Segunda-Feira, 27 de março de 2017

 
 

Bom dia,


1Focus continua mostrando otimismo do mercado. As projeções do boletim Focus novamente vieram com redução no IPCA. Para 2017, a previsão agora é que feche o ano em 4,12% ante 4,15% esperado na semana passada e para 2018 segue em 4,50%. A Selic fim de 2017 segue estimada em 9% e 2018 em 8,75% e a expectativa para o PIB também ficou estabilizada, em 2017 em 0,48% e para 2018 a perspectiva é de 2,50%. Já sobre o câmbio para o fim de 2017, a projeção se reduziu saindo de R$ 3,29 para R$ 3,28 e em 2018 segue em R$ 3,40.

ICC veio melhor. O índice de confiança do consumidor (ICC) subiu 3,5 pontos em março, alcançando 85,3 pontos, segundo dados da FGV. No mês de março, tanto as avaliações sobre a situação atual (+1,2 ponto) quanto às expectativas (+5,1 pontos) apresentaram resultados positivos. Além disso, o indicador que mede a satisfação dos consumidores com a situação econômica em geral subiu 2,0 pontos para 77,8 pontos, o maior nível desde fevereiro de 2015. Mas o indicador de percepção com a situação financeira da família veio praticamente estável, ao passar de 65,6 para 65,9 pontos. A melhora deste indicador mostra que os consumidores estão mais otimistas em relação ao futuro, mostrando o otimismo quanto à economia e a intenção de se desalavancar.

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Em dia de agenda fraca nos EUA, mercado ainda deve repercutir derrota de Trump no Congresso. Por lá, são esperados os números da sondagem industrial feita pelo FED de Dallas, que deve mostrar expansão no nível de atividade, engatando o sexto mês de alta, mas o primeiro de desaceleração no ritmo de crescimento desde então. O presidente do mesmo FED de Dallas ainda vai discursar hoje, assim como o presidente do FED de Chicago. Mas, todos esses fatores devem ficar em segundo plano, já que os mercados devem continuar a repercutir a derrota de Trump no Congresso americano, com o seu projeto de substituição do Obamacare não indo à votação, por não haver uma unidade entre os republicanos, com alguns pedindo mudanças ainda mais fortes no projeto. O projeto, bastante sensível, acabou sendo escolhido como uma bandeira pelo presidente Trump e a derrota acaba trazendo a percepção que o novo governo terá dificuldades em aprovar seus principais projetos. Apesar disso, acreditamos que propostas como a desregulamentação do sistema financeiro e de redução de impostos devam ter muito menos resistência pela bancada mais conservadora entre os republicanos, facilitando a aprovação dessas pautas.

Clima de negócios da Alemanha continuou a melhorar. É isso que diz o instituto IFO em sua publicação mensal. O índice que mede o clima de negócios na principal economia da zona do euro foi de 111,1 pontos na última leitura para 112,3 agora em março, maior patamar desde julho de 2011. A recuperação da demanda e, conseguintemente, dos preços, impulsionou o índice de percepção econômica.

Lucros das indústrias chinesas crescem forte nesse começo de ano. Impulsionados pelos preços das commodities, os lucros das indústrias chinesas cresceram 31,5% em janeiro e fevereiro, na comparação com igual bimestre do ano anterior, segundo dados do departamento nacional de estatísticas. Já os passivos das indústrias por lá, cresceram 6,6% na mesma base de comparação.

Bolsas em queda nessa segunda. Na esteira do fechamento das Bolsas ocidentais na sexta, as Bolsas asiáticas experimentaram um pregão bem pressionado nessa segunda, com destaque negativo para Tóquio, que fechou em queda de 1,44%. Na China, os mercados ensaiaram uma recuperação com dados da indústria (texto acima), mas isso não foi suficiente para segurar os índices por lá. Bolsas europeias também abriram no vermelho, respondendo também a queda forte nas commodities nessa segunda.

 
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Boa notícia para BEEF3, BRFS3, JBSS3 e MRFG3. Parece que os pesadelos dos frigoríficos vêm melhorando, Chile, Egito e China suspenderam a proibição de importação de carnes brasileiras, restringindo somente a entrada de produtos dos 21 frigoríficos que estão sendo investigados pela Operação Carne Fraca. Agora pelo menos 19 países mais a União Europeia ainda mantém a suspensão total ou parcial das importações de carnes brasileiras. E outros quatro países, entre eles os Estados Unidos, estão reforçando o controle sanitário das carnes brasileiras. Uma semana de mercado fechado para a carne brasileira foi bem negativa para o setor e isso refletirá nos resultados das companhias, entretanto, acreditamos que a retomada dos principais mercados exportados vai dar um fôlego e mostra que o problema é pontual. Desta forma, acreditamos que as ações de empresas de frigoríficos tendem a performar positivamente no pregão de hoje.

Cesp (CESP6) reverte prejuízo, mas resultado ainda é fraco. Dentro das expectativas, a geradora reportou resultado operacional ainda fraco neste 4T16. A queda de 35,9%, ante o 4T15, no volume vendido de energia se deve principalmente a entrega das usinas Jupiá e Ilha Solteira ao novo concessionário, em meados de 2016. Nesse mesmo sentido, os custos operacionais caíram no trimestre, mas não o suficiente para evitar a retração do EBITDA. Todavia, expurgando alguns efeitos não recorrentes, como o aumento na rubrica de provisões para perda estimada de crédito e para riscos legais, o EBITDA recuou 52,8%, mas a margem registrou interessante resiliência, ao recuar 1,6 p.p. ante a margem de 49,5% registrada doze meses atrás. Além dos resultados, a Cesp propôs a distribuição de dividendos no montante de R$ 0,4837 por ação PNB e ON, o equivalente a um yield de 2,64% e 3,22%, respectivamente. Os papéis passam a ser negociados como ex-dividendos em 03/05 e o pagamento deve ocorrer até o dia 30/06. Os números mais fracos já eram esperados, portanto, seus papéis devem reagir de forma marginalmente positiva a distribuição de proventos.

Resultado da Forjas Taurus (FJTA4) segue negativo. A companhia apresentou uma nova rodada de números fracos, com EBITDA negativo e prejuízo de R$ 58,9 milhões no 4T16. Em termos operacionais, no segmento de armas houve recuo de 10,4% na receita líquida, principalmente em função do pior desempenho das exportações para os Estados Unidos (que representa mais de 70% do faturamento dessa área). Em capacetes, o adverso contexto econômico do mercado interno pressionou as vendas, levando a retração de 40,6% no faturamento do último trimestre, ante o 4T5. Não obstante, houve uma nova provisão para impairment sobre estoques, no montante de R$ 20 milhões, e a despesa financeira aumentou 87,9% em doze meses. Mantemos recomendação de cautela na exposição aos ativos da Taurus, pois não vislumbramos uma melhora consistente de seus resultados no curto prazo. Além disso, embora tenha concluído o processo de reperfilamento da dívida, sua situação financeira continua bastante delicada.

Anima Educação (ANIM3) propõe pagamento de R$ 5,0 milhões em dividendos. A Anima divulgou a proposta para a Assembleia Geral Ordinária (AGO) dos acionistas que será realizada em 26/abr/17. Pela proposta da administração, que precisa ser aprovada em AGO, a companhia pagará cerca de R$ 5,0 milhões, aproximadamente R$ 0,06 por ação, na forma de dividendos aos seus acionistas, o que diante da cotação de 24/mar/17 corresponde a um dividend yield de 0,5%. A data do pagamento será definida na AGO.

Tegma (TGMA3) também distribuirá proventos. A empresa de logística convocou a Assembleia Geral Ordinária (AGO) dos acionistas para o dia 28/abr/17. E a proposta da administração da companhia é de pagar R$ 8,0 milhões, aproximadamente R$ 0,12 por ação na forma de dividendos, correspondendo a um dividend yield de 1,0%. Os investidores posicionados em 28/4 terão direito aos dividendos que serão pagos em 11/05/2017.

Corte dos EUA extingue ação contra Vale (VALE5). No final da última sexta-feira, a Vale anunciou que o Tribunal Distrital dos Estados Unidos julgou extinta a ação coletiva com relação à maior parte dos pedidos contra a empresa e alguns de executivos, inclusive contra o diretor-presidente Murilo Ferreira, por conta do rompimento da barragem Fundão, em Mariana (MG). A mineradora ainda declarou que segue confiante de que os poucos pedidos judiciais que não foram extintos não têm mérito e que continuará trabalhando para combater essas ações. A notícia é positiva para Vale, entretanto deve ficar em segundo plano, diante da expressiva queda na cotação do minério de ferro no mercado internacional, o que certamente irá pressionar seus papéis ao longo do pregão hoje.

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AGENDA DE RESULTADOS


Bons negócios.