma parceria para estudar investimento em eólicas offshore. A companhia assinou um memorando de entendimentos com a empresa norueguesa Equinor, que visa o desenvolvimento conjunto de negócios no segmento de energia eólica offshore no Brasil. Não há uma obrigação entre as partes de empreenderem em quaisquer negócios, mas sim uma intenção de trabalhar conjuntamente na elaboração de projetos de "alto valor em energia renovável". Ainda que não tenha impacto financeiro imediato, a notícia coloca alguma dúvida a respeito da política de investimentos da companhia e de sua disciplina na alocação de capital. Todavia, a novidade não deve influenciar muito o desempenho de suas ações no curto prazo, que vão continuar voláteis, respondendo principalmente ao noticiário político.

Eletrobras (ELET6) coloca SPEs em leilão hoje. A partir das 10h, na B3, a Eletrobras irá leiloar sua participação societária em 71 SPEs, que incluem ativos de geração eólica e linhas de transmissão. As participações foram agrupadas em 18 lotes, a fatia a ser vendida varia de 1,5% até 99,99%. O valor total mínimo chega a R$ 3,1 bilhões, sendo que o preço mínimo mais elevado é o do lote A, de R$ 635,6 milhões. A expectativa é positiva, com as atuais sócias da elétrica, como Equatorial (EQTL3) e Taesa (TAEE11), e outras companhias, como a Transmissão Paulista (TRPL4) e a Shell, já tendo demonstrado interesse em participar do leilão.

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